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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Tire suas dúvidas sobre o câncer colorretal

ESCRITO POR: Artur Malzyner - Oncologia

Alimentação correta e estilo de vida saudável ajudam a prevenir a doença. O câncer colorretal é um tumor que nasce das células que revestem o intestino grosso. No início, ele é caracterizado por pequenos nódulos benignos, chamados de pólipos. Mas no decorrer de alguns anos, esses pequenos nós podem sofrer transformações, tornando-se malignos.


Alimentação

Fatores relacionados ao estilo de vida parecem desempenhar importante papel na origem deste tumor. A alimentação é um dos fatores primordiais. Os alimentos associados ao aumento de risco de desenvolver câncer intestinal são os defumados, como, por exemplo, lombinho e peito de peru; os embutidos, como salsichas e outros frios; além da carne vermelha e do churrasco, gorduras saturadas de origem animal. O consumo excessivo de álcool é também um fator de risco. 
 Por outro lado, alguns alimentos são conhecidos como protetores contra o câncer intestinal. São eles: frutas, verduras, legumes e grãos, ricos em fibras, cálcio e ácido fólico além de outros elementos que favorecem a saúde do intestino. A atividade física rotineira e a manutenção do peso saudável também são medidas de reconhecido valor contra o câncer colo-retal.

Diagnóstico

 Os fatores que podem estar associados ao desenvolvimento de tumores intestinais são: o envelhecimento, a existência de câncer intestinal entre familiares e a presença de outras doenças intestinais.
"Os fatores que podem estar associados ao desenvolvimento de tumores intestinais são: o envelhecimento, a existência de câncer intestinal entre familiares e a presença de outras doenças intestinais"
 Além da prevenção, o diagnóstico precoce é também capaz de evitar as consequências fatais do câncer intestinal. Este é exatamente o papel dos exames. É indicada a colonoscopia - introdução de uma câmera de televisão para examinar todo o intestino grosso e detectar pólipos, tumores ou outras moléstias em uma fase precoce de sua evolução, em que o paciente ainda está sem sintomas. Diagnosticado nestas condições, a remoção dos pólipos ou a retirada cirúrgica de um câncer já estabelecido tem grandes chances de cura.
 A colonoscopia está indicada em pessoas com idade de 50 anos ou mais. Deve ser repetida, se não constar alterações, em espaços de tempo de até dez anos. Recomenda-se colonoscopia em pessoas mais jovens no caso de histórico familiar de câncer ou polipose, bem como com antecedentes de outras moléstias inflamatórias, como, por exemplo, doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.
 A pesquisa de sangue oculto, ainda que controverso - dadas as dificuldades associadas ao método e pela menor sensibilidade que tem relação à colonoscopia - pode também ser um exame útil no diagnóstico precoce do câncer intestinal.
 Portanto, boa alimentação, vida saudável, bem como a realização periódica dos exames para diagnóstico precoce, tendem a reduzir dramaticamente a mortalidade pelo câncer intestinal.
Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Lago na Antártida pode guardar 'segredo' de vida alienígena


