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sábado, 15 de dezembro de 2012

Qualidade do esperma piorou nos últimos 20 anos

Foto: Reprodução

A qualidade e a quantidade de espermatozoides presentes no sêmen caiu cerca de 32% nos últimos 17 anos - 1,9% ao ano. A descoberta foi publicada na revista científica "Human Reproduction", após estudo com 26,6 mil homens no mundo todo. Isso pode reduzir as probabilidades de gravidez.
Em homens com idade média de 35 anos, a concentração de espermatozoides caiu de 73,6 milhões por mililitro (ml), em 1989, para 49,9 milhões/ml, em 2005. Neste período, houve também uma redução de 33,4% na porcentagem de espermatozoides morfologicamente normais, em estudo realizado na França.
O caso francês serve de referência para o mundo. Outros dois estudos mostram queda na qualidade do sêmen: a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia aponta queda da qualidade do sêmen desde 1930. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) precisou rever seus critérios sobre fertilidade masculina.
Com isso, a OMS revisou para baixo os valores considerados normais: de 20 milhões/ml na concentração para 15 milhões/ml; de 50% de espermatozoides móveis no sêmen para 40%. Outros índices tidos como normais no exame são: mais de 60% de espermatozoides vivos e mais de 4% de formas normais nos gametas.
Há alguns indícios sobre quais são os motivos da queda da qualidade do esperma humano, como tabagismo, poluição, estresse e obesidade.
Para combater o problema, dieta balanceada e exercício físico são algumas das recomendações. O balanço hormonal, afetado por substâncias químicas, também pode contribuir, segundo equipe de pesquisadores do estudo francês. Além disso, antioxidantes, como vitaminas C, E e ácido fólico, podem aumentar a fertilidade.
Fonte: O Globo

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Cientistas criam camisinha feminina mais confortável e eficaz


A camisinha feminina está longe de ser o método de prevenção e contracepção mais utilizado. Mas esse cenário pode mudar – cientistas da Universidade de Washington desenvolveram uma nova camisinha feminina que, além de ser fina e conter propriedades espermicidas, se dissolve dentro do corpo da mulher após o uso, liberando drogas que previnem DSTs.
Elas são feitas de um nanotecido produzido através de um processo chamado ‘electrospinning’, que forma fibras prendendo líquidos em campos elétricos. Seria fácil controlar a força das fibras, sua solubilidade e forma, além de ser possível inserir medicamentos dentro da fórmula. E o uso seria como o de um anel vaginal.
Apesar do preço da invenção ainda não ser estimado, os seus criadores afirmam que ela seria extremamente barata.
Mulher – você usaria uma camisinha que se dissolve em seu interior? Deixe sua opinião nos comentários.
Via Gizmodo

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tudo sobre Hiperêmese gravídica


O que é Hiperêmese gravídica?

Hiperênese gravídica tem relação com hormônio HCG
Por conta das alterações hormonais, a maioria das grávidas apresenta um quadro de êmese gravídica, ou seja, vômitos durante a gravidez. Essa é uma alteração fisiológica natural da gestante, que pode ser controlada com uma alimentação saudável e fracionada. Já a hiperêmese gravídica é o excesso de náuseas e vômitos durante a gestação, impedindo a gestante de comer adequadamente e atrapalhando a rotina. Tanto a ênese quanto a hiperêmese gravídica são mais comuns no primeiro trimestre de gestação, mas dependendo da gravidade podem durar até 20 semanas. Até um 1,5% da população pode sofrer com a doença.

Causas

Tanto a êmese quanto a hiperêmese são causadas pelo hormônio HCG, que é produzido pela placenta durante a gestação, causando os vômitos. Por conta disso, é comum mulheres com altos níveis desse hormônio serem mais suscetíveis à hiperêmese, assim como grávidas de gêmeos, pois a placenta é maior e portanto produz mais hormônios. No entanto, pode ser que a uma gestante com níveis normais de HCG sofra hiperêmese, assim com uma grávida com altos níveis do hormônio não sofra - essa não é uma relação direta. Ela também é comumente relacionada com mulheres que sofrem de algum distúrbio psicológico, como depressão ou gravidez indesejada, mas não existem estudos que comprovem essa relação.

