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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

"Black Marble": Nasa divulga imagem noturna da Terra

O mosaico reúne registros de abril e outubro de 2012. Foram necessárias 312 órbitas para conseguir uma vista limpa do planeta
                                                                                       Foto: Nasa/Noaa/Divulgação
A Nasa - a agência especial americana - e a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) divulgaram nesta quarta-feira uma imagem da Terra que, ao contrário das conhecidas Blue Marbles, é vista à noite. O registro na verdade é um mosaico com diversas fotografias feitas por satélite. O mosaico exclui registros que tinham nuvens para mostrar a superfície do planeta.
O satélite Suomi NPP (sigla para "parceria polar-orbital"), lançado ano passado, tem um sensor especial para observar a atmosfera e superfície do planeta sem a luz do dia. Segundo a Nasa, o sensor é tão sensível que consegue registrar o leve brilho da atmosfera à noite e até a luz de um navio no oceano.
"Pelas mesmas razões pelas quais precisamos ver a Terra durante o dia, também precisamos ver a Terra à noite", diz Steve Miller, pesquisador do Instituto de Pesquisa da Atmosfera (da Universidade do Estado do Colorado e do Noaa). "Ao contrário dos humanos, a Terra nunca dorme."
Um dos registros foi do furacão Sandy quando chegava, iluminado pela Lua, a Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 29 de outubro. As imagens noturnas mostravam o poder da tempestade que deixou milhões de pessoas na escuridão.
Ao contrário de câmeras que capturam uma fotografia com apenas uma exposição, o sensor do Suomi NPP registra diversas vezes a cena em milhões de pixels individuais. Após isso, ele revê a quantidade de luz em cada pixel. Se ele for muito intenso, uma ferramenta previne que ele fique muito saturado no resultado final. Se for muito fraco, o sinal é amplificado.
"É como ter três câmeras de pouca luz operando ao mesmo tempo, e nós pegamos o melhor de várias câmeras, dependendo de onde estamos olhando na cena", diz Miller.
Fonte: Terra

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Nasa anuncia lançamento de novo veículo a Marte em 2020


Projeto será desenvolvido baseado em descobertas do Curiosity. Missão é um passo para enviar humanos na década de 2030, diz agência.
A Nasa anunciou nesta nesta terça-feira (4) que planeja enviar um novo veículo a Marte em 2020. O projeto é mais um passo na direção de uma missão tripulada ao Planeta Vermelho, segundo indicou a própria a agência espacial americana.
O anúncio chega um dia após a Nasa publicar os resultados do primeiro teste do solo marciano realizado pelo jipe-robô Curiosty, que descobriu sinais de alguns componentes necessários à vida, como água e oxigênio.
O veículo chegou a Marte em agosto de 2012 e analisa as características do solo e do ar, buscando saber se o planeta já teve condições de abrigar vida em algum momento de sua história. Os resultados obtidos pelo Curiosity serão levados em conta para o desenvolvimento do novo veículo.
Além do Curiosity, a nova missão vai contar com a participação do Opportunity, outro jipe-robô que circula na superfície marciana. Também participarão duas naves espaciais da Nasa, assim como o Stipendi, veículo espacial europeu atualmente na órbita do planeta.
O governo do presidente Barack Obama "está comprometido em fortalecer o programa de exploração de Marte", disse o administrador da Nasa, Charles Bolden.
Ao longo da década, Nasa deve lançar ainda as missões Maven, feita para estudar a atmosfera, e a InSight, que vai pesquisar o interior do planeta.
"Com esta próxima missão, estamos garantindo a permanência dos Estados Unidos como líder mundial na exploração do Planeta Vermelho, enquanto adotamos um passo importante para o envio de seres humanos a Marte na década de 2030", destacou Bolden.

Fonte: G1


domingo, 2 de dezembro de 2012

Nasa localiza água congelada em Mercúrio

Foto da nasa mostra cratera com gelo no polo Norte de Mercúrio

A sonda Messenger, da Nasa, confirmou o que há muito já se especulava: Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, tem água congelada "aprisionada" em crateras localizadas em seus polos.

