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sábado, 3 de agosto de 2013

Aprenda a controlar seu apetite em oito passos

Reduzir o consumo de açúcares e gorduras é a principal mudança.
Em um contexto que engloba a correria do dia a dia e o aumento das ofertas de inúmeras tentações culinárias, fazer dieta realmente não é uma tarefa das mais fáceis - é preciso muita força de vontade.
A loucura da vida moderna nos suga todo o tempo livre e a comida fácil, rápida ou pronta como as redes de fast-food, ricas em gordura,sal e açúcares, ganha mais espaço nas prateleiras de supermercados, fachadas de lojas e deliverys, sempre pronta para nos fazer ganhar mais tempo com sua rapidez e praticidade. Isso sem falar nas propagandas com imagens deliciosas e altamente tentadoras que nos fazem, quase sem querer, sair do sofá para um rápido ataque à geladeira. Pensamos em comida quase o tempo todo - é um estímulo atrás do outro, e que nos faz comer cada vez mais e com pior qualidade, tornando-nos propensos ao sobrepeso, obesidade e desenvolvimento de doenças ligadas à má alimentação, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, entre outros.

Mas comida vicia?

Diversos estudos vêm constatando a perigosa relação do açúcar, sal e gorduras no aumento da produção de hormônios que causam a sensação de bem estar, como a dopamina e a serotonina, neurotransmissores que aumentam a fome. Em um ciclo vicioso, a sensação de bem estar que alimentos ricos em açúcar, sal e gordura proporcionam é de pouca duração e para mantê-la é necessário recorrer cada vez mais às guloseimas e em doses cada vez maiores. Não é à toa que esses ingredientes são a base da comida fast-food.
Com os alimentos ricos em açúcar, a sensação de satisfação vai se desfazendo na medida em que a insulina, substância produzida pelo pâncreas, vai saindo de cena, e quanto mais a insulina cai mais o corpo pede por ela, aumentando assim as estatísticas do aumento de diabetes, principalmente entre crianças e adultos com obesidade.
Hoje a recomendação dada para o açúcar refinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a de no máximo 10% do total das calorias ingeridas diariamente. Ou seja, se sua dieta for de 2000 calorias, sua ingesta deverá ser de até 200 calorias, o que dá um pouco menos de 2 colheres (sopa) de açúcar refinado ao dia. O que poucos seguem.
Saber como controlar a fome é imprescindível para que você emagreça
O correto é trocar o açúcar refinado, cheio de calorias vazias, pelo açúcar mascavo, repleto de nutrientes importantes, como selênio, vitaminas do grupo B e zinco. Lembrando, porém, que esse açúcar tem calorias e não devemos exagerar nas quantidades. Para pessoas que tem diabetes ou obesidade, o mais indicado é o uso de adoçantes em substituição ao açúcar branco.

E a gordura?

Dizem que o limite entre o prazer e o vício é a perda de controle sobre a quantidade que se vai ingerir. Mas a grande dúvida é: comemos mais do que o necessário porque somos esfomeados ou somos esfomeados porque os alimentos ricos em açúcar e gorduras nos fazem comer mais? Todos sabemos que a gordura aumenta o sabor da comida, portanto é necessário não se tornar refém desse sabor.
A gordura executa um papel importante para o desenvolvimento e manutenção do nosso corpo e devem estar inseridas em nossa alimentação diária, mas é necessário escolher sempre boas fontes e evitar o excesso de gordura saturada, que está presente nas carnes, queijos e frituras. Gordura saturada em excesso aumenta o colesterol ruim, elevando o risco de doenças cardíacas.
Assim, algumas pessoas ao se darem conta que estão engordando resolvem iniciar dietas que prometem milagres sem ter que alterar muito seus hábitos alimentares, cortando de maneira aleatória grupos alimentares importantes para manter sua energia, saúde e imunidade em dia. Dietas malucas ou muito restritivas, como passar horas sem se alimentar, podem até trazer resultados rápidos, mas com certeza não serão duradouros, é muito complicado e difícil manter uma dieta aonde grupos inteiros devem ser cortados e a volta ao peso anterior se dará de forma rápida, o famoso efeito sanfona. Ter uma alimentação equilibrada e de bom senso, sem cortes radicais pode ser a melhor forma de você conseguir atingir seus objetivos, perder o peso em excesso sem comprometer sua saúde. 