Descoberta de micróbios isolados há 2 mil anos foi feita em águas geladas. Cientistas descobriram micróbios que sobrevivem em condições de alta salinidade e temperaturas abaixo de zero em um lago na Antártida, algo que dá indícios de que pode existir vida em luas congeladas do Sistema Solar.
Foram encontrados micróbios que viviam em um ambiente escuro, em temperaturas de até -13º C.
Além disso, eles afirmam que as formas de vida estão isoladas do resto do mundo há 2,8 mil anos.
Detalhes desta pesquisa foram publicados pela revista científica PNAS.
"É plausível que uma fonte de energia para essas formas de vida exista apenas devido à reação química entre a água salgada e as pedras", afirma Christian Fritsen, do Instituto de Pesquisas em Desertos (DRI, na sigla em inglês), dos EUA, que é coautor do estudo.
Alison Murray, líder das pesquisas, diz que se esta hipótese estiver correta, cria-se "uma estrutura completamente nova de pensamento sobre como a vida pode estar apoiada em crio-ecossistemas na Terra e em outros mundos frios do Universo".
A lua Europa, do planeta Júpiter, é um dos lugares que cientistas acreditam que pode ter condições semelhantes para que esse tipo de vida se desenvolva.
Vida em luas
O Lago Vida, o maior da região dos vales secos de McMurdo, na Antártida, não possui oxigênio, é ácido, congelado e tem os mais altos níveis de óxido nitroso do mundo.
Um líquido seis vezes mais salgado do que a água marinha permeia todo o ambiente.
Durante visitas a campo em 2005 e 2010, Alison Murray liderou um trabalho de perfuração, que retirou gelo do lago, coletou amostras do líquido salgado e analisou o potencial da água de hospedar organismos vivos.
Para evitar contaminações ao isolado ecossistema, eles adotaram procedimentos controlados e equipamentos especiais, trabalhando em tendas esterilizadas na superfície do lago.
A abundância de diferentes compostos químicos presentes no lago levou os cientistas a concluir que reações químicas estavam acontecendo entre a camada de líquido e os sedimentos mais profundos - produzindo óxido nitroso e hidrogênio molecular.
O hidrogênio pode ser a fonte de energia que alimenta os micróbios presentes no líquido salgado. Além disso, o baixo ritmo do metabolismo desta forma de vida faz com que as reservas de energia durem bastante tempo.
Para Cynan Ellis-Evans, do programa de pesquisas British Antarctic Survey (BAS), que não participou desta pesquisa específica, a descoberta de micróbios nesses lagos tão remotos é "muito interessante".
O pesquisador cita indícios recém-descobertos de que bolsões de gelo e água possam existir na lua Europa, com condições parecidas aos encontrados no estudo na Antártida. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 
Fonte: Estadão

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Como um adulto deve cuidar de seus dentes?


A boa higiene bucal é a condição essencial para manter um sorriso bonito e saudável durante toda a vida adulta. Os adultos também têm cáries e doenças gengivais que podem tornar-se problemas sérios. Durante toda sua vida de adulto é essencial que você continue a:

    * Escovar os dentes no mínimo três vezes ao dia usando um creme dental com flúor para remover a placa bacteriana, aquela película pegajosa que se forma sobre os dentes e que é a principal causa da gengivite e das cáries.
    * Usar fio dental diariamente para remover a placa bacteriana que se instala entre os dentes e sob a gengiva. Se a placa não for retirada, pode endurecer e formar o tártaro, que só poderá ser retirado pelo dentista.
    * Limitar a ingestão de açúcares e alimentos que contêm amido, principalmente alimentos pegajosos. Quanto mais você come entre as refeições, maior a oportunidade dos ácidos da placa bacteriana conseguirem atacar o esmalte dos dentes.
    * Consulte seu dentista periodicamente para um exame profissional detalhado ou uma limpeza.

Como adulto, o que é importante saber sobre os dentes?
Mesmo escovando os dentes e usando fio dental regularmente, podem surgir problemas de saúde bucal na idade adulta. Felizmente, seu dentista pode ajudá-lo a resolver a maior parte desses problemas.

    * A gengivite, no seu estágio inicial, é reversível. Seus sintomas são gengivas avermelhadas, inchadas e sensíveis, com tendência ao sangramento durante a escovação. Se perceber qualquer destes sintomas, converse com seu dentista para evitar problemas mais graves. No estágio avançado, a doença periodontal pode causar a perda dos dentes.
    * A saúde da gengiva também pode afetar a sua saúde geral. Estudos recentes mostram uma possível conexão entre a periodontite (uma doença da gengiva) e outras doenças, como, por exemplo a diabetes, problemas cardíacos e uma possível ligação com nascimentos prematuros. Para evitar o aparecimento de qualquer doença gengival, escove os dentes pelo menos três vezes ao dia, use fio dental diariamente e faça uma limpeza geral com o dentista.
    * À medida que ficamos mais velhos, as cáries em volta das restaurações (chamadas cáries recorrentes) e na raiz dos dentes se tornam mais comuns. Daí a importância de escovar com um creme dental com flúor, usar fio dental e ir ao dentista periodicamente.