A temperatura em certas regiões de Mercúrio ultrapassa os 400°C, quente o suficiente para derreter chumbo.

Mercúrio seria, então, um ambiente improvável para achar gelo, não fosse por um detalhe: seu eixo de rotação.

A presença de água congela em Mercúrio é sustentada por três trabalhos diferentes publicados na versão online da revista "Science".A pouca inclinação do planeta acaba fazendo com que regiões de seus polos nunca vejam a luz solar, possuindo temperaturas extremamente baixas.

A sonda, que em 2011 se tornou a primeira a orbitar Mercúrio, também localizou compostos orgânicos.

"[A mistura de compostos orgânicos] provavelmente foi levada até Mercúrio pelo impacto de cometas e asteroides ricos em compostos voláteis, os mesmos objetos que provavelmente
levaram a água até o planeta", comentou David Paige, autor principal de um dos trabalhos e pesquisador da Universidade da Califórnia em Davis.


Os cientistas sugerem que, quando esses corpos gelados atingiram Mercúrio, passaram por repetidos processos de vaporização e precipitação, migrando por fim para os polos mais frios, onde ficaram presos nas crateras.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios


Cientistas rebatem rumores na internet; um deles diz receber cartas de crianças que cogitam se matar e menciona caso de pais que pensam em assassinar filhos por acreditar em rumores do apocalipse. Após receber uma enxurrada de cartas de pessoas seriamente preocupadas com teorias que preveem o fim do mundo no dia 21 de dezembro de 2012, a agência espacial americana (Nasa) resolveu 'desmentir' esses rumores na internet. Nesta quarta-feira (28), a Nasa fez uma conferência online com a participação de diversos cientistas. Além disso, também criou uma seção em seu website para desmentir que haja indícios de que um fim do mundo esteja próximo.
Segundo o astrobiologista David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, muitas das cartas expondo preocupações com as teorias apocalípticas são enviadas por jovens e crianças. Alguns dizem até pensar em suicídio, de acordo com o cientista, que também mencionou um caso, reportado por um professor, de um casal que teria manifestado intenção de matar os filhos para que eles não presenciassem o apocalipse.'Estamos fazendo isso porque muitas pessoas escrevem para a Nasa pedindo uma resposta (sobre as teorias do fim do mundo). Em particular, estou preocupado com crianças que me escrevem dizendo que estão com medo, que não conseguem dormir, não conseguem comer. Algumas dizem que estão até pensando em suicídio', afirmou Morrison.
'Há um caso de um professor que disse que pais de seus alunos estariam planejando matar seus filhos para escapar desse apocalipse. O que é uma piada para muitos e um mistério para outros está preocupando de verdade algumas pessoas e por isso é importante que a Nasa responda a essas perguntas enviadas para nós.'
Calendário maia
Um desses rumores difundidos pela internet justifica a crença de que o mundo acabará no dia 21 dizendo que essa seria a última data do calendário da civilização maia.

Outro rumor tem origens em textos do escritor Zecharia Sitchi dos anos 1970. Segundo tais teorias, documentos da civilização Suméria, que povoou a Mesopotâmia, preveriam que um planeta se chocaria com a Terra. Alguns chamam esse planeta de Nibiru. Outros de Planeta X.
'A data para esse suposto choque estava inicialmente prevista para maio de 2003, mas como nada aconteceu, o dia foi mudado para dezembro de 2012, para coincidir com o fim de um ciclo no antigo calendário maia', diz o site da Nasa.
Sobre o fim do calendário maia, a Nasa esclarece que, da mesma forma que o tempo não para quando os 'calendários de cozinha' chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente - 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo.
A agência espacial americana enfatiza que não há evidências de que os planetas do sistema solar 'estejam se alinhando', como dizem algumas teorias, e diz que, mesmo que se isso ocorresse, os efeitos sobre a Terra seriam irrelevantes. Também esclarece que não há indícios de que uma tempestade solar possa ocorrer no final de 2012 e muito menos de que haja um planeta em rota de colisão com a Terra.
'Não há base para essas afirmações', diz. 'Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem se deslocando em direção à Terra para colidir com o planeta em 2012, astrônomos já estariam conseguindo observá-lo há pelo menos uma década e agora ele já estaria visível a olho nu', diz o site da Nasa.
Fonte: G1

