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terça-feira, 30 de julho de 2013

Cientistas capturam imagem de reação química pela primeira vez

Com equipamentos poderosos e um pouco de sorte, os cientistas conseguiram captar moléculas sendo quebradas e reconstruídas.
Em toda a história da ciência, nenhum laboratório havia conseguido capturar imagens de reações químicas em alta resolução. Pelo menos não até agora, pois um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley) conseguiu realizar o que todos tentavam há décadas. E o mais curioso é que isso aconteceu de uma maneira quase acidental.
Utilizando um microscópio de alta potência, eles estavam tentando realizar uma série de reações com grafeno. Com muita sorte, conseguiram chegar às imagens que você pode ver nesta notícia. Para o site Mashable, um dos cientistas afirma: “Nós não estamos pensando em fazer imagens bonitas, as reações eram o grande objetivo!”. Essa é a primeira vez na história que um grupo de cientistas conseguiu capturar imagens em alta resolução de uma molécula sendo quebrada e depois tendo seus átomos realocados em outra liga. Para a sorte de todos, o processo ocorreu exatamente como todos imaginavam — em caso contrário, boa parte do que sabemos sobre ciência seria jogado no lixo.

Agora, os responsáveis pelo projeto estão confiantes em um futuro interessante para a ciência. Segundo eles, apesar de o ocorrido parecer muito simples, há grandes descobertas envolvidas no processo. Essas novas imagens podem, inclusive, colaborar nas pesquisas de nanoestruturas e até mesmo contribuir para novos métodos de arquitetura eletrônica em nanoescalas.
Fonte: MegaCurioso

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A 28 dias do "fim do mundo": saiba quando a vida quase acabou

Do ponto de vista científico, o apocalipse ainda vai demorar
Foto: AFP

Profecias que previam o fim do mundo não são novidade. Se dependesse dos falsários, a vida no planeta já teria acabado há muito tempo. Mas, e no passado, já estivemos perto de um "apocalipse" para os seres vivos?
Segundo estudos, cerca de 99% das espécies que habitaram o planeta desapareceram da Terra. Em alguns momentos, a extinção foi generalizada, atingindo a maior parte dos seres viso - são as extinções em massa, quando a vida foi ameaçada na terceira rocha do Sistema Solar.
Conheça a seguir cinco momentos em que a vida quase acabou no planeta.
Fonte: Terra

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sonda descobre depósitos de gelo no polo norte da Lua


A sonda lunar indiana Chadrayaan-1, equipada com um radar americano, identificou depósitos de gelo em mais de 40 crateras no polo norte da lua, informou a Nasa durante uma conferência de ciência planetária no Texas, Estados Unidos. Outros compostos, como hidrocarbonetos, estão misturados ao gelo lunar, segundo os resultados de uma missão da Nasa ao satélite chamada LCROSS.
As crateras contendo gelo têm diâmetro entre 2 km e 15 km, mas a quantidade de gelo em cada uma delas varia.
A Nasa, no entanto, afirma que as camadas de gelo devem ter pelo menos dois metros de espessura para terem sido identificadas pelo radar Mini-Sar, da agência americana, a bordo da sonda indiana.
O cientista Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário de Houston, estimou que haja pelo menos 600 milhões de toneladas de gelo nessas crateras.

Na sombra
Em comum, as crateras têm grandes áreas onde a luz do sol nunca chega. Em algumas delas, a temperatura pode chegar a 25 Kelvin (248ºC negativos) – mais frio do que a superfície de Plutão – permitindo que o gelo permaneça estável.
“Na sua maioria, é puro gelo que pode estar sob alguns centímetros de regolito (camada de material solto que cobrem a superfície) lunar seco", disse Spudis. Esta camada protetora de solo poderia evitar que blocos de puro gelo evaporassem, mesmo em áreas expostas à luz do sol, explicou ele.
Mas, segundo Spudis, “agora podemos dizer com alguma confiança que uma presença humana sustentável na Lua é possível. É possível usando os recursos que encontramos lá. Os resultados dessas missões, que vimos nos últimos meses, estão revolucionando totalmente nossa visão da Lua.”