Como controlar seu apetite em oito passos

No corre corre diário é comum para algumas pessoas pular o café da manhã ou almoçar muito pouco, não se alimentando de maneira correta - e com isso, invariavelmente à noite sua fome estará incontrolável, e beliscar até a próxima refeição acabará sendo inevitável.
Saber como controlar a fome é imprescindível para que você emagreça, e alimentar-se a cada três horas é o primeiro passo para não correr o risco de se descontrolar e atacar tudo o que vier pela frente quando a fome chegar. Inverta de forma gradativa esse quadro, comece o dia com um café da manhã reforçado e vá diminuindo as quantidades do que você come no decorrer do dia.
  • Invista em atividade física, ela é fundamental para sua saúde e qualidade de vida. Ela ajudará você a emagrecer e se manter magro
  • Mantenha uma alimentação balanceada, com todos os grupos alimentares, proteínas, gorduras boas e carboidratos de baixo índice glicêmico. Mudanças de estilo de vida são muito eficazes no tratamento de emagrecimento
  • Aposte em alimentos termogênicos, capazes de aumentar o gasto calórico do organismo. Nessa lista, você encontra pimenta, chá verde, gengibre e outros
  • Faça check-ups periódicos, pois seu corpo precisa estar em equilíbrio para que você possa emagrecer sem riscos, e só fazendo os exames médicos da parte clínica, nutricional e hormonal você poderá detectar os entraves metabólicos que emperram a perda de peso
  • Aumente a ingestão de fibras, que além de melhorar o trato intestinal aumenta a sensação de saciedade
  • Use medicamentos quando necessário, como no caso da obesidade, que é uma doença de causa multifatorial e complexa, que em muitos casos necessita ser tratada com diversas estratégias, inclusive com o uso de medicamentos, que devem ser usados de maneira criteriosa e após avaliação detalhada do histórico do paciente
  • Diminua o estresse, pois estudos demonstram que o ganho de peso e os níveis de cortisol (conhecido como hormônio do estresse) estão intimamente ligados, ou seja, quanto maior o estresse, maior é o nível do cortisol e maior é a facilidade com que o indivíduo ganha peso. A má alimentação e sedentarismo fazem parte do círculo vicioso em que o indivíduo está inserido e para interromper este ciclo é necessário a adoção de hábitos e atividades que melhorem a qualidade de vida, como atividades ao ar livre, caminhadas e atividades lúdicas
  • Diminua o consumo de açúcares e gorduras, pelos motivos descritos acima na matéria e segundo a Associação de Neurociências do Canadá, existem pessoas que são mais vulneráveis a se viciarem em alimentos pouco saudáveis, como os ricos em açúcares e gorduras, portanto evite-os!

    Fonte: Minha Vida

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Por que as bebidas alcoólicas causam ressaca?