Reserva de petróleo é encontrada no espaço


A 1.400 anos-luz da Terra, a Nebulosa Cabeça de Cavalo é uma grande reserva de "petróleo espacial". Uma reserva de petróleo foi detectada por astrônomos do Instituto Max Planck, da Alemanha. O grupo de cientistas identificou, pela primeira vez, moléculas interestelares de C3H+ no centro da nebulosa Cabeça de Cavalo. O C3H+ integra a família dos hidrocarbonetos - partículas fundamentais na composição do petróleo e do gás natural. 

De acordo com o estudo, publicado na revista Astronomy & Astrophysics, a nebulosa contém 200 vezes mais hidrocarbonetos do que a quantidade total de água na Terra. A reserva fica na constelação de Órion e está a cerca de 1.400 anos-luz de distância da Terra. Uma das explicações para os níveis “inesperadamente elevados” de hidrocarbonetos na nebulosa é a proximidade a uma estrela maciça, que brilha intensamente na região. 

De acordo com a pesquisa, o “petróleo espacial” surge da fragmentação de moléculas gigantes, os chamados PAHs (hidrocarbonos policíclicos aromáticos). Essas grandes partículas sofrem erosão com a radiação ultravioleta e se desintegram, criando uma grande quantidade de pequenos hidrocarbonetos.

Por ser visível nos céus noturnos, a nebulosa é um dos objetos mais fotografados do Cosmos. A equipe fez um estudo químico completo da Nebulosa Cabeça do Cavalo, usando um radiotelescópio de 30 metros do Instituto de Radioastronomia Milimétrica, na Espanha.

A descoberta confirma que a região é uma espécie de refinaria cósmica e pode ajudar a entender se esse tipo de óleo é realmente um composto fóssil ou tem origem mineral. 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A 28 dias do "fim do mundo": saiba quando a vida quase acabou

Do ponto de vista científico, o apocalipse ainda vai demorar
Foto: AFP

Profecias que previam o fim do mundo não são novidade. Se dependesse dos falsários, a vida no planeta já teria acabado há muito tempo. Mas, e no passado, já estivemos perto de um "apocalipse" para os seres vivos?
Segundo estudos, cerca de 99% das espécies que habitaram o planeta desapareceram da Terra. Em alguns momentos, a extinção foi generalizada, atingindo a maior parte dos seres viso - são as extinções em massa, quando a vida foi ameaçada na terceira rocha do Sistema Solar.
Conheça a seguir cinco momentos em que a vida quase acabou no planeta.
Fonte: Terra

