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sábado, 24 de novembro de 2012

Pesquisadores encontram raro fóssil de rinoceronte na Turquia

O fóssil, encontrado na Turquia, é de um rinoceronte grande, de dois chifres, comum na região durante esse período 
Foto: Pierre-Olivier Antoine/Divulgação

Menos de 2% dos fósseis da Terra são preservados em rochas vulcânicas, mas os investigadores identificaram um novo: o crânio de um rinoceronte que morreu em uma erupção vulcânica 9.200 mil anos atrás. A descoberta é descrita em um artigo publicado na revista PLoS ONE por Pierre-Olivier Antoine e seus colegas da Universidade de Montpellier, França.
O fóssil, encontrado na Turquia, é de um rinoceronte grande,de dois chifres, comum na região do Mediterrâneo Oriental durante esse período. De acordo com os investigadores, as características do crânio preservado sugerem que o animal foi "preparado na morte", a temperaturas que podem se aproximaram de 500°C, em uma erupção semelhante a do Monte Vesúvio na Itália, em 79 d.C.
A morte foi quase instantânea, "o corpo foi cozido a uma temperatura de 400°C, em seguida, o crânio foi separado do corpo". O fluxo de cinzas vulcânicas, em seguida, mudou-se o crânio de cerca de 30 km a norte do local de erupção, onde foi descoberto pela equipe de quatro membros de pesquisa.
Embora outros pesquisadores já tenham identificado fósseis de organismos de corpo mole preservados em cinzas vulcânicas, matéria orgânica perto de uma erupção vulcânica ativa é normalmente rapidamente destruída pelas altas temperaturas, fazendo um fóssil como este extremamente raro.
Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Esqueleto de mamute é descoberto na França


O esqueleto quase completo de um mamute que teria vivido entre 200.000 e 50.000 anos a.C. foi descoberto em um sítio arqueológico perto da Picardia, norte da França.
Os ossos de tamanho impressionante foram descobertos no verão (europeu) passado por ocasião da escavação de um sítio galo-romano em Changis-sur-Marne, perto da cidade de Meaux, pelo Instituto de Investigação Arqueológica Preventiva (Inrap), que apresentou a descoberta nesta terça-feira à imprensa.
Foram reconhecidos um fêmur, duas presas, uma mandíbula e quatro vértebras ligadas aos omoplatas inferiores.
A análise dos ossos deve permitir traçar a história do mamífero, que tem sido chamado de "Helmut" pela equipe de escavação, embora não esteja claro se o esqueleto é de um macho ou de uma fêmea.
A descoberta excepcional também ajudará a esclarecer as ligações do mamute com o homem: por exemplo, investigando se ele morreu de morte natural, ou foi capturado.
No sítio também foram encontrados pedaços de silex que parecem ter sido usados para cortar a carne do animal, disse o cientista responsável pela escavação, Gregory Bayle.
Os arqueólogos já foram capazes de demonstrar que se trata de um animal jovem, com idade entre 20 e 30 anos.
O grupo também irá tentar explicar a presença no mesmo local de elementos de um segundo esqueleto de mamute, um úmero e um fragmento de presa.