Sintomas de Hiperêmese gravídica

A grávida vomita tudo o que come, apresenta ganho de peso abaixo dos sete quilos ou emagrecimento, boca seca e tem uma constante sensação de fraqueza e mal-estar. A gestante também não percebe melhora no quadro nem mesmo com uso de medicamentos regulares para enjoo.

Buscando ajuda médica

Se a grávida perceber que os vômitos não passam, o melhor a fazer é procurar um médico obstetra, de preferência aquele que está acompanhando a gestação desde o início nas avaliações de pré-natal. Ele fará uma análise clínica do quadro e um exame de sangue, para entender a gravidade do problema e se houve um desequilíbrio eletrolítico (perda excessiva de sódio, potássio, cloro e outros minerais), comum em casos de desidratação. É possível que o médico também faça outros exames para descartar a possibilidade de outras doenças que têm o vômito como sintoma, como problemas na vesícula e até mesmo câncer. Tudo dependerá do histórico médico da gestante.

Tratamento de Hiperêmese gravídica

Pelo fato de a gestante não conseguir se alimentar por via oral sem vomitar, a recomendação é interná-la para que receba soro na veia e faça um jejum absoluto com acompanhamento médico. A medicação administrada por via venosa é a mesma usada para combater as náuseas da quimioterapia.

Complicações possíveis

Equilíbrio hidroeletrolítico e desidratação para a gestante, que podem acarretar em baixo peso e nascimento de bebê prematuro.

Prevenção

Não existem orientações específicas para prevenir a hiperêmese gravídica. No pré-natal, normalmente o obstetra recomenda uma dieta fracionada, evitando grandes porções e longos períodos em jejum, deixando de lado alimentos muito gordurosos e condimentados.

Fonte: Minha Vida

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O que é herpes?


É uma doença de pele bastante comum provocada pelo Herpes Simplex Vírus (HSV). Ele se divide em dois tipos, 1 e 2, passando de pessoa para pessoa pelo contato físico. O HSV-1 geralmente se manifesta em feridas no rosto e na região labial. Já o HSV-2 é mais comum nas áreas genitais. Como o herpes não tem cura, quem tem a doença do tipo 2 precisa sempre usar preservativos nas relações sexuais para evitar transmitir a doença para outras pessoas. "Uma vez contraído, o vírus permanece latente (sem se manifestar) por toda a vida do indivíduo", afirma o virologista Antônio Carlos Misiara, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Esporadicamente, porém, o HSV volta a dar as caras, criando outras feridas que duram, em média, uma semana para desaparecer. Com a aplicação de medicamentos adequados, que aceleram o processo de cicatrização, esses novos períodos de manifestação da doença podem cair para três dias. Existe um outro vírus, chamado Varicela Zoster, que é uma espécie de parente do HSV.
Ele causa uma doença popularmente conhecida como catapora. Apesar de ter estrutura genética semelhante à do Herpes Simplex, ele se diferencia pela forma de contágio e pela maneira como se manifesta. O Zoster é contraído pelo ar (e não apenas por contato físico), espalha-se pela corrente sanguínea e provoca feridinhas no corpo todo. A catapora só se manifesta uma vez, mas o vírus também fica escondido no organismo da pessoa. Uma forte queda no sistema imunológico (que combate as doenças) pode reativá-lo. Porém, essa segunda manifestação não é mais em forma de catapora e sim de uma doença chamada de herpes-zoster, que tem conseqüências mais graves que o herpes dos tipos 1 e 2. Ela ataca os nervos sensitivos do corpo, causando feridas na pele que acompanham a extensão desses nervos e provocando fortes dores.
Esconde-escondeO vírus da doença se aloja no organismo e só aparece de tempos em tempos
1. O Herpes Simplex Vírus (HSV), seja do tipo 1 ou 2, é transmitido pelo contato entre as mucosas das pessoas, como na boca ou na genitália. Ele causa feridas na pele por cerca de sete dias
2. Em seguida, as feridas desaparecem, mas isso não quer dizer que o vírus foi embora. Ele simplesmente penetra nas células de alguns nervos sensitivos da região afetada
3. O vírus, então, percorre todo o nervo sensitivo até chegar a um gânglio, uma pequena massa de células formada no trajeto desse nervo. Lá, o HSV fica escondido por um tempo indeterminado, sem que a pessoa manifeste a doença
4. Uma queda no sistema imunológico ou um alto nível de estresse (físico ou emocional) podem reativar o vírus. Nesse caso, o HSV sai do gânglio onde estava alojado e percorre o caminho de volta, subindo pelo nervo até chegar à pele, onde provoca feridas novamente