domingo, 18 de novembro de 2012

Indo aonde ninguém jamais foi

Pesquisadores brasileiros preparam a primeira missão de exploração espacial do país, cujo plano ambicioso é lançar, em 2017, a sonda Áster e fazê-la orbitar um asteroide triplo dois anos depois. A missão Áster é o tema de capa da CH de novembro.
Por: Elbert Macau, Othon Winter, Haroldo de Campos Velho e Alexander Sukhanov
A missão Áster se apoia nos valiosos desenvolvimentos tecnológicos sobre satélites espaciais que o Brasil acumulou nos últimos 30 anos. O país terá a chance de colocar em prática esse amplo conhecimento. (foto: T. Pyle/ Nasa JPL-Caltech)
Áster deverá ser a primeira missão brasileira de exploração espacial. Sua meta é ambiciosa: orbitar um asteroide triplo e descer no maior deles. Batizado 2001-SN263, esse sistema é formado por um objeto central (2,8 km de diâmetro) e outros dois menores (1,1 km e 0,4 km de diâmetro) – os dois últimos descrevem órbitas em volta do corpo central.
O 2001-SN263 dá uma volta em torno do Sol a cada 2,8 anos, em trajetória que vai de uma região além da órbita de Marte (a meio caminho de Júpiter) até perto da Terra. O plano da missão Áster é lançar a sonda em 2017 e entrar em órbita do sistema de asteroides dois anos depois.
A missão se apoia nos valiosos desenvolvimentos tecnológicos que, ao longo dos últimos 30 anos, o Brasil acumulou sobre satélites espaciais. O país tem agora a chance de testar em voo esse amplo conhecimento, produto do esforço e da dedicação de décadas de muitos especialistas.
A missão Áster visa não só fazer avançar a ciência, mas também incrementar tecnologias capazes de gerar subprodutos que possam trazer riqueza e bem-estar para a sociedade
A missão Áster visa não só fazer avançar a ciência, mas também incrementar, no país, tecnologias sensíveis capazes de permitir outras missões espaciais de igual complexidade e (principalmente) de gerar subprodutos que possam trazer riqueza e bem-estar para a sociedade.
Essa iniciativa arrojada deverá esquentar seguramente o debate sobre a questão espacial no Brasil, colocando o Programa Espacial Brasileiro na ordem do dia, como política de estado prioritária, compatível com a vocação espacial do país e com sua atual posição geopolítica e econômica no cenário global.


Fósseis e remanescentes

Entre os asteroides, há aqueles que se formaram a partir da nuvem primitiva que deu origem ao sistema solar e não mais sofreram processos radicais que os modificassem. Outros são os remanescentes do processo de colisão entre objetos maiores.
Os primeiros são verdadeiros ‘fósseis’, pois nos permitem conhecer a composição e a distribuição dos elementos que estavam presentes na nuvem primitiva. Os segundos revelam pistas preciosas sobre os mecanismos que levaram à formação dos objetos maiores de nosso sistema solar.
Centenas de milhares de asteroides já foram identificados, e os principais dados de suas órbitas catalogados. A grande maioria deles tem extensão na casa das centenas de metros. Estima-se que haja mais de 1 milhão deles maiores que 1 km – alguns com centenas de quilômetros.
Grande parte dos asteroides se distribui na região entre as órbitas de Marte e Júpiter. Mas vários têm trajetórias que se aproximam da órbita da Terra: são os objetos próximos da Terra ou OPTs.


Surpresas: duplos e triplos

Surpreendentemente, em 1994, descobriu-se que o asteroide Ida tinha um satélite, sendo, portanto, um sistema binário – até então, pensava-se nos asteroides como corpos solitários.
Nos anos seguintes, dezenas de outros binários foram descobertos. Em 2005, outra surpresa: Sylvia, um asteroide com dois satélites. Hoje, é conhecida cerca de uma dezena desses sistemas triplos.
Nosso interesse recai sobre o 2001-SN263, OPT descoberto em 2001 e que somente em 2008 foi identificado como sendo um sistema triplo. Em 2019, chegará a cerca de 150 milhões de km da Terra, a mesma distância que separa o Sol de nosso planeta.

Duas imagens do sistema triplo 2001-SN263, reproduzidas a partir de dados obtidos pelo radiotelescópio de Arecibo, Porto Rico, em fevereiro de 2008. (imagens: Radiotelescópio Arecibo)
O 2001-SN263 é o alvo da missão Áster, que pretende não só colher dados sobre a formação desse sistema triplo, mas também pousar na superfície de seu objeto principal.
É uma missão ousada. Poucas nações fizeram algo similar. Apenas três sondas espaciais foram enviadas para explorar asteroides: i) em 2000, a norte-americana Near-Shoemaker pousou no asteroide Eros; ii) três anos depois, a japonesa Hayabusa enviou imagens e coletou material do asteroide Itokawa; iii) lançada em 2007, a sonda Dawn, da Nasa (agência espacial norte-americana), visitou o asteroide Vesta em 2012.
No entanto, a Áster – igualmente uma missão de espaço profundo – será a primeira a ter como alvo um sistema triplo. E, diferentemente do Eros, Itokawa e Vesta, o 2001-SN263 tem características de um meteorito primitivo – portanto, pode conter material orgânico, tema sempre relevante para o estudo da vida.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Storm Warnings: Climate Change and Extreme Weather–SA‘s Latest E-Book