Também a sensibilidade pode se tornar mais séria com o avançar da idade. Com o tempo, a gengiva se retrai naturalmente expondo áreas do dente que não são protegidas pelo esmalte. Essas áreas tendem a doer em função da temperatura dos alimentos ingeridos. Nos casos mais graves, pode ocorrer sensibilidade até ao ar frio. Se tiver dentes sensíveis, tente usar um creme dental apropriado. Se o problema persistir, vá ao dentista. A sensibilidade pode indicar a existência de cárie ou fratura no dente.

As coroas são usadas para fortalecer os dentes danificados. As coroas recobrem e protegem o dente afetado, fortalecendo-o e melhorando sua aparência, forma e alinhamento. Os implantes e as pontes são usados para preencher o espaço deixado pelos dentes extraídos. Os implantes substituem um ou mais de um dente ou servem de ponto de apoio para a fixação de dentaduras. Consulte o dentista para se informar sobre a possibilidade de implantes no seu caso específico. As próteses fixas são usadas para substituir dentes extraídos. São fixadas aos dentes naturais ou aos implantes situados ao lado dos espaços deixados pelos dentes extraídos.

Como posso deixar meus dentes mais brancos?
A limpeza geral feita por um dentista remove as manchas causadas por alimentos e pelo tabaco. O uso de um creme dental branqueador também pode ajudar a remover estas manchas até sua próxima consulta. Se seus dentes estiverem manchados há muito tempo, é possível que você tenha que fazer um tratamento profissional para branqueá-los.

As manchas internas podem ser branqueadas ou recobertas (coroas). Todos estes métodos são seguros e trazem bons resultados. Seu dentista poderá recomendar o tratamento apropriado, dependendo do estado dos seus dentes e dos resultados desejados.

Que efeitos podem a alimentação ter na minha saúde bucal?
Além de influenciar a saúde geral, a alimentação adequada é requisito básico para a manutenção de dentes e gengivas saudáveis. Uma alimentação balanceada dá aos tecidos da gengiva e dos dentes os nutrientes e minerais de que necessitam para permanecerem fortes e resistirem a infecções que podem levar à gengivite. Além disso, os alimentos fibrosos (como as verduras e frutas) ajudam a limpar os dentes e tecidos gengivais. Os alimentos moles e pegajosos tendem a ficar presos entre os dentes, produzindo mais placa bacteriana.

Quando você consome alimentos e bebidas que contêm açúcar e amido, as bactérias da placa produzem ácidos que atacam seus dentes durante 20 minutos ou mais. Para reduzir o dano ao esmalte dos dentes, limite o consumo de alimentos e bebidas entre as principais refeições. E quando você comer entre as refeições, escolha alimentos nutritivos como queijo, verduras cruas, iogurte natural ou frutas.

Fonte: Yahoo Mulher

Séries Charges (02) - Higiene Bucal


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Como os suínos podem comer comida podre e não passar mal?

Na verdade, se comer um rango realmente estragado, o porco pode passar mal, sim. Ao ingerir alimento podre, ele pode contrair verminoses, doenças e até morrer. Em pequenas criações, ainda é comum dar aos suínos restos de comida misturados e fervidos, a famosa lavagem. Apesar do aspecto nojento, essa mistureba não é um rango estragado. Mesmo que esses restos fiquem levemente azedos - por causa da fermentação - eles ainda não estão podres. Mas, pelo risco de acabar estragando, essa "dieta" não é indicada pelos especialistas. "A prática de dar restos de comida aos suínos é totalmente condenada porque traz riscos para a saúde do animal e de quem ingerir sua carne", diz o engenheiro agrônomo Dirlei Antônio Berto, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Quem insistir em dar lavagem aos animais e der azar de um dia oferecê-la putrefata, verá a gororoba ser rejeitada pelo porco. Se ele não tiver mais nada para comer, até pode encarar a bomba, mas é muito provável que passe mal. :-P

