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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

"Black Marble": Nasa divulga imagem noturna da Terra

O mosaico reúne registros de abril e outubro de 2012. Foram necessárias 312 órbitas para conseguir uma vista limpa do planeta
                                                                                       Foto: Nasa/Noaa/Divulgação
A Nasa - a agência especial americana - e a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) divulgaram nesta quarta-feira uma imagem da Terra que, ao contrário das conhecidas Blue Marbles, é vista à noite. O registro na verdade é um mosaico com diversas fotografias feitas por satélite. O mosaico exclui registros que tinham nuvens para mostrar a superfície do planeta.
O satélite Suomi NPP (sigla para "parceria polar-orbital"), lançado ano passado, tem um sensor especial para observar a atmosfera e superfície do planeta sem a luz do dia. Segundo a Nasa, o sensor é tão sensível que consegue registrar o leve brilho da atmosfera à noite e até a luz de um navio no oceano.
"Pelas mesmas razões pelas quais precisamos ver a Terra durante o dia, também precisamos ver a Terra à noite", diz Steve Miller, pesquisador do Instituto de Pesquisa da Atmosfera (da Universidade do Estado do Colorado e do Noaa). "Ao contrário dos humanos, a Terra nunca dorme."
Um dos registros foi do furacão Sandy quando chegava, iluminado pela Lua, a Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 29 de outubro. As imagens noturnas mostravam o poder da tempestade que deixou milhões de pessoas na escuridão.
Ao contrário de câmeras que capturam uma fotografia com apenas uma exposição, o sensor do Suomi NPP registra diversas vezes a cena em milhões de pixels individuais. Após isso, ele revê a quantidade de luz em cada pixel. Se ele for muito intenso, uma ferramenta previne que ele fique muito saturado no resultado final. Se for muito fraco, o sinal é amplificado.
"É como ter três câmeras de pouca luz operando ao mesmo tempo, e nós pegamos o melhor de várias câmeras, dependendo de onde estamos olhando na cena", diz Miller.
Fonte: Terra

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Nasa anuncia lançamento de novo veículo a Marte em 2020


Projeto será desenvolvido baseado em descobertas do Curiosity. Missão é um passo para enviar humanos na década de 2030, diz agência.
A Nasa anunciou nesta nesta terça-feira (4) que planeja enviar um novo veículo a Marte em 2020. O projeto é mais um passo na direção de uma missão tripulada ao Planeta Vermelho, segundo indicou a própria a agência espacial americana.
O anúncio chega um dia após a Nasa publicar os resultados do primeiro teste do solo marciano realizado pelo jipe-robô Curiosty, que descobriu sinais de alguns componentes necessários à vida, como água e oxigênio.
O veículo chegou a Marte em agosto de 2012 e analisa as características do solo e do ar, buscando saber se o planeta já teve condições de abrigar vida em algum momento de sua história. Os resultados obtidos pelo Curiosity serão levados em conta para o desenvolvimento do novo veículo.
Além do Curiosity, a nova missão vai contar com a participação do Opportunity, outro jipe-robô que circula na superfície marciana. Também participarão duas naves espaciais da Nasa, assim como o Stipendi, veículo espacial europeu atualmente na órbita do planeta.
O governo do presidente Barack Obama "está comprometido em fortalecer o programa de exploração de Marte", disse o administrador da Nasa, Charles Bolden.
Ao longo da década, Nasa deve lançar ainda as missões Maven, feita para estudar a atmosfera, e a InSight, que vai pesquisar o interior do planeta.
"Com esta próxima missão, estamos garantindo a permanência dos Estados Unidos como líder mundial na exploração do Planeta Vermelho, enquanto adotamos um passo importante para o envio de seres humanos a Marte na década de 2030", destacou Bolden.

Fonte: G1


domingo, 2 de dezembro de 2012

Nasa localiza água congelada em Mercúrio

Foto da nasa mostra cratera com gelo no polo Norte de Mercúrio

A sonda Messenger, da Nasa, confirmou o que há muito já se especulava: Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, tem água congelada "aprisionada" em crateras localizadas em seus polos.

A temperatura em certas regiões de Mercúrio ultrapassa os 400°C, quente o suficiente para derreter chumbo.

Mercúrio seria, então, um ambiente improvável para achar gelo, não fosse por um detalhe: seu eixo de rotação.