Scientific American launched its e-Book program this summer, starting with The Science of Sports: Winning in the Olympics. Each month, we add new titles selected from the most relevant issues facing science today.
For November, we turn our attention to our immediate environment. Hurricanes. Blizzards. Flooding. Drought. If extreme weather events like these seem to be on the rise, your powers of observation are accurate. The first three-quarters of 2012 brought the worst European winter in 25 years, massive flooding in Australia, Brazil and China, and a deepening drought in the U.S. affecting more than 50 percent of the country. And then came the superstorm Sandy late last month, inflicting billions of dollars of damage to the Northeast. The likelihood of such extreme weather events is increasingly being tied to anthropogenic—or manmade, mostly through overproduction of carbon dioxide—global warming. It’s no longer an abstract idea; it’s being experienced directly and locally, on nearly every level.
Scientific American‘s latest eBook, Storm Warnings: Climate Change and Extreme Weather, gives readers the tools to better understand what is driving climate change, what might be in store in the coming decades and how we can begin to reverse the detrimental effects that human activity is having on Earth’s climate systems. The first half of the book focuses on unprecedented weather events and the science behind them, from the devastation of Sandy to the collapse of glacial ice shelves in the Antarctic. Chapter 5 delves into greenhouse gas emissions and their effect on global warming, including an excellent piece by leading climate expert James Hansen, who exposes the main culprits of climate change. The last chapters focus on addressing and reducing the problems caused by climate change at both the public policy and local levels. In particular, Scientific American Editor David Biello lays out 10 solutions that include small changes we all can make in our daily lives—practical, but effective, consumer choices that add up. It might be a drop in the bucket, but every drop counts.
Storm Warnings: Climate Change and Extreme Weather is available at most e-Book retailers, including:
Apple/Itunes: http://ads.tt/UkDtjA

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Halo solar é registrado em Santana do Livramento


Efeito da luz do sol em cristais de gelo é responsável pelo fenômeno ótico.
Impossível não olhar para o céu na tarde desta quarta-feira em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste. 
O sol ficou circundado por um anel colorido e chamou a atenção da população. O fenômeno é conhecido como halo.
Segundo o meteorologista Cléo Kuhn, a formação se dá em razão do reflexo do sol em cristais de gelo, o que significa que há uma camada de nuvens no céu. Refletidos, os cristais criam as cores como se fosse um anel.
Os cristais são formados em razão da diferença de temperatura entre o dia e a noite. Ao serem observados sob a luz do sol – ou até sob a lua –, dão esse aspecto colorido.


Por que Vênus e Urano giram em sentido contrário ao dos outros planetas do Sistema Solar?

Com alguma licença poética, poderíamos dizer que foi por causa de um trauma de infância. Há cerca de 4,5 bilhões de anos, quando o Sistema Solar ainda era um disco de gás e poeira girando em torno do Sol, as nuvens que dariam origem a Vênus e a Urano sofreram turbulências particulares que modificaram para sempre sua rotação. "O motivo foram as colisões entre os pedaços que formaram esses dois planetas", afirma o astrônomo Roberto Dias da Costa, da USP. Assim, a rotação dos dois astros pode, de fato, ser considerada uma anomalia, já que a dos outros seis planetas do nosso sistema acompanha a rotação do Sol antes mesmo de terem nascido. "Isso acontece porque aquele imenso disco de gás e poeira girava junto com a estrela central. Aí, a maior parte dos planetas continuou naturalmente no mesmo sentido", diz Roberto. Essa rotação contrária significa que um astronauta que fosse a Vênus veria o Sol nascer no oeste e se pôr no leste. Já em Urano isso não aconteceria. Como o planeta é praticamente "deitado" em relação ao Sol (com um eixo de inclinação de 98 graus), dias e noites são determinados pelo movimento de translação. Só amanhece ou anoitece quando o planeta dá meia volta em torno da estrela - o que equivale a 42 anos terrestres!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Google Earth revela foto de altíssima resolução de Marte