Porque o álcool se espalha por várias partes do corpo, via corrente sanguínea, causando uma bagunça generalizada no dia seguinte à bebedeira. Embora a ressaca ataque mais forte quanto mais se bebe, nem todo mundo sente os mesmos sintomas na mesma intensidade - estudos do Centro de Pesquisas Ernest Gallo, na Califórnia, sugerem até que haja um gene capaz de determinar a resistência das pessoas ao álcool. Dentre as receitas populares para evitar ou remediar a ressaca, o único consenso entre médicos e pesquisadores é o de que tomar muita água antes, durante e depois de beber evita a desidratação, um dos piores sintomas da ressaca. O_o
DESCE MACIO E DESANIMA
Sintomas da ressaca se manifestam dos rins à cabeça
BARRIGA D'ÁGUA
Quando o álcool é absorvido pelas células da parede intestinal, acaba atrapalhando a absorção de água. O resultado é que as fezes ficam diluídas, provocando uma baita diarreia. Como a água passa direto pelo intestino, o organismo perde muito líquido e fica desidratado
ATÉ CAIR
Região atacada pelo álcool, o cerebelo é a parte do cérebro responsável pela coordenação motora. Os efeitos mais comuns dessa desregulagem são as mãos trêmulas no dia seguinte. Em casos extremos, pode rolar desequilíbrio e quedas, além de tremor por todo o corpo
TANTAS EMOÇÕES
Ansiedade e depressão podem ser estimuladas pela falta de bebida. Funciona mais ou menos assim: primeiro, o álcool excita neurotransmissores no sistema límbico. Quando o cérebro sente falta da bebida, porém, acentua reações emocionais que a pessoa manteria sob controle em condições normais
LUZ ALTA
Neurotransmissores que captam estímulos como luminosidade e sons são inibidos pelo álcool. Quando o efeito passa, porém, ficam superestimulados, e qualquer barulho ou luz os sobrecarrega. Além disso, as pupilas, dilatadas, não regulam a entrada de luz
BOTA FORA
O álcool estimula a produção exagerada de suco gástrico, irritando as paredes do estômago - daí para o vômito é questão de pouco tempo. Quando o que entrou sai pela boca, irrita o esôfago pelo caminho. Embora não funcione, muita gente força o vômito para tentar eliminar o álcool ingerido
DOA A QUEM DOER
A pressão aumenta para bombear o sangue mais grosso pela desidratação. Artérias dobram de espessura e causam a dor em quem sofre de enxaqueca. A dor também pode vir por outro motivo: irrigados pela alta pressão, os músculos ao redor do crânio o comprimem
MOLE, MOLE
A fadiga da manhã seguinte é causada, em parte, porque durante a bebedeira o álcool inibe um estimulante natural do organismo: a glutamina. Quando o efeito do álcool diminui, o corpo produz muita glutamina para compensar. Isso agita o cérebro e impede que o sono seja profundo e reparador
NA SECA
O álcool tem função diurética, ou seja, estimula a expulsão de água do corpo, via urina, mesmo que haja pouca água no sangue. Isso ocorre porque ele inibe a ação do hormônio ADH, antidiurético que regula o nível de água na corrente sanguínea. Taí a origem da desidratação
25% do álcool ingerido é absorvido rapidamente pelo estômago. O restante segue para o intestino, onde será capturado em até uma hora
Embora não seja aconselhável beber de estômago vazio, nada comprova que "forrar" o estômago com azeite e outras gorduras diminui a absorção de álcool ou evita a ressaca.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O que são gorduras saturadas, insaturadas e gordura trans?


