Mostrando postagens com marcador Coração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coração. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Lutador de MMA morre após ataque cardíaco em Campo Grande


Ex-campeão mundial de Muay Thai, o brasileiro Eduardo Maiorino, de 33 anos, morreu na tarde do último domingo, em Campo Grande, vítima de um infarto.
Conhecido como "Morpheus", Maiorino estava na casa de um aluno se preparando para uma competição em São Gabriel do Oeste, onde seria árbitro, quando passou mal. Ele foi socorrido, mas não resistiu e faleceu por volta das 16h10.
Profissionalmente, Eduardo Maiorino fez onze lutas no MMA, e tinha um cartel de três vitórias e oito derrotas. Ele chegou a enfrentar nomes conhecidos no esporte, como Junior Cigano, no Minotauro Fights 5, em 2006, e Rafael Feijão, no Pantanal Combat, no mesmo ano.
Sua última luta foi contra Gerônimo Mondragon, do UFC, em maio deste ano. No combate, válido pelo Max Fight 13, ele foi nocauteado aos 50 segundos do primeiro round.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Células-tronco podem ser extraídas do sangue

Unidades que reparam vasos danificados foram convertidos em células-tronco
Método britânico é mais seguro e eficiente que sistema conhecidos até agora, segundo estudo.    

Cientistas da Universidade de Cambridge desenvolveram uma técnica de produção de células-tronco a partir do sangue dos próprios pacientes, o que pode abrir caminho para novos tratamentos de uma série de doenças, segundo o estudo publicado no jornal especializado Translational Medicine.

As células foram usadas para a produção de vasos sanguíneos. Segundo o estudo, os pesquisadores acreditam que o método possa se tornar um dos mais seguros e rápidos para a extração de células-tronco, mas alertaram que ainda não têm certeza se o procedimento é totalmente viável.

Embora seu uso seja motivo de polêmica, as células-troncos são uma das maiores esperanças da medicina científica. Elas podem se transformar em qualquer outra célula ou tecido do corpo, podendo, portanto, restaurar partes danificadas do coração, do cérebro e até dos olhos e dos ossos.

Uma das fontes das células-troncos são os embriões, mas esse método de extração é bastante controverso. Além disso, tais células podem ser rejeitadas pelo corpo receptor assim como ocorre com os transplantes de órgãos. Há pesquisas que mostram que células da pele retiradas de adultos podem ser convertidas em células-tronco e que não há riscos de rejeição.

A equipe de Cambridge procurou nas amostras sanguíneas células reparadoras capazes de restaurar os vasos danificados. Essas unidades, posteriormente, foram convertidas em células-tronco.

Amer Rana, uma das pesquisadoras envolvidas, afirmou que o método é melhor que aquele que extrai as células da pele. "Estamos empolgados por termos desenvolvido um método prático e eficiente para criar células-tronco a partir de uma unidade sanguínea. A biópsia de tecidos não é desejável para crianças e idosos, mas ter amostras de sangue coletadas é comum para todos os pacientes", disse.

Ainda segundo a pesquisadora, as células coletadas pareciam mais seguras para uso que as provenientes da pele. "O fato de essas estruturas serem estáveis é promissor. O próximo estágio obviamente é dizer 'se podemos fazer isso, vamos produzir células para tratamentos clínicos'. Poderemos então usar essa tecnologia nas clínicas pela primeira vez", concluiu.

Chris Mason, especialista em medicina regenerativa na Universidade de Londres, disse que o trabalho de Cambridge é "maravilhoso". "É muito mais fácil pegar células-tronco de amostras sanguíneas que de amostras de pele. É um grande avanço. Mas as células-tronco pluripotentes (aquelas convertidas a partir de células adultas) ainda são novas, precisamos de mais experiência para reprogramar as células de uma maneira totalmente segura', completou.

Fonte: Estadão

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Como deixar de ser sedentário?