Sondas não tripuladas
A Chandrayaan-1 foi a primeira contribuição da Índia para a frota de sondas não tripuladas lançadas à Lua nos últimos anos. O Japão, a Europa, a China e os Estados Unidos também enviaram missões com equipamentos para explorar o satélite em detalhes sem precedentes. Os cientistas também descobriram que o gelo encontrado na Lua tem procedências e características variadas.
Um dos meios mais importantes de formação de água na Lua é pela interação com o vento solar, o fluxo de partículas que se move rápida e constantemente para fora do Sol.
A radiação espacial detona uma reação química na qual átomos de oxigênio já encontrados no solo adquirem núcleos de hidrogênio, formando moléculas de água e a molécula mais simples de hidrogênio e oxigênio (HO). Esta água “adsorvida” pode estar presente em finas camadas cobrindo o solo lunar.
A missão da LCROSS ainda identificou a presença, no solo lunar, de hidrocarbonetos, como etilenos. Segundo o cientista chefe da missão, Anthony Colaprete, do Centro de Pesquisas Ames, da Nasa, os hidrocarbonetos podem ter chegado à superfície lunar trazido por cometas e asteroides – outra fonte vital de água lunar. Mas, ele acrescentou, algumas dessas formações poderiam ter surgido através de reações químicas entre grãos de poeira inter-estelar acumulados na Lua.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

LHC promove as primeiras colisões de partículas "de laboratório" da história


Cientistas anunciaram ter conseguido nesta terça-feira, dia 30 de março, às 8h06 (hora de Brasília), pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação está começando a render dividendos", comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC).

O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC), situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteiro franco-suíça, começou a circular partículas em novembro passado, depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

A experiência teve sucesso depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada. De acordo com os pesquisadores, ela abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria.

As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV, ou 7 trilhões de eletronvolts) criam "Big Bangs em miniatura", produzindo dados que milhares de cientistas passarão anos futuros analisando.

Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99,99% a velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo), ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km.

Por: G1 - Ciência e Saúde

Acelerador de partículas faz primeiras colisões

O superacelerador de partículas (LHC, em inglês) construído em Genebra, na Suíça, promove amanhã os primeiros choques de prótons. Dois feixes vão circular em direções opostas num túnel de 27 quilômetros na fronteira entre a Suíça e França. 


Os especialistas esperam que a experiência revele como o universo foi criado e confirme teorias que até hoje estão sendo questionadas. A ideia é tentar reproduzir os momentos que se seguiram ao Big Bang, há 13 bilhões de anos, e detectar pela primeira vez a matéria escura. 



O projeto de R$ 18 bilhões e que já levou 20 anos de trabalho foi alvo de uma polêmica ao ficar fechado por mais de um ano para reparos. O teste de amanhã está levando à Genebra jornalistas e cientistas de todo o mundo. O Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear (Cern) teve de organizar um esquema especial para atender ao fluxo de jornalistas.

Fonte: Zero Hora e do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Conhece o gálio?

Ver um pedaço de metal derretendo nas mãos é o tipo de coisa que parece cena de filme. O Exterminador do Futuro, talvez. Aquele objeto-símbolo da força e da resistência se rendendo por entre seus dedos é algo que te deixaria poderoso – e sem mãos, muito provavelmente. Não com o gálio, o metal mais cinematográfico que se tem notícia.
O gálio se derrete com menos de 30ºC (quase sempre entre 28º e 29º, menos que qualquer outro metal conhecido). Ou seja, dependendo da onde você estiver, a própria temperatura ambiente já dá conta de fundi-lo. Se não estiver quente o suficiente, a palma da tua mão bastará para o espetáculo se formar.
Apesar de sua condição exótica, o gálio é bem útil para os homens: ele é usado na fabricação de espelhos e na produção de lâmpadas de LED e chips. Além de se derreter todinho, ele ataca impiedosamente outros metais .