GORDURA INSATURADA
O que é - Existente principalmente em vegetais, ela é líquida em temperatura ambiente. Há a monoinsaturada (com apenas uma ligação dupla de carbono) e a poliinsaturada (com mais de uma ligação dupla de carbono)
Onde é encontrada? - Azeite de oliva, óleo de canola e de milho, amêndoa, castanha-do-pará, abacate, semente de linhaça, truta e salmão
Consumo máximo por dia* - 44 gramas
Efeitos no corpo - Ajuda a reduzir o colesterol ruim, o triglicérides (tipo de gordura que, em níveis elevados, pode causar doenças coronarianas) e a pressão arterial
Ligação química - Faltam alguns átomos de hidrogênio em sua molécula e, por isso, ocorre uma ligação dupla entre os carbonos.
GORDURA SATURADA
O que é - Um tipo de gordura encontrado principalmente em produtos de origem animal e que, em temperatura ambiente, apresenta-se em estado sólido
Onde é encontrada? - Carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves), leite e derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê
Consumo máximo por dia* - 20 gramas
Efeitos no corpo - Aumenta o colesterol ruim (LDL), que se deposita nas artérias, elevando o risco de problemas no coração
Ligação química - Cada átomo de carbono mantém uma ligação simples com outro carbono e está ligado a dois átomos de hidrogênio
GORDURA TRANS
O que é - Um tipo de gordura formada por um processo químico (hidrogenação), no qual óleos vegetais líquidos são transformados em ácido graxo trans, uma gordura sólida
Onde é encontrada? - Margarina, biscoitos, batatas fritas, sorvete e salgadinhos de pacote
Consumo máximo por dia* - 2 gramas
Efeitos no corpo - Não faz nada bem à saúde: aumenta o colesterol ruim e, ao mesmo tempo, reduz o bom
Ligação química - Similar à da gordura saturada, mas os átomos de hidrogênio estão dispostos transversalmente (na diagonal), e não em paralelo, como ocorre com os ácidos graxos encontrados na natureza. Daí vem o nome "trans"
CONSUMA COM MODERAção
Apesar da fama de feias e más, as gorduras são importantes para nosso corpo. Elas são fontes de energia, fornecendo 9 calorias por grama, e têm boas doses de vitaminas e ácidos graxos essenciais, responsáveis por manter as paredes das células funcionando em boas condições. Para saber o tipo e a quantidade de gordura de um alimento, fique de olho na tabela de informação nutricional que vem no rótulo da embalagem. Mas não abuse: na média, nosso consumo diário de gordura não deve ultrapassar 30% da ingestão calórica total.
* NUMA DIETA DE 2 000 CALORIAS DIÁRIAS
CONSULTORIA: Renato Grimaldi, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp

sábado, 8 de dezembro de 2012

O que você diz influencia seu emagrecimento

Cuidado com o que diz! (Foto: iStock)

O jornal norte-americano Journal of Consumer Research revelou um estudo que, no mínimo, deu o que pensar sobre o quão apenas a alimentação influencia o emagrecimento: 80% das mulheres se mantêm firmes na dieta e alcançam os resultados desejados ao recusarem as tentações gastronômicas com “Não vou comer isso”, enquanto apenas 10% conseguem o mesmo usando a frase “Não posso comer isso”, que é muito parecida, mas não quer dizer a mesma coisa. 

Enquanto pensar (e dizer)  “não vou” significa uma resolução, uma detrminação; o “não posso” significa uma privação contra a própria vontade, um sacrifício. Esse sentimento sujeita a mulher ao desejo ardente de devorar o alimento, segundo explicou a autora do estudo, Vanessa Patrick, da Universidade de Houston, nos EUA. 

A diferença, na realidade, está em como a pessoa se posiciona e se sente frente à dieta: uma decisão que irá alterar seu futuro de forma positiva ou uma limitação infeliz, algo do qual você está relutantemente abrindo mão?  São essas pequenas atitudes e pensamentos que podem determinar o fracasso ou o sucesso da sua dieta.

Fonte: Yahoo Mulher

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Tire suas dúvidas sobre o câncer colorretal

ESCRITO POR: Artur Malzyner - Oncologia

Alimentação correta e estilo de vida saudável ajudam a prevenir a doença. O câncer colorretal é um tumor que nasce das células que revestem o intestino grosso. No início, ele é caracterizado por pequenos nódulos benignos, chamados de pólipos. Mas no decorrer de alguns anos, esses pequenos nós podem sofrer transformações, tornando-se malignos.


Alimentação

Fatores relacionados ao estilo de vida parecem desempenhar importante papel na origem deste tumor. A alimentação é um dos fatores primordiais. Os alimentos associados ao aumento de risco de desenvolver câncer intestinal são os defumados, como, por exemplo, lombinho e peito de peru; os embutidos, como salsichas e outros frios; além da carne vermelha e do churrasco, gorduras saturadas de origem animal. O consumo excessivo de álcool é também um fator de risco. 
 Por outro lado, alguns alimentos são conhecidos como protetores contra o câncer intestinal. São eles: frutas, verduras, legumes e grãos, ricos em fibras, cálcio e ácido fólico além de outros elementos que favorecem a saúde do intestino. A atividade física rotineira e a manutenção do peso saudável também são medidas de reconhecido valor contra o câncer colo-retal.