Marcio Atalla é professor de educação física e consultor do quadro "Medida certa", doFantástico da Globo. Envie sua perguntas pelo site www.epoca.com.br ou pelo e-mail marcio.atalla@edglobo.com.br (Foto: Reprodução)
Tenho 33 anos e fumo há 17. Comecei a frequentar uma academia com autorização médica. Conforme fazia os exercícios, sentia falta de ar. Tive uma forte palpitação e fui parar no médico. Não tenho problemas no coração, mas, desde então, fiquei com medo de fazer esporte. Quero parar de fumar. O que faço? – Carolina Baylac, Rio de Janeiro, RJ
Se seu médico acompanha seu treino, você não deve ter medo. Sentir cansaço extremo e até falta de ar é normal para qualquer pessoa que começa a malhar, independentemente de ser ou não fumante. Para quem fuma, esses sintomas são mais intensos. Você deve, provavelmente, ter exigido demais de sua condição física. Fazer exercícios de forma regular é a maneira mais eficaz para parar de fumar. Você está no caminho certo. Peça auxílio a um professor para ajustar o nível de esforço de cada atividade. Não exagere para não desistir.

Cansei do sedentarismo. Quero me exercitar. Vou começar a caminhar, duas ou três vezes por semana. Essa periodicidade é razoável? – Rodrigo Pessanha, Rio de Janeiro, RJ
Rodrigo, a caminhada é uma das melhores maneiras de incorporar a atividade física de forma segura e confortável. Minhas dicas são: 1) comece com três vezes por semana; 2) marque o tempo e a distância que você percorre, para poder, aos poucos, aumentar o ritmo de sua caminhada; 3) escolha diferentes solos, como areia fofa, grama, terra, asfalto e ladeiras; 4) aos poucos, acrescente mais um ou dois dias na semana; 5) quando estiver confortável com a caminhada, incorpore exercícios de força, que podem ser feitos com ginástica, musculação ou pilates.

Como deve ser o treino para quem já tem preparo físico e quer começar a correr? Faço musculação há três anos e, mesmo assim, só consigo correr dois minutos e paro. – Dayse Ribeiro de Carvalho, Belo Horizonte, MG
A corrida é uma atividade de altíssimo rendimento, exige bastante do corpo. É normal não conseguir mantê-la por mais de alguns minutos. O corpo precisa se adaptar às reações bioquímicas que ela provoca. Elas nos fazem sentir um leve desconforto. No início, é importante alternar caminhada e corrida. Experimente caminhar por dez minutos para aquecer e depois alternar: dois minutos de corrida com quatro minutos de caminhada. É sempre bom variar a velocidade e a intensidade e fazer treinos alternados. 


sábado, 17 de novembro de 2012

Combinação de Cigarro e Café pela Manhã


Para muitas pessoas é um ritual cotidiano. Elas afirmam que o cigarro e o café de manhã "têm sabor de glória". No entanto, os efeitos de consumir cafeína e nicotina no início do dia, são muito diferentes do que se acredita.

Em algumas pessoas a dependência à cafeína é tão forte que, ao consumi-la, elas não obtêm um benefício real com a primeira xícara de café, mas voltam a seus níveis básicos de alerta, segundo um estudo da Universidade de Bristol (UB) no Reino Unido.

"Parte da excitação prazerosa causada pela cafeína, consumida no começo da manhã, poderia provir do leve aumento da ansiedade que provoca", assinalou Peter Rogers, do departamento de psicologia experimental da UB.

Quem fuma imediatamente ao se levantar mostra níveis mais altos de nicotina em relação aos que esperam até o café da manhã para acender um cigarro, correndo assim mais risco de câncer de pulmão, segundo um estudo da Universidade de Penn State (EUA).

"Não sei começar o dia sem tomar uma xícara de café. Ela ‘recarrega minhas pilhas’ de manhã e seu aroma já começa a meestimular. Me aviva e levanta o ânimo. É a primeira coisa que faço, e não poderia passar sem tomá-la", diz Luis, um bancário de meia idade.

Ester, uma jovem profissional da publicidade que mantém um intenso ritmo de vida durante o dia todo, dorme com seu maço de cigarros na mesinha de cabeceira e acende um pouco depois de o despertador tocar. "O cigarro me inicia, o corpo pede. Preciso dele para começar a funcionar", afirma.

Para muitas pessoas, fumar e tomar café de manhã são atos quase reflexos, que consideram estimulantes e necessários. No entanto, as pesquisas nem sempre aprovam os supostos efeitos destas substâncias.

Ao contrário do que se acredita, o primeiro café realmente não nos aviva tanto como percebemos. A dependência à cafeína é tão forte que seus consumidores não obtêm um benefício real com a primeira xícara de café, segundo um estudo britânico.

