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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ver fotos de bichinhos fofos aumenta concentração


Observar esse tipo de imagem desperta instinto protetor e deixa as pessoas mais cuidadosas. A maioria dos usuários de internet já recebeu em sua caixa de e-mail fotografias de filhotes de cão ou gato flagrados com alguma expressão divertida, fantasiados com roupas de humanos ou em posições engraçadinhas. Pesquisadores japoneses decidiram estudar o efeito dessas imagens sobre a cognição e descobriram que observar fotos de animais kawaii – “fofo”, em japonês – pode ajudar a melhorar a concentração... (Continuação na Fonte)


Fonte: Mente Cérebro

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Cientistas descobrem novas espécies de anfíbios e répteis no Equador


Um grupo de cientistas americanos e equatorianos descobriu dezenas de novas espécies de animais na costa oeste do Equador.

Entre as novas espécies estão as cobras "sugadora de caracóis" e "sugadora de lesmas". Um exemplar similar à primeira só é encontrado no Peru, enquanto que uma espécie parecida com a segunda só foi vista no Panamá, bem mais ao norte. Nas várias expedições que realizou na região desde 2007, o grupo registrou 6 mil espécies na floresta tropical da região e tirou 25 mil fotos.

O líder da pesquisa, Paul Hamilton, da organização Reptile & Amphibian Ecology International, explicou que o objetivo da expedição era identificar novas espécies e criar recomendações de como preservá-las.

A expedição também descobriu 30 novas espécies de anfíbios anuros de florestas tropicais. Esses anfíbios se diferem por não jogarem seus ovos na água, onde os girinos nasceriam e se desenvolveriam. As espécies descobertas depositam seus ovos em árvores.

Além de espécies que ainda não eram conhecidas pela ciência, o grupo também localizou muitos animais já conhecidos, mas seriamente ameaçados de extinção. Um minúsculo lagarto que cabe na borracha de um lápis e a perereca-de-vidro são exemplos de seres raros que foram registrados pelos pesquisadores. A surucucu, a mais longa das cobras peçonhentas, também foi fotografada.

A maior parte dessas descobertas foi feita na região de Pata de Pájaro, que, segundo os pesquisadores, vem sofrendo com o desmatamento gerado pela criação de gado e pela extração de madeira, além da caça.

O pesquisador enfatiza ainda que há muito a ser descoberto no Equador, em que vivem representantes de 16% das espécies animais do mundo. "Esse estudo apenas atinge a superfície do que nós sabemos sobre essa região. Há obviamente uma grande preocupação de que essas espécies desapareçam assim que, ou mesmo antes que, elas sejam formalmente descritas pela ciência", disse Hamilton.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Farmacêuticas já produzem até 'Prozac' para cão

Gigantes como Pfizer, Bayer e Eli Lilly criam remédio específicos para animais de estimação, um mercado que não para de crescer.O carinho dos donos pelos seus animais de estimação está estimulando a indústria farmacêutica a criar versões para cães e gatos de medicamentos humanos, em busca de uma nova fonte de lucros. Cachorros que ficam sozinhos e apresentam sintomas de depressão, por exemplo, já podem ser tratados com um remédio similar ao antidepressivo Prozac.
Há tratamento até para casos mais graves, como câncer. Tudo para atender os donos que não medem esforços - e dinheiro - para preservar a saúde do "melhor amigo".
A americana Eli Lilly, dona do Prozac, anunciou neste mês que trará ao Brasil sua linha de medicamentos para animais domésticos, disponível nos Estados Unidos desde 2007. A empresa atenderá o segmento por meio de sua divisão de saúde animal, a Elanco, que já fabrica no Brasil produtos para animais de produção, como bovinos e suínos.
O primeiro medicamento, que será lançado no Brasil até o fim do ano, vem de uma molécula que a Eli Lilly comprou da Dow Chemical e que, posteriormente, se revelou uma solução contra pulgas em cães e gatos, conta o diretor da divisão de animais de companhia da Elanco América Latina, Mauri Moreira.
O "Prozac para cachorro" ainda não está disponível no Brasil, mas está no radar da Elanco trazer o medicamento ao País. A área de saúde animal faturou US$ 1,68 bilhão em 2011 no mundo e respondeu por 8% da receita da Lilly. Neste ano, a divisão cresce 21% no mundo e mais de 30% no Brasil.
A indústria farmacêutica faturou R$ 400 milhões com a venda de produtos veterinários para cães e gatos no País em 2011, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal. O segmento ainda é pequeno perto da divisão de animais de produção, como bovinos e suínos. Os "pets" respondem por 11,7% do faturamento do mercado de medicamentos para animais, um total de R$ 3,4 bilhões. No mercado americano, o segmento é quase 50%.
A tendência é aumentar essa fatia. A indústria vê o baixo índice de vacinação nos animais brasileiros como uma grande oportunidade de crescimento nas vendas. Estima-se que existam 30 milhões de cães e gatos no País, mas apenas 20% deles são vacinados com regularidade. Nos Estados Unidos, o índice é de 85%.
'Humanização'. A Pfizer, líder neste mercado, aposta na "humanização" do tratamento de cães e gatos. "Antigamente, os animais domésticos eram tratados com resto de comida e só iam ao veterinário quando ficavam doentes. Hoje, estão muito próximos de um membro da família e tendem a receber melhores cuidados", disse o diretor da unidade de animais de companhia da Pfizer, Tiago Papa.
A empresa costuma se inspirar em tratamentos de humanos para desenvolver produtos para animais. "Existem linhas de pesquisa em oncologia humana que já resultaram em medicamentos contra câncer para cães", disse.
A última novidade, apresentada na semana passada, foi um centro de imunização modelo para veterinários, inspirado em serviço de pediatria. A proposta da Pfizer, que oferece um refrigerador próprio para armazenar suas vacinas em regime de comodato aos veterinários, é criar uma sala de vacinação separada do local da consulta.
O contrário também pode ser feito. A alemã Bayer, por exemplo, lançou pela primeira vez um produto para animais que visa, na verdade, melhorar a saúde humana. Trata-se de um hidratante que reduz as partículas de pelos de cães e gastos que provocam alergias nos donos. "Cerca de 70% dos clientes que compram produtos para animais são mulheres. Existem muitos produtos que podemos desenvolver pensando também no bem-estar do proprietário", disse o gerente da unidade de animais de companhia da Bayer, Gilberto Neto.