A presença de água congela em Mercúrio é sustentada por três trabalhos diferentes publicados na versão online da revista "Science".A pouca inclinação do planeta acaba fazendo com que regiões de seus polos nunca vejam a luz solar, possuindo temperaturas extremamente baixas.

A sonda, que em 2011 se tornou a primeira a orbitar Mercúrio, também localizou compostos orgânicos.

"[A mistura de compostos orgânicos] provavelmente foi levada até Mercúrio pelo impacto de cometas e asteroides ricos em compostos voláteis, os mesmos objetos que provavelmente
levaram a água até o planeta", comentou David Paige, autor principal de um dos trabalhos e pesquisador da Universidade da Califórnia em Davis.


Os cientistas sugerem que, quando esses corpos gelados atingiram Mercúrio, passaram por repetidos processos de vaporização e precipitação, migrando por fim para os polos mais frios, onde ficaram presos nas crateras.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios


Cientistas rebatem rumores na internet; um deles diz receber cartas de crianças que cogitam se matar e menciona caso de pais que pensam em assassinar filhos por acreditar em rumores do apocalipse. Após receber uma enxurrada de cartas de pessoas seriamente preocupadas com teorias que preveem o fim do mundo no dia 21 de dezembro de 2012, a agência espacial americana (Nasa) resolveu 'desmentir' esses rumores na internet. Nesta quarta-feira (28), a Nasa fez uma conferência online com a participação de diversos cientistas. Além disso, também criou uma seção em seu website para desmentir que haja indícios de que um fim do mundo esteja próximo.
Segundo o astrobiologista David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, muitas das cartas expondo preocupações com as teorias apocalípticas são enviadas por jovens e crianças. Alguns dizem até pensar em suicídio, de acordo com o cientista, que também mencionou um caso, reportado por um professor, de um casal que teria manifestado intenção de matar os filhos para que eles não presenciassem o apocalipse.'Estamos fazendo isso porque muitas pessoas escrevem para a Nasa pedindo uma resposta (sobre as teorias do fim do mundo). Em particular, estou preocupado com crianças que me escrevem dizendo que estão com medo, que não conseguem dormir, não conseguem comer. Algumas dizem que estão até pensando em suicídio', afirmou Morrison.
'Há um caso de um professor que disse que pais de seus alunos estariam planejando matar seus filhos para escapar desse apocalipse. O que é uma piada para muitos e um mistério para outros está preocupando de verdade algumas pessoas e por isso é importante que a Nasa responda a essas perguntas enviadas para nós.'
Calendário maia
Um desses rumores difundidos pela internet justifica a crença de que o mundo acabará no dia 21 dizendo que essa seria a última data do calendário da civilização maia.

Outro rumor tem origens em textos do escritor Zecharia Sitchi dos anos 1970. Segundo tais teorias, documentos da civilização Suméria, que povoou a Mesopotâmia, preveriam que um planeta se chocaria com a Terra. Alguns chamam esse planeta de Nibiru. Outros de Planeta X.
'A data para esse suposto choque estava inicialmente prevista para maio de 2003, mas como nada aconteceu, o dia foi mudado para dezembro de 2012, para coincidir com o fim de um ciclo no antigo calendário maia', diz o site da Nasa.
Sobre o fim do calendário maia, a Nasa esclarece que, da mesma forma que o tempo não para quando os 'calendários de cozinha' chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente - 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo.
A agência espacial americana enfatiza que não há evidências de que os planetas do sistema solar 'estejam se alinhando', como dizem algumas teorias, e diz que, mesmo que se isso ocorresse, os efeitos sobre a Terra seriam irrelevantes. Também esclarece que não há indícios de que uma tempestade solar possa ocorrer no final de 2012 e muito menos de que haja um planeta em rota de colisão com a Terra.
'Não há base para essas afirmações', diz. 'Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem se deslocando em direção à Terra para colidir com o planeta em 2012, astrônomos já estariam conseguindo observá-lo há pelo menos uma década e agora ele já estaria visível a olho nu', diz o site da Nasa.
Fonte: G1

Reserva de petróleo é encontrada no espaço


A 1.400 anos-luz da Terra, a Nebulosa Cabeça de Cavalo é uma grande reserva de "petróleo espacial". Uma reserva de petróleo foi detectada por astrônomos do Instituto Max Planck, da Alemanha. O grupo de cientistas identificou, pela primeira vez, moléculas interestelares de C3H+ no centro da nebulosa Cabeça de Cavalo. O C3H+ integra a família dos hidrocarbonetos - partículas fundamentais na composição do petróleo e do gás natural. 