sábado, 1 de setembro de 2012

Brasileira recebe prêmio de física das mãos do 'autor' do bóson de Higgs

Flavia de Almeida Dias,de 25 anos, estuda novas partículas subaômicas. Em Julho, cientistas anunciaram a descoberta do que seria a 'partícula de Deus'.
A estudante de doutorado paulista Flavia de Almeida Dias, de 25 anos, recebeu um prêmio na Escócia das mãos do físico britânico Peter Higgs, autor da teoria do bóson de Higgs, ou "partícula de Deus", que pode ter sido achado no dia 4 de julho pelos cientistas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern).
Após receber prêmio das mãos de Peter Higgs, Flavia posou com físico na Escócia (Foto: Unesp/Divulgação)
A jovem, aluna do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e integrante do Centro de Pesquisa e Análise de São Paulo (Sprace), tem analisado a existência de novas partículas subatômicas, ainda não previstas pelo chamado Modelo Padrão – conjunto de teorias mais aceito pelos físicos para explicar as interações que ocorrem na natureza e os elementos fundamentais da matéria. 
"Meu trabalho não descobriu nenhuma partícula 'exótica', mas isso também é importante, pois permite eliminar várias teorias", destaca Flavia, que se baseou em dados do Grande Colisor de Hádrons (LHC), acelerador de partículas de 27 quilômetros construído pelo Cern debaixo da terra, na fronteira entre a França e a Suíça. A apresentação do projeto dela foi no dia 22 de agosto, avaliada por uma comissão de diversos especialistas da área, como Peter Higgs. O júri levou em conta a qualidade do estudo e a forma como ele foi exposto ao público. "Peter Higgs, no mundo da física de partículas, é como um superstar. Todos sabem quem ele é, a importância de seu trabalho, especialmente este ano. Receber um prêmio das mãos dele foi uma honra e me deixou muito orgulhosa da minha pesquisa", diz Flavia, que sempre gostou de ciência e se diz motivada com esse reconhecimento.
A doutoranda, que mora na capital paulista, mas viveu um ano na Suíça e tem passado os últimos quatro verões no Cern, conta que Higgs fez perguntas sobre detalhes da análise enquanto ela se apresentava.
 "Ele me parabenizou enquanto entregava o prêmio, mas, além disso, é complicado ter uma conversa por causa do grande número de pessoas querendo fazer o mesmo e da idade avançada dele [83 anos]", afirma.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

''Partícula de Deus''

Físicos encontram provável 'partícula de Deus'.

Após anos de espera, imprevistos, problemas técnicos e muito suor, os físicos do LHC (Grande Colisor de Hádrons), maior acelerador de partículas do mundo, anunciaram a descoberta de uma nova partícula. E eles acreditam que seja o famoso bóson de Higgs.
Caso isso seja confirmado, será o coroamento da teoria científica mais bem-sucedida de todos os tempos --o chamado Modelo Padrão, que explica como se comportam todos os componentes e forças existentes na natureza, salvo a gravidade (explicada pela relatividade geral).
Contudo, cabe atenção para a formulação cuidadosa das afirmações dos pesquisadores.Após anos de espera, imprevistos, problemas técnicos e muito suor, os físicos do LHC (Grande Colisor de Hádrons), maior acelerador de partículas do mundo, anunciaram a descoberta de uma nova partícula. E eles acreditam que seja o famoso bóson de Higgs.

Em seu último relatório, no fim do ano passado, eles já sugeriam ter encontrado algo, mas não descartavam um alarme falso.
Agora, eles já cravam categoricamente a existência da nova partícula. Só não admitem com todas as letras que se trata da almejada "partícula de Deus".
"Apesar de os eventos [de colisões de partículas no acelerador] sugerirem que estejamos diante do bóson de Higgs, a confirmação de que se trata realmente da partícula predita requer mais medidas comparativas", afirma Sérgio Novaes, físico da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e membro da Colaboração CMS, um dos dois experimentos do LHC que servem de base para o anúncio.
Ossos do ofício, num esforço que envolve análise de dados de milhões de colisões de partículas para que, estatisticamente, seja possível chegar a alguma conclusão definitiva.
De toda forma, o novo achado dá toda pinta de que se trata mesmo do almejado bóson.


O anúncio da descoberta foi feito num evento realizado às 4h (de Brasília) desta quarta-feira, transmitido ao vivo pela internet da sede do Cern (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear), em Genebra, Suíça, para a abertura da 36ª Conferência Internacional em Física de Altas Energias, em Melbourne, Austrália.

Dirigindo-se aos cientistas reunidos no auditório, o diretor-geral do Cern, Rolf-Dieter Heuer, fez uma pergunta: "Como leigo, eu diria que eu acho que conseguimos. Vocês concordam?". Uma ovação respondeu que sim.

Entre os convidados no auditório estava ninguém menos que o escocês Peter Higgs, 83 anos, físico que propôs (simultaneamente a outros) na década de 1960 um mecanismo de como as partículas adquirem sua massa e, com isso, emprestou seu nome ao famoso bóson.
Claramente emocionado, com os olhos marejados, Higgs disse aos colegas: "É incrível que isso tenha acontecido durante a minha vida".
Higgs reconheceu o mérito do LHC, um acelerador de partículas de 27 quilômetros, construído de forma circular e subterrânea na região da fronteira franco-suíça.
Em nota, o cientista acrescentou: "Nunca esperei que isso fosse acontecer na minha vida, e devo pedir à minha família para colocar champanhe na geladeira."