Cada pixel da imagem equivale a 6 metros do planeta vermelho.
Não é só a Curiosity que pode explorar Marte de perto. O Google Earth divulgou uma imagem de altíssima resolução - um pixel equivale a 6 metros do planeta vermelho - capturada pela Context Camera (CTX), a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da Nasa. A capacidade do zoom da imagem você vê no gif acima - e pode acessar de forma interativa pelo serviço do Google, na opção de tour virtual - "Mars". Basta fazer o download do programa, e configurá-lo para mostrar Marte.
Além dessas imagens de alta resolução, é possível observar imagens obtidas pela Nasa, atualizadíssimas, apenas horas após as fotos terem sido tiradas, fazer passeios interativos narrados por especialistas e ainda buscar pontos de referência marcianos - como aquele 'rosto na rocha' que ficou famoso, lembra?

sábado, 13 de outubro de 2012

Curiosity encontra em Marte rocha similar às da Terra

Pirâmide de Marte
A primeira rocha que o robô Curiosity analisou em Marte trouxe surpresas. A rocha em formato de pirâmide foi encontrada há cerca de três semanas, e logo ficou conhecida como a "pirâmide de Marte". Os cientistas resolveram dar uma olhada nela mais atraídos pelo seu aspecto curioso do que por qualquer interesse científico que ela pudesse revelar. Mas a análise trouxe surpresas, revelando uma composição muito mais variada do que a indicada pelas missões anteriores a Marte. A rocha, agora batizada de "Jake Matijevic", em homenagem a um engenheiro da NASA, tem uma composição similar à de algumas rochas encontradas no interior da Terra.
Rocha ígnea
Na Terra, rochas com composição similar à pirâmide marciana normalmente vêm de processos no manto do planeta, abaixo da crosta, a partir da cristalização de magma relativamente rico em água, a uma pressão elevada. "Esta rocha tem uma composição química muito parecida com um tipo de rocha ígnea pouco comum, mas bem conhecida, encontrada em muitas áreas vulcânicas na Terra," disse Edward Stolper, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). "Com apenas uma rocha marciana desse tipo é difícil saber se o processo envolvido é o mesmo [que na Terra], mas esse é um ponto de partida razoável para começarmos a pensar em sua origem," disse o pesquisador.
Este gráfico mostra um dos resultados da análise da Câmera Química, que analisou 14 pontos da rocha alvejadas pelo laser do Curiosity. Os sinais são compatíveis com vários tipos de rocha terrestre, como feldspato, olivina e ilmenita (mineral de titânio). [Imagem: NASA/JPL-Caltech/LANL/IRAP]
A Jake Matijevic foi examinada pela Câmera Química (ChemCam) do Curiosity, e tornou-se a primeira a ser analisada pelo instrumento APXS, um espectrômetro de raios X.