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O risco da garganta profunda

Transmitida por sexo oral e resistente aos antibióticos, uma nova forma de gonorreia de faringe está se tornando epidêmica.
A Organização Mundial de Saúde estima entre 700 mil e 1 milhão de brasileiros infectados com gonorreia. Nos Estados Unidos, ela é a segunda doença contagiosa mais comum. Causada pela bactéria gonococo, a gonorreia é transmitida principalmente pelo ato sexual. São raros os casos de contaminação por artigos de higiene íntima ou vasos sanitários. O que pouca gente sabe – ou o que muita gente subestima – é o risco de ser contaminado pelo sexo oral. Nessa prática sexual, seja por aversão ao gosto do látex ou pela diminuição da sensibilidade, as pessoas costumam ignorar a camisinha. Isso para não falar do prazer feminino: você conhece alguém com o hábito de cobrir a vagina com papel celofane ou plástico de embalar alimentos para evitar o contato direto com a língua? Pois é.
Mas o risco existe – e tem se tornado cada vez mais alto, por causa dos novos hábitos sexuais disseminados pela pornografia disponível na internet. As exibições de cenas explícitas de sexo oral do tipo “garganta profunda”, realizadas por profissionais, parecem estar estimulando os jovens a fazer o mesmo com os seus diversos parceiros – com péssimos resultados. Em Los Angeles, segundo reportagem publicada na revista Newsweek, os casos de gonorreia de faringe aumentaram desde 1988 sete vezes em relação aos de órgãos genitais. “Apesar de as pessoas acharem que sem penetração é seguro, o risco de contaminação pela boca existe”, diz a médica Mariângela Freitas da Silveira, presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Uma pesquisa americana publicada em 2004 revelou que 82% dos adultos sexualmente ativos nunca usaram preservativo no sexo oral. “Não dá para ser hipócrita: é muito desagradável mesmo”, afirma o ginecologista Paulo Canella, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Por esse motivo, cresceu o número de infectados pela garganta.
A outra novidade, igualmente negativa, é que bactéria que migrou para a garganta já não é uma bactéria comum. Ela resiste a boa parte dos antibióticos disponíveis. Até a década de 1980, a gonorreia era curada com penicilina. Num rápido processo de evolução, a bactéria tornou-se resistente a esse tipo de medicamento. Os médicos começaram a usar a quinolona, uma nova classe dos antibióticos. Recentemente, dados epidemiológicos mostraram que também esse antibiótico não faz mais efeito em regiões da Ásia e da Europa. “No Brasil, a resistência da bactéria ainda é baixa”, afirma o infectologista Max Igor Lopes. “Mas estamos vivendo uma epidemia global de doenças sexualmente transmissíveis e nada impede que tenhamos esse problema aqui em breve”. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 10 milhões de brasileiros tiveram alguma DST ao longo da vida sexual.
Sabe-se que os homens têm menos chance de serem contaminados no sexo oral. Isso porque a bactéria não gosta de colonizar a parte mais externa da boca (gengiva, língua ou bochecha), uma vez que a saliva tem enzimas que destroem a gonococo. Já as mulheres convivem com um perigo muito maior ao levar a extremidade do pênis até o fundo da boca – ou mesmo até a garganta. O infectologista Max Igor Lopes, do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que a parte posterior da boca, quente é úmida, é o ambiente propício para a bactéria. “Cerca de 20% das pessoas infectadas têm gonorreia na faringe”, diz Lopes. Os sintomas são de uma inflamação normal – dor, vermelhidão e pus na garganta. Na maioria das vezes, o paciente nem desconfia da doença e é tratado com uma faringite corriqueira. Assim, continua contaminado e transmitindo a bactéria. Diagnosticada, é preciso tratar também os parceiros sexuais com uma dose única de antibiótico.