sábado, 10 de novembro de 2012

Uma a cada três mulheres fica deprimida depois do sexo


A vida anda assim tão triste, leitoras? Na Austrália parece que sim. Por lá, pesquisadores daUniversidade de Tecnologia de Queensland perguntaram a 200 mulheres sobre a vida sexual. E 33% disseram que se sentiam deprimidas, ansiosas ou irritadas após o sexo. Os pesquisadores não sabem explicar a razão de tanta tristeza. Afinal, depois do sexo, o corpo libera uma quantidade extra de substâncias químicas ligadas à sensação de prazer, comoserotonina e endorfina. “Em condições normais, a fase final do sexo, logo depois do fim da relação, gera uma sensação de bem-estar, junto com um relaxamento físico e psicológico”, conta Robert Schweitzer, autor da pesquisa.

Mas isso não tem nada a ver com falta de amor ou carinho. Muito menos com o desempenho do parceiro. Na verdade, essa deprê é doença e tem nome: disforia pós-coito. Embora não saibam as causas da doença, os pesquisadores suspeitam que seja uma disposição biológica de algumas mulheres.
Pois é, o negócio é sério… Só torço para que o índice de tristeza pós-sexo por aqui seja menor.
Crédito da foto: flickr.com/otsebmi

Um em cada cinco homens com problemas sexuais se automedica, diz estudo

O Viagra é um dos medicamentos consumidos pelos homens a fim de tratar disfunção erétil (Foto: SXC)
"Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica", afirma médico do Centro de Referência em Saúde do Homem. Um em cada 5 pacientes de 20 a 35 anos que apresentam problemas sexuais já se automedicou com algum tipo de estimulante, seja remédios, como Viagra, ou fitoterápicos, como Ginkgo biloba e ginseng. Esse é o resultado de uma pesquisa feita pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Na hora da consulta, as explicações que mais ocorrem são a curiosidade, a vontade de aprimorar o desempenho sexual e o receio de falhar no momento da relação. No entanto, os comprimidos não apresentam resultados para grande parte dos homens, segundo Joaquim Claro, médico-chefe do serviço de urologia do hospital.
Joaquim lembra que esses remédios podem desencadear dores de cabeça e musculares, diarreia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos, até cegueira. Em associação com outros medicamentos, podem causar ainda hipertensão e enfarte. Por isso, somente um especialista pode diagnosticar a necessidade de uso e, ainda, o melhor método.“A medicação não é instantânea e muito menos mágica como acreditam os pacientes. Se o indivíduo já é saudável, o pênis dele não vai ficar ainda mais rígido após o consumo. Portanto, não vai haver mudança no desempenho”, afirma o médico.
“Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica. O homem passa a supervalorizar a droga e liga o seu próprio desempenho sexual ao uso do remédio", diz. Esta atitude gera um grau elevado de ansiedade e o paciente fica com medo de não ter mais relações satisfatórias se não contar com a ajuda medicamentosa."
Segundo Claro, a prática de atividade física é uma maneira saudável e eficaz de melhorar a atuação na hora do sexo. Os exercícios contribuem com o condicionamento físico, melhoram a circulação sanguínea e aumentam resistência trabalhando as regiões do peito, ombros, braços e pernas, além de elevar a autoestima.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O risco da garganta profunda