Sem Erro
Os cientistas descartam a essa altura que alguma flutuação estatística seja responsável pelo achado.
A probabilidade de não ser uma nova partícula, e sim algum engano, é de menos de 1 em 1,7 milhão. Cometer um erro desses é tão improvável quanto ganhar na loteria.
Ainda mais porque o resultado é confirmado pela combinação de dois experimentos do LHC Atlas e CMS e está alinhado com os dados obtidos pelo Fermilab, nos Estados Unidos, com seu antigo acelerador Tevatron, hoje desativado.

Concorrência
Na segunda-feira, os americanos chegaram a divulgar suas últimas análises dos velhos dados, que mostravam a indicação de uma partícula com as características do bóson de Higgs e uma energia entre 115 e 135 giga-elétronvolts (GeV), com 90% de confiança.
Entretanto, ainda estava longe do grau de exigência da comunidade para tratar o resultado como uma descoberta.



Somente agora, com os resultados do LHC é possível cravar a existência da nova partícula, com energia de 125 GeV.

Fim ou Recomeço?

A descoberta do Higgs há anos é apresentada como a principal motivação para a construção do LHC. Agora que a partícula provavelmente foi encontrada, pode ficar para o público uma sensação de vazio. Mas o sentimento não é compartilhado pelos físicos.

"Em primeiro lugar, há um equívoco em associar o LHC só ao bóson de Higgs", afirma Ronald Shellard, físico de partículas do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) e vice-presidente da SBF (Sociedade Brasileira de Física).
"Todos concordamos que o bóson de Higgs não vale US$ 10 bilhões. Essa máquina, o LHC, foi concebida para explorar o Universo além do Modelo Padrão. A descoberta do Higgs coroa o maior feito intelectual da história da humanidade até agora, uma teoria que explica uma infinidade de fenômenos naturais", disse. "Mas, para o LHC, ela é apenas o começo."



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Acelerador de Partículas

Teste em acelerador de partículas ameaça base teórica da física

SALVADOR NOGUEIRA, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

  Um resultado obtido pelo LHC, maior acelerador de partículas do mundo, ameaça abalar as fundações da ciência sobre esses componentes elementares do Universo. E com muito charme. Não, não rolou um desfile fashion dos tijolos básicos da matéria pelos longos corredores subterrâneos do acelerador, instalado entre a França e a Suíça. Mas a partícula que os físicos investigaram foi batizada, anos atrás, de quark charm.


Os quarks são os componentes básicos das partículas que estão no coração dos átomos: os prótons e nêutrons. Eles também podem ser combinados para produzir várias outras partículas, muitas vezes instáveis.
Em colisões bombásticas de partículas, o LHC fabricou toneladas de tijolos elementares conhecidos como mésons D, compostos por um quark charm e outro chamado up. Instáveis, eles se desintegram tão rápido que os detectores do acelerador nem conseguem vê-los. Mas, ao se desintegrar, os mésons D disparam partículas mais estáveis, estas sim detectáveis. A partir delas, os físicos reconstruíram características das entidades que as precederam.
No experimento, foram produzidos mésons D de dois tipos. Uns usavam um quark charm, enquanto outros usavam um antiquark charm. Para toda partícula, existe uma versão "espelhada" dela mesma. São as antipartículas, que têm características semelhantes às contrapartes, mas com carga oposta. Um exemplo é o pósitron, usado nas tomografias. Ele é uma versão "alternativa" do elétron, igualzinho em tudo, mas com carga positiva. O fato de ser possível criar antimatéria em laboratório já traz um enigma: por que o Universo é feito só de matéria?
Os cientistas desconfiam que há uma diferença sutil entre matéria e antimatéria --uma seria um pouco mais fabricada que a outra. Essa sobra de matéria seria a base de tudo que vemos hoje no Cosmos (o resto teria se aniquilado, uma vez que partículas e antipartículas, quando se encontram, desintegram-se em energia pura). A teoria que explica o comportamento das partículas, o Modelo Padrão, consegue comportar uma pequena variação. Mas o que os cientistas encontraram no LHC foi uma variação de 0,8%, bem maior que a esperada.
"Isso significa que pode estar faltando alguma coisa no Modelo Padrão. Algum tipo de física nova que a gente não tenha", afirma Miriam Gandelman, pesquisadora da UFRJ que trabalha no LHC.
Os resultados foram apresentados em Paris. Se confirmados, podem iluminar o caminho para uma nova etapa da física. Mas, segundo Gustavo Burdman, da USP, é cedo para presumir isso, porque esse resultado precisa passar por novos testes.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br