Diagnóstico

 Os fatores que podem estar associados ao desenvolvimento de tumores intestinais são: o envelhecimento, a existência de câncer intestinal entre familiares e a presença de outras doenças intestinais.
"Os fatores que podem estar associados ao desenvolvimento de tumores intestinais são: o envelhecimento, a existência de câncer intestinal entre familiares e a presença de outras doenças intestinais"
 Além da prevenção, o diagnóstico precoce é também capaz de evitar as consequências fatais do câncer intestinal. Este é exatamente o papel dos exames. É indicada a colonoscopia - introdução de uma câmera de televisão para examinar todo o intestino grosso e detectar pólipos, tumores ou outras moléstias em uma fase precoce de sua evolução, em que o paciente ainda está sem sintomas. Diagnosticado nestas condições, a remoção dos pólipos ou a retirada cirúrgica de um câncer já estabelecido tem grandes chances de cura.
 A colonoscopia está indicada em pessoas com idade de 50 anos ou mais. Deve ser repetida, se não constar alterações, em espaços de tempo de até dez anos. Recomenda-se colonoscopia em pessoas mais jovens no caso de histórico familiar de câncer ou polipose, bem como com antecedentes de outras moléstias inflamatórias, como, por exemplo, doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.
 A pesquisa de sangue oculto, ainda que controverso - dadas as dificuldades associadas ao método e pela menor sensibilidade que tem relação à colonoscopia - pode também ser um exame útil no diagnóstico precoce do câncer intestinal.
 Portanto, boa alimentação, vida saudável, bem como a realização periódica dos exames para diagnóstico precoce, tendem a reduzir dramaticamente a mortalidade pelo câncer intestinal.
Fonte: Minha Vida

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Como deixar de ser sedentário?


Marcio Atalla é professor de educação física e consultor do quadro "Medida certa", doFantástico da Globo. Envie sua perguntas pelo site www.epoca.com.br ou pelo e-mail marcio.atalla@edglobo.com.br (Foto: Reprodução)
Tenho 33 anos e fumo há 17. Comecei a frequentar uma academia com autorização médica. Conforme fazia os exercícios, sentia falta de ar. Tive uma forte palpitação e fui parar no médico. Não tenho problemas no coração, mas, desde então, fiquei com medo de fazer esporte. Quero parar de fumar. O que faço? – Carolina Baylac, Rio de Janeiro, RJ
Se seu médico acompanha seu treino, você não deve ter medo. Sentir cansaço extremo e até falta de ar é normal para qualquer pessoa que começa a malhar, independentemente de ser ou não fumante. Para quem fuma, esses sintomas são mais intensos. Você deve, provavelmente, ter exigido demais de sua condição física. Fazer exercícios de forma regular é a maneira mais eficaz para parar de fumar. Você está no caminho certo. Peça auxílio a um professor para ajustar o nível de esforço de cada atividade. Não exagere para não desistir.

Cansei do sedentarismo. Quero me exercitar. Vou começar a caminhar, duas ou três vezes por semana. Essa periodicidade é razoável? – Rodrigo Pessanha, Rio de Janeiro, RJ
Rodrigo, a caminhada é uma das melhores maneiras de incorporar a atividade física de forma segura e confortável. Minhas dicas são: 1) comece com três vezes por semana; 2) marque o tempo e a distância que você percorre, para poder, aos poucos, aumentar o ritmo de sua caminhada; 3) escolha diferentes solos, como areia fofa, grama, terra, asfalto e ladeiras; 4) aos poucos, acrescente mais um ou dois dias na semana; 5) quando estiver confortável com a caminhada, incorpore exercícios de força, que podem ser feitos com ginástica, musculação ou pilates.