De acordo com o estudo, publicado na revista Astronomy & Astrophysics, a nebulosa contém 200 vezes mais hidrocarbonetos do que a quantidade total de água na Terra. A reserva fica na constelação de Órion e está a cerca de 1.400 anos-luz de distância da Terra. Uma das explicações para os níveis “inesperadamente elevados” de hidrocarbonetos na nebulosa é a proximidade a uma estrela maciça, que brilha intensamente na região. 

De acordo com a pesquisa, o “petróleo espacial” surge da fragmentação de moléculas gigantes, os chamados PAHs (hidrocarbonos policíclicos aromáticos). Essas grandes partículas sofrem erosão com a radiação ultravioleta e se desintegram, criando uma grande quantidade de pequenos hidrocarbonetos.

Por ser visível nos céus noturnos, a nebulosa é um dos objetos mais fotografados do Cosmos. A equipe fez um estudo químico completo da Nebulosa Cabeça do Cavalo, usando um radiotelescópio de 30 metros do Instituto de Radioastronomia Milimétrica, na Espanha.

A descoberta confirma que a região é uma espécie de refinaria cósmica e pode ajudar a entender se esse tipo de óleo é realmente um composto fóssil ou tem origem mineral. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Detectada no Chile maior emissão de energia de um buraco negro

Telescópios no Observatório Europeu Austral, norte do Chile

Astrônomos americanos detectaram a maior emissão de energia de um buraco negro captada até hoje, com a utilização do potente telescópio VTL (Very Large Telescope), do observatório Paranal, no norte do Chile, informou em um comunicado o Observatório Europeu Austral (ESO), nesta quarta-feira. 
A poderosa emissão de energia, ao menos cinco vezes maior da que os astrônomos tinham conhecimento até agora, partiu de um quasar, centro luminoso de uma galáxia ativado por buracos negros supermaciços, segundo a nota da ESO.
"Descobrimos a ejeção de quasar mais energética conhecida até o momento. A velocidade com que esta energia é liberada é equivalente a dois milhões de vezes a potência que emana do Sol", informou Nahum Arav, um dos astrônomos autores do estudo. Os quasares liberam grandes quantidades de material para suas galáxias anfitriãs, o que desempenha um papel muito importante na evolução galáctica, segundo a ESO.
A descoberta destas potentes ejeções ajudará também a revelar outras teorias, inclusive "como a massa de uma galáxia está associada à massa de um buraco negro central, e porque há tão poucas galáxias grandes no universo", sustentou o informe da ESO.
Os especialistas fizeram a descoberta graças à utilização do Very Large Telescope, que com dez anos de funcionamento, é considerado o telescópio óptico mais avançado do mundo.
O VLT está localizado em Paranal, um potente observatório operado pela ESO que está situado a 2.600 metros de altitude, perto da cidade de Antofagasta (1.361 km ao norte de Santiago).
Fonte: Yahoo

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A 28 dias do "fim do mundo": saiba quando a vida quase acabou

Do ponto de vista científico, o apocalipse ainda vai demorar
Foto: AFP

Profecias que previam o fim do mundo não são novidade. Se dependesse dos falsários, a vida no planeta já teria acabado há muito tempo. Mas, e no passado, já estivemos perto de um "apocalipse" para os seres vivos?
Segundo estudos, cerca de 99% das espécies que habitaram o planeta desapareceram da Terra. Em alguns momentos, a extinção foi generalizada, atingindo a maior parte dos seres viso - são as extinções em massa, quando a vida foi ameaçada na terceira rocha do Sistema Solar.
Conheça a seguir cinco momentos em que a vida quase acabou no planeta.
Fonte: Terra