Transmitida por sexo oral e resistente aos antibióticos, uma nova forma de gonorreia de faringe está se tornando epidêmica.
A Organização Mundial de Saúde estima entre 700 mil e 1 milhão de brasileiros infectados com gonorreia. Nos Estados Unidos, ela é a segunda doença contagiosa mais comum. Causada pela bactéria gonococo, a gonorreia é transmitida principalmente pelo ato sexual. São raros os casos de contaminação por artigos de higiene íntima ou vasos sanitários. O que pouca gente sabe – ou o que muita gente subestima – é o risco de ser contaminado pelo sexo oral. Nessa prática sexual, seja por aversão ao gosto do látex ou pela diminuição da sensibilidade, as pessoas costumam ignorar a camisinha. Isso para não falar do prazer feminino: você conhece alguém com o hábito de cobrir a vagina com papel celofane ou plástico de embalar alimentos para evitar o contato direto com a língua? Pois é.
Mas o risco existe – e tem se tornado cada vez mais alto, por causa dos novos hábitos sexuais disseminados pela pornografia disponível na internet. As exibições de cenas explícitas de sexo oral do tipo “garganta profunda”, realizadas por profissionais, parecem estar estimulando os jovens a fazer o mesmo com os seus diversos parceiros – com péssimos resultados. Em Los Angeles, segundo reportagem publicada na revista Newsweek, os casos de gonorreia de faringe aumentaram desde 1988 sete vezes em relação aos de órgãos genitais. “Apesar de as pessoas acharem que sem penetração é seguro, o risco de contaminação pela boca existe”, diz a médica Mariângela Freitas da Silveira, presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Uma pesquisa americana publicada em 2004 revelou que 82% dos adultos sexualmente ativos nunca usaram preservativo no sexo oral. “Não dá para ser hipócrita: é muito desagradável mesmo”, afirma o ginecologista Paulo Canella, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Por esse motivo, cresceu o número de infectados pela garganta.
A outra novidade, igualmente negativa, é que bactéria que migrou para a garganta já não é uma bactéria comum. Ela resiste a boa parte dos antibióticos disponíveis. Até a década de 1980, a gonorreia era curada com penicilina. Num rápido processo de evolução, a bactéria tornou-se resistente a esse tipo de medicamento. Os médicos começaram a usar a quinolona, uma nova classe dos antibióticos. Recentemente, dados epidemiológicos mostraram que também esse antibiótico não faz mais efeito em regiões da Ásia e da Europa. “No Brasil, a resistência da bactéria ainda é baixa”, afirma o infectologista Max Igor Lopes. “Mas estamos vivendo uma epidemia global de doenças sexualmente transmissíveis e nada impede que tenhamos esse problema aqui em breve”. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 10 milhões de brasileiros tiveram alguma DST ao longo da vida sexual.
Sabe-se que os homens têm menos chance de serem contaminados no sexo oral. Isso porque a bactéria não gosta de colonizar a parte mais externa da boca (gengiva, língua ou bochecha), uma vez que a saliva tem enzimas que destroem a gonococo. Já as mulheres convivem com um perigo muito maior ao levar a extremidade do pênis até o fundo da boca – ou mesmo até a garganta. O infectologista Max Igor Lopes, do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que a parte posterior da boca, quente é úmida, é o ambiente propício para a bactéria. “Cerca de 20% das pessoas infectadas têm gonorreia na faringe”, diz Lopes. Os sintomas são de uma inflamação normal – dor, vermelhidão e pus na garganta. Na maioria das vezes, o paciente nem desconfia da doença e é tratado com uma faringite corriqueira. Assim, continua contaminado e transmitindo a bactéria. Diagnosticada, é preciso tratar também os parceiros sexuais com uma dose única de antibiótico. 