Ao pesquisar 379 adultos com um consumo nulo/leve ou médio/alto de cafeína e quem não a tomou durante 16 horas, os pesquisadores da Universidade de Bristol comprovaram que os “viciados em café” desenvolvem uma tolerância aos efeitos estimulantes da cafeína, por isso que a substância só os devolve a seus níveis básicos de alerta, mas não os eleva.

A primeira xícara

"Embora os consumidores frequentes se sintam despertados ao ingerir a cafeína de manhã, essa sensação na realidade consiste em uma inversão dos efeitos fatigantes da abstinência aguda", segundo os psicólogos.

Então, o verdadeiro estímulo que os consumidores de café percebem, chegaria com a segunda xícara da manhã? Os pesquisadores ainda não o averiguaram, mas o que se sabe é que "parte da prazerosa excitação causada pela cafeína, poderia provir do leve aumento da ansiedade que provoca", assinalou Peter Rogers, do departamento de psicologia experimental de Bristol e diretor da pesquisa.

De acordo com outro trabalho, o cigarro pela manhã é o mais nocivo de todos os fumados durante o dia. As pessoas que costumam fumar imediatamente ao se levantar mostram níveis mais altos de nicotina que quem espera até o café da manhã para acender um cigarro, de acordo com um estudo de cientistas da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos, que mediram os níveis de um subproduto nicotínico que reflete o risco de desenvolver um câncer pulmonar.

Por outro lado, as pessoas que costumam esperar para fumar meia hora depois de levantar mostram níveis mais baixos desta substância química denominada cotinina, independentemente do número de cigarros fumados.

"Quem fuma ao se levantar, uma conduta classificada como de alta dependência, deve usar estratégias mais intensivas que outros fumantes para deixar o hábito de forma sustentada ou permanente", assegurou o professor Joshua Muscat, que dirigiu o estudo.

Segundo os pesquisadores, o aumento do risco de câncer não se deve ao fato de consumir um cigarro na primeira meia hora do dia, mas sim porque este comportamento mostra que quem precisa fumar logo ao começar o dia apresenta uma forte dependência psicológica e física do tabaco e fuma mais cigarros.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Avanços científicos podem tornar seu trabalho um inferno

O seu corpo é um templo que seu chefe quer reformar
 //Crédito: Divulgação

Relatório aponta para os riscos que o chamado “aprimoramento humano” podem trazer para o futuro do trabalhador. Criticar a tecnologia hoje é como blasfemar contra a palavra de Cristo na Inquisição. Mas, como hoje ninguém vai parar na fogueira, dá pra refletir um pouco sobre o lado ruim dos avanços tecnológicos. Um grupo de entidades humanitárias e científicas do Reino Unido se reuniu exatamente pra isso, focando em uma parte específica da tecnologia: o aprimoramento humano. E a conclusão deles é a seguinte: isso só servirá para você trabalhar mais e mais e mais. Não importa sob quais condições. 

Aprimoramento humano é um nome vago para definir tudo aquilo que faz o homem ir além de suas capacidades normais. Um óculos, uma muleta. Isso, a princípio, é ótimo, mas os médicos e especialistas em ética britânicos desconfiam que o homem - só pra variar um pouco - vai perder a linha e usar isso para aumentar o potencial de exploração.

Claro que, por um lado, o conceito de aprimoramento humano é genial – ele faz com que deficientes físicos se incluam com muito mais facilidade na sociedade. Próteses para membros amputados e até mesmo a interface cérebro-máquina são exemplos positivos e o relatório reconhece isso. Acontece que os participantes do workshop acreditam que, a partir da próxima década, será cada vez mais comum os chefes incentivarem seus subalternos a tomarem remédinhos para renderem mais no trabalho. Drogas como o Aderall, um piscoestimulante feito à base de anfetamina que, depois de vários casos de pessoas que se viciaram e morreram por causa dela, foi proibida em diversos países. Hoje, ela é só permitida na terra do trabalho, os EUA.

De acordo com o relatório, essa perspectiva traz desafios em todas as áreas imagináveis: saúde, segurança, ética, humana e política – o texto diz que o governos devem inteferir. Idosos não se aposentarão, continuarão trabalhando. Pessoas doentes tomarão remédios que mascaram os sintomas, ficando aptas a irem ao escritório terminar aquele relatório que já está atrasado. De uma sociedade que apostava na terapia, estamos virando uma sociedade que aposta na melhoria artificial dos problemas.