domingo, 18 de novembro de 2012

Indo aonde ninguém jamais foi

Pesquisadores brasileiros preparam a primeira missão de exploração espacial do país, cujo plano ambicioso é lançar, em 2017, a sonda Áster e fazê-la orbitar um asteroide triplo dois anos depois. A missão Áster é o tema de capa da CH de novembro.
Por: Elbert Macau, Othon Winter, Haroldo de Campos Velho e Alexander Sukhanov
A missão Áster se apoia nos valiosos desenvolvimentos tecnológicos sobre satélites espaciais que o Brasil acumulou nos últimos 30 anos. O país terá a chance de colocar em prática esse amplo conhecimento. (foto: T. Pyle/ Nasa JPL-Caltech)
Áster deverá ser a primeira missão brasileira de exploração espacial. Sua meta é ambiciosa: orbitar um asteroide triplo e descer no maior deles. Batizado 2001-SN263, esse sistema é formado por um objeto central (2,8 km de diâmetro) e outros dois menores (1,1 km e 0,4 km de diâmetro) – os dois últimos descrevem órbitas em volta do corpo central.
O 2001-SN263 dá uma volta em torno do Sol a cada 2,8 anos, em trajetória que vai de uma região além da órbita de Marte (a meio caminho de Júpiter) até perto da Terra. O plano da missão Áster é lançar a sonda em 2017 e entrar em órbita do sistema de asteroides dois anos depois.
A missão se apoia nos valiosos desenvolvimentos tecnológicos que, ao longo dos últimos 30 anos, o Brasil acumulou sobre satélites espaciais. O país tem agora a chance de testar em voo esse amplo conhecimento, produto do esforço e da dedicação de décadas de muitos especialistas.
A missão Áster visa não só fazer avançar a ciência, mas também incrementar tecnologias capazes de gerar subprodutos que possam trazer riqueza e bem-estar para a sociedade
A missão Áster visa não só fazer avançar a ciência, mas também incrementar, no país, tecnologias sensíveis capazes de permitir outras missões espaciais de igual complexidade e (principalmente) de gerar subprodutos que possam trazer riqueza e bem-estar para a sociedade.
Essa iniciativa arrojada deverá esquentar seguramente o debate sobre a questão espacial no Brasil, colocando o Programa Espacial Brasileiro na ordem do dia, como política de estado prioritária, compatível com a vocação espacial do país e com sua atual posição geopolítica e econômica no cenário global.


Fósseis e remanescentes

Entre os asteroides, há aqueles que se formaram a partir da nuvem primitiva que deu origem ao sistema solar e não mais sofreram processos radicais que os modificassem. Outros são os remanescentes do processo de colisão entre objetos maiores.
Os primeiros são verdadeiros ‘fósseis’, pois nos permitem conhecer a composição e a distribuição dos elementos que estavam presentes na nuvem primitiva. Os segundos revelam pistas preciosas sobre os mecanismos que levaram à formação dos objetos maiores de nosso sistema solar.
Centenas de milhares de asteroides já foram identificados, e os principais dados de suas órbitas catalogados. A grande maioria deles tem extensão na casa das centenas de metros. Estima-se que haja mais de 1 milhão deles maiores que 1 km – alguns com centenas de quilômetros.
Grande parte dos asteroides se distribui na região entre as órbitas de Marte e Júpiter. Mas vários têm trajetórias que se aproximam da órbita da Terra: são os objetos próximos da Terra ou OPTs.


Surpresas: duplos e triplos

Surpreendentemente, em 1994, descobriu-se que o asteroide Ida tinha um satélite, sendo, portanto, um sistema binário – até então, pensava-se nos asteroides como corpos solitários.
Nos anos seguintes, dezenas de outros binários foram descobertos. Em 2005, outra surpresa: Sylvia, um asteroide com dois satélites. Hoje, é conhecida cerca de uma dezena desses sistemas triplos.
Nosso interesse recai sobre o 2001-SN263, OPT descoberto em 2001 e que somente em 2008 foi identificado como sendo um sistema triplo. Em 2019, chegará a cerca de 150 milhões de km da Terra, a mesma distância que separa o Sol de nosso planeta.