sábado, 13 de outubro de 2012

Estudo comprova relação direta entre obesidade e fraco desempenho sexual


Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O aumento vertiginoso do consumo de medicamentos para a disfunção erétil está diretamente ligado ao aumento da obesidade no mundo. O excesso de peso reduz a libido e prejudica diretamente o desempenho sexual.
No Brasil, pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), envolvendo cinco mil homens, mostra que 51% dos brasileiros estão acima ou muito acima do peso e que 37% deles admitem o uso de remédio para ereção. No Rio de Janeiro este percentual chega a 60%.
Na avaliação do coordenador do Grupo Longevidade Saudável no Rio de Janeiro, o geriatra e endocrinologista, Jorge Jamili, não há dúvida de que o aumento de casos de disfunção erétil está relacionado ao aumento da obesidade entre os brasileiros.
Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista explicou que as alterações hormonais provocadas pela obesidade comprometem o equilíbrio do corpo humano. Levam a desajustes fisiológicos que podem afetar todos os órgãos e sistemas e, em consequência, a saúde e a qualidade de vida.
'O tecido adiposo hipertrofiado dos obesos produz uma excessiva quantidade da substância conhecida como leptina, que tem por finalidade sinalizar ao cérebro a saciedade produzida pelo alimento.
Esta substância também estimula os hormônios sexuais na glândula hipófise, FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e LH (Hormônio Luteinizante), responsáveis por comandar as células dos testículos para produzirem espermatozoides e testosterona, respectivamente'.
Segundo ele, a leptina exerce 'ação direta sobre as células de leydig, localizadas nos testículos, onde produzem a testosterona, e as células sertoly, responsáveis pela produção de espermatozoides'.
Jamili explica que quando uma pessoa engorda ocorre o desequilíbrio do hormônio insulina e do seu contra-regulador glucagon, o que faz com que a produção de insulina seja cada vez maior em decorrência da resistência que o corpo desenvolve a esse hormônio.
'Os efeitos são devastadores e podem levar, caso fora de controle, ao aumento da obesidade. Causam processos inflamatórios, além de servir como a base da síndrome metabólica, que é, de longe, a maior causa de mortes no mundo atual'.
Para melhorar os níveis hormonais, o especialista diz que a saída não é repor a testosterona, sobretudo em homens mais jovens, e muito menos utilizar medicamentos para disfunção erétil.
'O que devemos fazer é evitar ou reverter a resistência leptínica, ou seja, emagrecer, para que os receptores de insulina respondam ao seu comando', recomenda.
Jamili diz que é preciso ter consciência de que, do ponto de vista do interesse do homem pela mulher, é preciso separar a questão relativa ao desempenho sexual decorrente da presença satisfatória da libido e da ereção propriamente dita.
'No caso do obeso, sob os dois pontos de vista, o desempenho sexual fica comprometido: Tanto o desejo sexual como o desempenho mesmo - este diretamente ligado à ereção'.
E é, segundo ele, neste ponto que reside o problema: 'A utilização de medicamentos como o Viagra e similares promove a ereção, mas não melhora a libido.
O ideal é procurar fazer a correção hormonal, eliminando o desequilíbrio, o que levará à melhora dos dois aspectos: tanto da ereção como da líbido - uma vez que a obesidade compromete diretamente os eixos hormonais, sobretudo a testosterona que é o hormônio masculino'.
Jamili relata que os adipócitos hipertrofiados do obeso produzem maior quantidade da enzima aromatase, que é responsável pela conversão de testosterona em estradiol (hormônio feminino).
A pouca testosterona produzida, devido à inibição da resistência leptínica, é convertida em hormônio feminino. 'Se a pouca testosterona tem um efeito devastador no corpo e mente do homem, o excesso de hormônio feminino agrava muito mais o quadro clínico', enfatiza.
O endocrinologista chama a atenção para o fato de que a queda da testosterona produz efeitos devastadores não apenas no interesse e desempenho sexual, mas também na saúde e qualidade de vida dos homens.
'A testosterona é o hormônio que impulsiona o homem a concretizar suas metas. Sua redução no organismo está relacionada com depressão, queda do desempenho físico, falta de foco mental, diminuição do entusiasmo, sarcopenia (perda de massa magra), queda da resistência a doenças e de entusiasmo pela vida. Na realidade, ocorre aceleração do envelhecimento do corpo, da mente e da alma', alerta.
Ele dá ênfase ao entendimento de que a obesidade é considerada 'uma pandemia que afeta e mata indistintamente pobres e ricos, desencadeando uma série de outras doenças crônicas e generativas'.
Jorge Jamili defende a necessidade de se quebrar a lógica perversa decorrente da conjunção entre a má alimentação e o sedentarismo cada vez maior, decorrente do processo de industrialização crescente no mundo.
Para ele, isto será possível a partir de um equilíbrio alimentar conjugado com a prática crescente de atividades físicas. 'E este é um problema que afeta as pessoas cada vez mais cedo, em idade cada vez menores. Nunca a medicina verificou crianças com histórico de colesterol alto e com diabete. É um fenômeno atual e que não vem obtendo da mídia (que, na sua opinião, deveria fazer campanhas de esclarecimentos sobre o problema) a atenção que merece e que deveria ter'.
Edição Beto Coura
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