O workshop aconteceu em março, mas o relatório só foi divulgado agora. Clique aqui para conferi-lo na íntegra.

Via io9

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vacina da gripe reduz risco de ataque cardíaco e AVC

Pacientes apresentaram 40% menos risco de morrer por doenças cardiovasculares. Segundo uma pesquisa da Universidade de Toronto, no Canadá, a vacina contra gripe pode ter outros efeitos além de prevenir a infecção por vírus: diminui os riscos de doenças cardiovasculares. Os resultados foram divulgados dia 30 de Outubro no Congresso Cardiovascular Canadense de 2012.
O estudo avaliou uma série de pesquisas publicadas desde os anos 1960, que ao todo analisaram 3.227 pacientes. Metade dos pacientes recebeu a vacina, enquanto outra metade recebeu placebos. Todos foram observados ao longo de um ano. O grupo que recebeu a vacina teve uma redução de 50% no risco de doenças sofrer problemas como ataque cardíaco e AVC, mesmo em pessoas que já haviam apresentado doenças cardíacas anteriormente. Esses mesmos voluntários tiveram 40% menos chances de morrer por causa desses problemas. Os especialistas não têm certeza sobre o mecanismo que leva à redução de eventos cardíacos, mas sugerem que a vacina previne as complicações da gripe, como inflamações, que já foram relacionadas a ataques do coração. Segundo os cientistas, esses resultados dão apoio à prática médica de sugerir a vacinação de indivíduos que tenham problemas cardíacos.

Vacina contra a gripe: o que você sabe sobre ela?

Apesar de eficiente na tanto na prevenção da gripe como na redução do risco de doenças cardiovasculares, a vacina contra gripe ainda gera muitas dúvidas e preconceitos entre a população, principalmente sobre sua eficácia e riscos. No teste a seguir, você pode checar seus conhecimentos e tirar a limpo os equívocos, com explicações do infectologista Marcos Antonio Cirillo, do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

A vacina da gripe imuniza o organismo contra resfriados?

Apesar dos sintomas serem parecidos, gripe e resfriado são coisas diferentes. "Enquanto a gripe é causada pelo vírus Influenza, o resfriado é provocado por rinovírus, que não é combatido por meio dessa vacina", explica Marcos Cirillo.

A vacina contra gripe funciona?

As chances de funcionar são muito elevadas. Se a vacina for tomada na época adequada - no outono -, tem 89% dos casos com resultados positivos.

A vacina contra a gripe é segura?

Ela é muita segura. Além de pouco prováveis, os efeitos colaterais não são graves. o infectologista Marcos lembra apenas de uma exceção: pessoas alérgicas. "Toda vacina tem proteína e conservantes?, explica o médico. ?Se a pessoa for alérgica a um desses elementos da composição, pode apresentar alguma complicação.?

Posso ficar doente mesmo depois de tomar a vacina?

A vacina não provoca gripe, isso é verdade. No entanto, pessoas que foram vacinadas podem pegar gripe durante o tempo em que o organismo demora a produzir os anticorpos contra a doença, ou seja, no prazo de 10 a 15 dias após a vacinação.

Tem idade certa para tomar a vacina?

Todas as pessoas a partir dos seis meses de vida já devem ser vacinadas contra a gripe. O Ministério da Saúde também determina um grupo de risco, que têm preferência na vacinação por ter mais chance de contrair gripe e desenvolver complicações mais graves. Fazem parte desse grupo: idosos a partir dos 60 anos, grávidas a partir dos três meses, pessoas com problemas de coração e pulmão, diabéticos, pessoas com AIDS, profissionais que trabalham na área da saúde, entre outros.

A vacina é composta por quantos vírus?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a vacina contra gripe possui três tipos de vírus Influenza (2 vírus influenza tipo A e 1 tipo B). Essa fórmula é atualizada todo ano por meio de dados fornecidos por uma rede mundial de Centros de Vigilância da Gripe.