Duas imagens do sistema triplo 2001-SN263, reproduzidas a partir de dados obtidos pelo radiotelescópio de Arecibo, Porto Rico, em fevereiro de 2008. (imagens: Radiotelescópio Arecibo)
O 2001-SN263 é o alvo da missão Áster, que pretende não só colher dados sobre a formação desse sistema triplo, mas também pousar na superfície de seu objeto principal.
É uma missão ousada. Poucas nações fizeram algo similar. Apenas três sondas espaciais foram enviadas para explorar asteroides: i) em 2000, a norte-americana Near-Shoemaker pousou no asteroide Eros; ii) três anos depois, a japonesa Hayabusa enviou imagens e coletou material do asteroide Itokawa; iii) lançada em 2007, a sonda Dawn, da Nasa (agência espacial norte-americana), visitou o asteroide Vesta em 2012.
No entanto, a Áster – igualmente uma missão de espaço profundo – será a primeira a ter como alvo um sistema triplo. E, diferentemente do Eros, Itokawa e Vesta, o 2001-SN263 tem características de um meteorito primitivo – portanto, pode conter material orgânico, tema sempre relevante para o estudo da vida.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

LHC promove as primeiras colisões de partículas "de laboratório" da história


Cientistas anunciaram ter conseguido nesta terça-feira, dia 30 de março, às 8h06 (hora de Brasília), pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação está começando a render dividendos", comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC).

O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC), situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteiro franco-suíça, começou a circular partículas em novembro passado, depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

A experiência teve sucesso depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada. De acordo com os pesquisadores, ela abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria.

As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV, ou 7 trilhões de eletronvolts) criam "Big Bangs em miniatura", produzindo dados que milhares de cientistas passarão anos futuros analisando.

Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99,99% a velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo), ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km.

Por: G1 - Ciência e Saúde

Acelerador de partículas faz primeiras colisões

O superacelerador de partículas (LHC, em inglês) construído em Genebra, na Suíça, promove amanhã os primeiros choques de prótons. Dois feixes vão circular em direções opostas num túnel de 27 quilômetros na fronteira entre a Suíça e França. 


Os especialistas esperam que a experiência revele como o universo foi criado e confirme teorias que até hoje estão sendo questionadas. A ideia é tentar reproduzir os momentos que se seguiram ao Big Bang, há 13 bilhões de anos, e detectar pela primeira vez a matéria escura. 



O projeto de R$ 18 bilhões e que já levou 20 anos de trabalho foi alvo de uma polêmica ao ficar fechado por mais de um ano para reparos. O teste de amanhã está levando à Genebra jornalistas e cientistas de todo o mundo. O Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear (Cern) teve de organizar um esquema especial para atender ao fluxo de jornalistas.

Fonte: Zero Hora e do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Fotos indicam que pode haver grande quantidade de água em Marte

  Fotos sugerem existência de geleiras; reservas poderiam abastecer futuras missões tripuladas ao planeta
  A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) informou nesta sexta-feira, 2, que imagens feitas nesta semana por sua sonda Mars da cordilheira Phlegra Montes apontam para a existência de grandes quantidades de água sob a superfície de Marte, que poderiam abastecer as futuras missões tripuladas a esse planeta.
   De acordo com a ESA, as imagens permitem observar de perto a cadeia montanhosa e constatar que praticamente todas as suas montanhas estão rodeadas por "leques de detritos em formas de lobo", que morfologicamente são muito similares aos acúmulos de detritos que cobrem as geleiras na Terra.
  "Este fato sugere que talvez existam geleiras enterradas sob a superfície de Marte nesta região", apontou a agência em seu site.
  A ESA insistiu que as observações por radar provam que a presença de tais leques de detritos - estruturas arredondadas que aparecem com frequência em torno de planaltos e montanhas da região - está quase sempre relacionada com a existência de água em estado sólido sob a superfície, "às vezes a apenas 20 metros de profundidade".
  Segundo a organização, "as crateras de impacto nos arredores de Phlegra apresentam marcas que indicam uma recente atividade glacial na região". As teorias apontam que as cristas desse sistema montanhoso se formaram quando as crateras mais antigas se encheram de neve e, com o passar do tempo, foram se solidificando.
  Além disso, a ESA explicou que estas geleiras se originaram em épocas distintas ao longo das últimas centenas de milhões de anos, quando o eixo polar de Marte era muito diferente do atual e, consequentemente, também o eram as condições meteorológicas na região.
  "Todos estes indícios sugerem que poderia haver grandes quantidades de água oculta sob a superfície de Marte na região de Phlegra" e, "se assim for, essas grandes reservas poderiam abastecer os futuros astronautas que explorem o planeta vermelho", concluiu.