Foguete Soyuz decola da Guiana com satélites para sistema Galileu


Um foguete russo Soyuz foi lançado esta sexta-feira do Centro Espacial da Guiana Francesa (CSG) com dois satélites para o sistema de navegação europeu Galileu, que aspira a competir com o GPS americano, constatou um jornalista da AFP.
Esta terceira missão de um foguete Soyuz lançado da Guiana francesa durará 3 horas e 45 minutos. Permitirá colocar em uma órbita circular, a 23.222 km de altitude, dois satélites da família Galileu, "batizados" David e Sif, que se somarão aos outros dois satélites que já estão em órbita há um ano, Thijs e Natalia. Eles têm uma vida útil de 12 anos.
David e Sif formarão, junto com outros dois satélites, uma "mini constelação" que permitirá testar o sistema e demonstrar que consegue cumprir sua missão. Quando os quatro satélites estiverem visíveis de um mesmo ponto, poderão ser realizados testes completos no sistema.
A constelação Galileu contará no futuro com 30 satélites no total. O sistema estará em funcionamento em meados desta década.

Missão da Nasa encontra 'rocha incomum' em Marte


A expectativa era de que os primeiros sedimentos a serem coletados pelo robô Curiosity, da atual missão da Nasa em Marte, fossem apenas rochas de um material comum como o basalto, mas uma análise recente revelou dados intrigantes. O objeto piramidal, que recebeu o apelido de 'Jake Matijevic', um engenheiro de uma missão recente da agência espacial americana ao planeta vermelho, apresenta uma composição ainda inédita na pesquisa sobre Marte.
As análises iniciais mostram que o objeto teria elementos de algumas rochas raras, mas bem conhecidas na Terra. Edward Stolper, um dos chefes da missão no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), diz que essas rochas se formam a partir de formações de magma ricas em água que se resfriaram sob altas pressões.
'[A rocha é] amplamente conhecida na Terra, em ilhas oceânicas como o Havaí e Santa Helena e nos Açores, e também em áreas rochosas do Rio Grande e por aí vai. Então, novamente, não é comum, mas é muito conhecida', acrescentou.
O jipe-robô Curiosity examinou a rocha pela primeira vez três semanas atrás. Na ocasião, não se acreditava que o sedimento tivesse alto valor científico.

Análises
O fato de o Curiosity poder examinar in loco os materiais coletados com seus próprios instrumentos é o principal diferencial desta missão. Até então, equipamentos anteriores enviados pela Nasa à Marte podiam coletar objetos, mas não analisá-los com esta precisão.
Os cientistas identificaram que a rocha é rica em elementos como sódio e potássio e pobre em magnésio e ferro, o que a colocam em grau de comparação com o feldspato, uma rocha que não contém minérios. O robô da Nasa chegou à superfície do planeta vermelho ainda em agosto e, desde então, já andou 500 metros. O objetivo da missão é determinar se Marte já teve condições de abrigar a vida em algum momento desde sua formação.
Nas poucas semanas em que começou a colher materiais, o Curiosity já identificou uma série de rochas que foram claramente depositadas em água corrente. A teoria é que o jipe está localizado na nascente de um antigo local de grandes depósitos de sedimentos, conhecido como cone aluvial, onde uma rede de pequenos rios cruzava a superfície bilhões de anos atrás.
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sábado, 1 de setembro de 2012

Fenômeno da Lua Azul ocorre nesta sexta

Quem olhar para o céu na noite desta sexta-feira (31) poderá ver um fenômeno que acontece apenas uma vez a cada dois ou três anos. A chamada Lua Azul é a segunda lua cheia em um mesmo mês. De acordo com o físico do Observatório Astronômico do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC), Jorge Honel, a diferença de 29,53 dias entre as luas cheias é ideal para o fenômeno ocorrer. O nome surgiu a partir do anuário astronômico americano do século 19, quando um astrônomo usou a expressão Blue Moon para designar a fase recorrente do astro. Na língua inglesa, a expressão "a cada Lua Azul" é utilizada para indicar eventos possivelmente raros. Diferentemente do que o nome indica, o fenômeno não apresenta um brilho mais intenso, não tem uma coloração azulada e não sofrerá nenhuma mudança de fato. Ela poderá ser vista de qualquer lugar do mundo e é uma lua cheia normal. A última vez que o fenômeno apareceu no céu foi no dia 31 de dezembro de 2009.