domingo, 19 de agosto de 2012

A maternidade protege o coração


As células do feto podem viajar até o coração da mãe para reparar e substituir as células danificadas. Os pesquisadores da Escola de Medicina Monte Sinai de Nova York observaram este fato em um experimento com roedores. Provocaram infartos controlados em ratazanas gestantes saudáveis e marcaram com uma proteína fluorescente as células fetais para distingui-las das mesmas da mãe.
Deste modo, viram que as células fetais que provinham da placenta se regeneraram em células musculares cardíacas e em células do endotélio vascular (as que recobrem o interior dos vasos sanguíneos). Duas semanas depois do infarto, os cientistas comprovaram que elas tinham se inserido no coração materno e representavam 2% do total das células do órgão.
"Embora há alguns anos foi demonstrado a existência de uma troca de células entre o feto e a mãe, este estudo é absolutamente estimulante e traz esperança", destaca Milagros Pedreira, presidente do Grupo de Trabalho de Doenças Cardiovasculares na Mulher da Sociedade Espanhola de Cardiologia (SEC).
A especialista assinala que este tipo de pesquisa abre uma nova via de estudo na área das células-tronco e da regeneração cardíaca, que poderia se transformar em uma alternativa para os pacientes.
Outro trabalho, realizado pela Universidade da Califórnia e publicado pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva no periódico "Fertilidade e Esterilidade", relaciona o número de gravidezes com a diminuição do risco cardiovascular nas pós-menopáusicas.

Gravidez e saúde cardiovascular
Após analisar cerca de 1.300 mulheres, os cientistas descobriram que quem tinha ficado grávida quatro vezes ou mais tinha menos probabilidades de sofrer de doença cardiovascular que aquelas que não tinham ficado grávida ou o tinham feito em menos ocasiões. No entanto, os pesquisadores ainda não podem explicar porque isto acontece.

"Apesar de mais estudos serem necessários para conhecer a relação exata entre o número de gravidezes e a saúde cardiovascular, estes dados podem representar um estímulo para futuros trabalhos e pesquisas neste terreno", afirma Milagros.
A médica diz que embora venham aparecendo novos trabalhos que certificam os benefícios da gravidez para o coração da mulher, "não devemos esquecer que a gestação também é considerada uma situação de risco para algumas pessoas".
De fato, o coração da mãe faz um esforço maior durante a gravidez pois o sistema cardiovascular tem que se adaptar às mudanças fisiológicos que o corpo da mulher experimenta.
Não em vão, neste período se aumenta o volume sanguíneo, a frequência cardíaca e a quantidade de sangue que o coração bombeia. Além disso, acontece uma queda da tensão arterial tanto sistólica como diastólica, explica a Sociedade Espanhola de Cardiologia.
Para evitar complicações, esta entidade recomenda às grávidas que controlem periodicamente a tensão arterial e que anotem em um caderno os números para manter o controle.
Tal indicação é especialmente relevante para aquelas mulheres que sofrem de alguma cardiopatia. Além disso, os especialistas da SEC aconselham às gestantes uma dieta baixa em sal, deixar de fumar e levar uma vida o mais saudável possível.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O risco de ataque cardíaco pode aumentar após dias ou semanas da morte de um ente querido.

Um estudo, feito com 1985 adultos sobreviventes de ataque cardíaco, mostrou que após a morte de um ente querido, os riscos de ataque cardíaco aumentaram 21 vezes no primeiro dia, quase seis vezes na primeira semana, e progressivamente tendeu a diminuir ao longo do primeiro mês. O risco é maior (quase quatro vezes) em pessoas que já tenham um risco alto para sofrer  ataque cardíaco .
Cônjuges em luto tem até 53 por cento  mais riscos de morrer, a longo prazo, de doenças cardíacas e derrames..
O estudo é o primeiro a se concentrar sobre o risco de ataque cardíaco durante os primeiros dias e semanas após a morte de um ente querido próximo.
Como parte do estudo multicêntrico, pesquisadores revisaram prontuários e pacientes que deram entrada no hospital após um ataque cardíaco entre 1989 e 1994.
Pacientes responderam a perguntas sobre: as circunstâncias de seus ataques cardíacos,  se recentemente perderam algum ente querido próximo, quando a perda ocorreu e,
qual a importância de seu relacionamento na época.
O estresse psicológico como dor intensa pode aumentar a freqüência cardíaca, a pressão arterial e a coagulação do sangue, elevando o risco de um ataque cardíaco.
No início do processo de luto, as pessoas estão mais propensas a terem menos sono, o apetite diminui e os níveis de cortisol, o hormônio do stress, aumenta - o que também pode aumentar o risco de um ataque cardíaco.
Os sinais de ataque cardíaco incluem desconforto no peito , na parte superior do corpo ou dores no estômago, falta de ar, suor frio, náuseas e vertigens.