Como deve ser o treino para quem já tem preparo físico e quer começar a correr? Faço musculação há três anos e, mesmo assim, só consigo correr dois minutos e paro. – Dayse Ribeiro de Carvalho, Belo Horizonte, MG
A corrida é uma atividade de altíssimo rendimento, exige bastante do corpo. É normal não conseguir mantê-la por mais de alguns minutos. O corpo precisa se adaptar às reações bioquímicas que ela provoca. Elas nos fazem sentir um leve desconforto. No início, é importante alternar caminhada e corrida. Experimente caminhar por dez minutos para aquecer e depois alternar: dois minutos de corrida com quatro minutos de caminhada. É sempre bom variar a velocidade e a intensidade e fazer treinos alternados. 


sábado, 17 de novembro de 2012

Combinação de Cigarro e Café pela Manhã


Para muitas pessoas é um ritual cotidiano. Elas afirmam que o cigarro e o café de manhã "têm sabor de glória". No entanto, os efeitos de consumir cafeína e nicotina no início do dia, são muito diferentes do que se acredita.

Em algumas pessoas a dependência à cafeína é tão forte que, ao consumi-la, elas não obtêm um benefício real com a primeira xícara de café, mas voltam a seus níveis básicos de alerta, segundo um estudo da Universidade de Bristol (UB) no Reino Unido.

"Parte da excitação prazerosa causada pela cafeína, consumida no começo da manhã, poderia provir do leve aumento da ansiedade que provoca", assinalou Peter Rogers, do departamento de psicologia experimental da UB.

Quem fuma imediatamente ao se levantar mostra níveis mais altos de nicotina em relação aos que esperam até o café da manhã para acender um cigarro, correndo assim mais risco de câncer de pulmão, segundo um estudo da Universidade de Penn State (EUA).

"Não sei começar o dia sem tomar uma xícara de café. Ela ‘recarrega minhas pilhas’ de manhã e seu aroma já começa a meestimular. Me aviva e levanta o ânimo. É a primeira coisa que faço, e não poderia passar sem tomá-la", diz Luis, um bancário de meia idade.

Ester, uma jovem profissional da publicidade que mantém um intenso ritmo de vida durante o dia todo, dorme com seu maço de cigarros na mesinha de cabeceira e acende um pouco depois de o despertador tocar. "O cigarro me inicia, o corpo pede. Preciso dele para começar a funcionar", afirma.

Para muitas pessoas, fumar e tomar café de manhã são atos quase reflexos, que consideram estimulantes e necessários. No entanto, as pesquisas nem sempre aprovam os supostos efeitos destas substâncias.

Ao contrário do que se acredita, o primeiro café realmente não nos aviva tanto como percebemos. A dependência à cafeína é tão forte que seus consumidores não obtêm um benefício real com a primeira xícara de café, segundo um estudo britânico.

Ao pesquisar 379 adultos com um consumo nulo/leve ou médio/alto de cafeína e quem não a tomou durante 16 horas, os pesquisadores da Universidade de Bristol comprovaram que os “viciados em café” desenvolvem uma tolerância aos efeitos estimulantes da cafeína, por isso que a substância só os devolve a seus níveis básicos de alerta, mas não os eleva.

A primeira xícara

"Embora os consumidores frequentes se sintam despertados ao ingerir a cafeína de manhã, essa sensação na realidade consiste em uma inversão dos efeitos fatigantes da abstinência aguda", segundo os psicólogos.

Então, o verdadeiro estímulo que os consumidores de café percebem, chegaria com a segunda xícara da manhã? Os pesquisadores ainda não o averiguaram, mas o que se sabe é que "parte da prazerosa excitação causada pela cafeína, poderia provir do leve aumento da ansiedade que provoca", assinalou Peter Rogers, do departamento de psicologia experimental de Bristol e diretor da pesquisa.

De acordo com outro trabalho, o cigarro pela manhã é o mais nocivo de todos os fumados durante o dia. As pessoas que costumam fumar imediatamente ao se levantar mostram níveis mais altos de nicotina que quem espera até o café da manhã para acender um cigarro, de acordo com um estudo de cientistas da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos, que mediram os níveis de um subproduto nicotínico que reflete o risco de desenvolver um câncer pulmonar.

Por outro lado, as pessoas que costumam esperar para fumar meia hora depois de levantar mostram níveis mais baixos desta substância química denominada cotinina, independentemente do número de cigarros fumados.

"Quem fuma ao se levantar, uma conduta classificada como de alta dependência, deve usar estratégias mais intensivas que outros fumantes para deixar o hábito de forma sustentada ou permanente", assegurou o professor Joshua Muscat, que dirigiu o estudo.

Segundo os pesquisadores, o aumento do risco de câncer não se deve ao fato de consumir um cigarro na primeira meia hora do dia, mas sim porque este comportamento mostra que quem precisa fumar logo ao começar o dia apresenta uma forte dependência psicológica e física do tabaco e fuma mais cigarros.

sábado, 13 de outubro de 2012

Crianças abandonam tratamento contra obesidade pela metade

Fatores de risco aumentaram em um terço delas.
Um levantamento com pacientes do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia indicou que 40% das crianças obesas abandonaram o tratamento na metade. Para o diretor de Nutrição do instituto, Daniel Magnoni, o resultado indica as dificuldades de manter esses pacientes na rotina do tratamento.
— Manter o adulto já é muito difícil, porque nós temos envolvimento social, cultural, profissional. Na criança, não tem o profissional, mas é difícil fazer uma dieta adequada no dia a dia, com a merenda escolar completamente fora de controle e a possibilidade do fast food. A pesquisa avaliou 51 crianças e adolescentes que estavam em tratamento no instituto.
Estudo liga bisfenol a obesidade em crianças nos EUA
Sobrepeso e obesidade predispõem a doenças cardíacas
Entre as crianças que abandonaram o tratamento, os fatores de risco relacionados à obesidade aumentaram em um terço delas.
— Abandonar o tratamento pressupõe um risco muito grande de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, acidente vascular cerebral.
Para combater o aumento da taxa de obesidade verificada nos últimos anos, Magnoni defende a inclusão da educação nutricional no currículo escolar. A Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2009 (POF) indica que, na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros têm excesso de peso. Em 1970, o índice era 3,7%. Segundo o especialista, o aumento está relacionado às mudanças de hábito ocorridas ao longo dos anos.
— As crianças de hoje são muito presas em casa, não andam de bicicleta, nem jogam futebol. Temos também um aumento do consumo de alimentos muito calóricos, a facilidade do acesso a alimentos industrializados.
Maus hábitos dentro de casa ajudam a reforçar o problema, ressalta Magnoni.
—Grande parte das crianças é filho e neto de pacientes com doenças cardiovasculares, obesidade e hipertensão. Isso mostra a necessidade de você atuar combatendo a obesidade das crianças. “A criança é o melhor professor dos seus pais no estilo de vida saudável”, reforçando a importância da educação nutricional nas escolas.

Estudo comprova relação direta entre obesidade e fraco desempenho sexual


Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O aumento vertiginoso do consumo de medicamentos para a disfunção erétil está diretamente ligado ao aumento da obesidade no mundo. O excesso de peso reduz a libido e prejudica diretamente o desempenho sexual.
No Brasil, pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), envolvendo cinco mil homens, mostra que 51% dos brasileiros estão acima ou muito acima do peso e que 37% deles admitem o uso de remédio para ereção. No Rio de Janeiro este percentual chega a 60%.
Na avaliação do coordenador do Grupo Longevidade Saudável no Rio de Janeiro, o geriatra e endocrinologista, Jorge Jamili, não há dúvida de que o aumento de casos de disfunção erétil está relacionado ao aumento da obesidade entre os brasileiros.
Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista explicou que as alterações hormonais provocadas pela obesidade comprometem o equilíbrio do corpo humano. Levam a desajustes fisiológicos que podem afetar todos os órgãos e sistemas e, em consequência, a saúde e a qualidade de vida.
'O tecido adiposo hipertrofiado dos obesos produz uma excessiva quantidade da substância conhecida como leptina, que tem por finalidade sinalizar ao cérebro a saciedade produzida pelo alimento.
Esta substância também estimula os hormônios sexuais na glândula hipófise, FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e LH (Hormônio Luteinizante), responsáveis por comandar as células dos testículos para produzirem espermatozoides e testosterona, respectivamente'.
Segundo ele, a leptina exerce 'ação direta sobre as células de leydig, localizadas nos testículos, onde produzem a testosterona, e as células sertoly, responsáveis pela produção de espermatozoides'.
Jamili explica que quando uma pessoa engorda ocorre o desequilíbrio do hormônio insulina e do seu contra-regulador glucagon, o que faz com que a produção de insulina seja cada vez maior em decorrência da resistência que o corpo desenvolve a esse hormônio.
'Os efeitos são devastadores e podem levar, caso fora de controle, ao aumento da obesidade. Causam processos inflamatórios, além de servir como a base da síndrome metabólica, que é, de longe, a maior causa de mortes no mundo atual'.
Para melhorar os níveis hormonais, o especialista diz que a saída não é repor a testosterona, sobretudo em homens mais jovens, e muito menos utilizar medicamentos para disfunção erétil.
'O que devemos fazer é evitar ou reverter a resistência leptínica, ou seja, emagrecer, para que os receptores de insulina respondam ao seu comando', recomenda.
Jamili diz que é preciso ter consciência de que, do ponto de vista do interesse do homem pela mulher, é preciso separar a questão relativa ao desempenho sexual decorrente da presença satisfatória da libido e da ereção propriamente dita.
'No caso do obeso, sob os dois pontos de vista, o desempenho sexual fica comprometido: Tanto o desejo sexual como o desempenho mesmo - este diretamente ligado à ereção'.
E é, segundo ele, neste ponto que reside o problema: 'A utilização de medicamentos como o Viagra e similares promove a ereção, mas não melhora a libido.
O ideal é procurar fazer a correção hormonal, eliminando o desequilíbrio, o que levará à melhora dos dois aspectos: tanto da ereção como da líbido - uma vez que a obesidade compromete diretamente os eixos hormonais, sobretudo a testosterona que é o hormônio masculino'.
Jamili relata que os adipócitos hipertrofiados do obeso produzem maior quantidade da enzima aromatase, que é responsável pela conversão de testosterona em estradiol (hormônio feminino).
A pouca testosterona produzida, devido à inibição da resistência leptínica, é convertida em hormônio feminino. 'Se a pouca testosterona tem um efeito devastador no corpo e mente do homem, o excesso de hormônio feminino agrava muito mais o quadro clínico', enfatiza.
O endocrinologista chama a atenção para o fato de que a queda da testosterona produz efeitos devastadores não apenas no interesse e desempenho sexual, mas também na saúde e qualidade de vida dos homens.
'A testosterona é o hormônio que impulsiona o homem a concretizar suas metas. Sua redução no organismo está relacionada com depressão, queda do desempenho físico, falta de foco mental, diminuição do entusiasmo, sarcopenia (perda de massa magra), queda da resistência a doenças e de entusiasmo pela vida. Na realidade, ocorre aceleração do envelhecimento do corpo, da mente e da alma', alerta.
Ele dá ênfase ao entendimento de que a obesidade é considerada 'uma pandemia que afeta e mata indistintamente pobres e ricos, desencadeando uma série de outras doenças crônicas e generativas'.
Jorge Jamili defende a necessidade de se quebrar a lógica perversa decorrente da conjunção entre a má alimentação e o sedentarismo cada vez maior, decorrente do processo de industrialização crescente no mundo.
Para ele, isto será possível a partir de um equilíbrio alimentar conjugado com a prática crescente de atividades físicas. 'E este é um problema que afeta as pessoas cada vez mais cedo, em idade cada vez menores. Nunca a medicina verificou crianças com histórico de colesterol alto e com diabete. É um fenômeno atual e que não vem obtendo da mídia (que, na sua opinião, deveria fazer campanhas de esclarecimentos sobre o problema) a atenção que merece e que deveria ter'.
Edição Beto Coura
Agência Brasil - Todos os direitos reservados.