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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Lutador de MMA morre após ataque cardíaco em Campo Grande


Ex-campeão mundial de Muay Thai, o brasileiro Eduardo Maiorino, de 33 anos, morreu na tarde do último domingo, em Campo Grande, vítima de um infarto.
Conhecido como "Morpheus", Maiorino estava na casa de um aluno se preparando para uma competição em São Gabriel do Oeste, onde seria árbitro, quando passou mal. Ele foi socorrido, mas não resistiu e faleceu por volta das 16h10.
Profissionalmente, Eduardo Maiorino fez onze lutas no MMA, e tinha um cartel de três vitórias e oito derrotas. Ele chegou a enfrentar nomes conhecidos no esporte, como Junior Cigano, no Minotauro Fights 5, em 2006, e Rafael Feijão, no Pantanal Combat, no mesmo ano.
Sua última luta foi contra Gerônimo Mondragon, do UFC, em maio deste ano. No combate, válido pelo Max Fight 13, ele foi nocauteado aos 50 segundos do primeiro round.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tudo sobre Hiperêmese gravídica


O que é Hiperêmese gravídica?

Hiperênese gravídica tem relação com hormônio HCG
Por conta das alterações hormonais, a maioria das grávidas apresenta um quadro de êmese gravídica, ou seja, vômitos durante a gravidez. Essa é uma alteração fisiológica natural da gestante, que pode ser controlada com uma alimentação saudável e fracionada. Já a hiperêmese gravídica é o excesso de náuseas e vômitos durante a gestação, impedindo a gestante de comer adequadamente e atrapalhando a rotina. Tanto a ênese quanto a hiperêmese gravídica são mais comuns no primeiro trimestre de gestação, mas dependendo da gravidade podem durar até 20 semanas. Até um 1,5% da população pode sofrer com a doença.

Causas

Tanto a êmese quanto a hiperêmese são causadas pelo hormônio HCG, que é produzido pela placenta durante a gestação, causando os vômitos. Por conta disso, é comum mulheres com altos níveis desse hormônio serem mais suscetíveis à hiperêmese, assim como grávidas de gêmeos, pois a placenta é maior e portanto produz mais hormônios. No entanto, pode ser que a uma gestante com níveis normais de HCG sofra hiperêmese, assim com uma grávida com altos níveis do hormônio não sofra - essa não é uma relação direta. Ela também é comumente relacionada com mulheres que sofrem de algum distúrbio psicológico, como depressão ou gravidez indesejada, mas não existem estudos que comprovem essa relação.

Sintomas de Hiperêmese gravídica

A grávida vomita tudo o que come, apresenta ganho de peso abaixo dos sete quilos ou emagrecimento, boca seca e tem uma constante sensação de fraqueza e mal-estar. A gestante também não percebe melhora no quadro nem mesmo com uso de medicamentos regulares para enjoo.

Buscando ajuda médica

Se a grávida perceber que os vômitos não passam, o melhor a fazer é procurar um médico obstetra, de preferência aquele que está acompanhando a gestação desde o início nas avaliações de pré-natal. Ele fará uma análise clínica do quadro e um exame de sangue, para entender a gravidade do problema e se houve um desequilíbrio eletrolítico (perda excessiva de sódio, potássio, cloro e outros minerais), comum em casos de desidratação. É possível que o médico também faça outros exames para descartar a possibilidade de outras doenças que têm o vômito como sintoma, como problemas na vesícula e até mesmo câncer. Tudo dependerá do histórico médico da gestante.

Tratamento de Hiperêmese gravídica

Pelo fato de a gestante não conseguir se alimentar por via oral sem vomitar, a recomendação é interná-la para que receba soro na veia e faça um jejum absoluto com acompanhamento médico. A medicação administrada por via venosa é a mesma usada para combater as náuseas da quimioterapia.

Complicações possíveis

Equilíbrio hidroeletrolítico e desidratação para a gestante, que podem acarretar em baixo peso e nascimento de bebê prematuro.

Prevenção

Não existem orientações específicas para prevenir a hiperêmese gravídica. No pré-natal, normalmente o obstetra recomenda uma dieta fracionada, evitando grandes porções e longos períodos em jejum, deixando de lado alimentos muito gordurosos e condimentados.

Fonte: Minha Vida

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O que é herpes?


É uma doença de pele bastante comum provocada pelo Herpes Simplex Vírus (HSV). Ele se divide em dois tipos, 1 e 2, passando de pessoa para pessoa pelo contato físico. O HSV-1 geralmente se manifesta em feridas no rosto e na região labial. Já o HSV-2 é mais comum nas áreas genitais. Como o herpes não tem cura, quem tem a doença do tipo 2 precisa sempre usar preservativos nas relações sexuais para evitar transmitir a doença para outras pessoas. "Uma vez contraído, o vírus permanece latente (sem se manifestar) por toda a vida do indivíduo", afirma o virologista Antônio Carlos Misiara, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Esporadicamente, porém, o HSV volta a dar as caras, criando outras feridas que duram, em média, uma semana para desaparecer. Com a aplicação de medicamentos adequados, que aceleram o processo de cicatrização, esses novos períodos de manifestação da doença podem cair para três dias. Existe um outro vírus, chamado Varicela Zoster, que é uma espécie de parente do HSV.
Ele causa uma doença popularmente conhecida como catapora. Apesar de ter estrutura genética semelhante à do Herpes Simplex, ele se diferencia pela forma de contágio e pela maneira como se manifesta. O Zoster é contraído pelo ar (e não apenas por contato físico), espalha-se pela corrente sanguínea e provoca feridinhas no corpo todo. A catapora só se manifesta uma vez, mas o vírus também fica escondido no organismo da pessoa. Uma forte queda no sistema imunológico (que combate as doenças) pode reativá-lo. Porém, essa segunda manifestação não é mais em forma de catapora e sim de uma doença chamada de herpes-zoster, que tem conseqüências mais graves que o herpes dos tipos 1 e 2. Ela ataca os nervos sensitivos do corpo, causando feridas na pele que acompanham a extensão desses nervos e provocando fortes dores.
Esconde-escondeO vírus da doença se aloja no organismo e só aparece de tempos em tempos
1. O Herpes Simplex Vírus (HSV), seja do tipo 1 ou 2, é transmitido pelo contato entre as mucosas das pessoas, como na boca ou na genitália. Ele causa feridas na pele por cerca de sete dias
2. Em seguida, as feridas desaparecem, mas isso não quer dizer que o vírus foi embora. Ele simplesmente penetra nas células de alguns nervos sensitivos da região afetada
3. O vírus, então, percorre todo o nervo sensitivo até chegar a um gânglio, uma pequena massa de células formada no trajeto desse nervo. Lá, o HSV fica escondido por um tempo indeterminado, sem que a pessoa manifeste a doença
4. Uma queda no sistema imunológico ou um alto nível de estresse (físico ou emocional) podem reativar o vírus. Nesse caso, o HSV sai do gânglio onde estava alojado e percorre o caminho de volta, subindo pelo nervo até chegar à pele, onde provoca feridas novamente

sábado, 17 de novembro de 2012

Combinação de Cigarro e Café pela Manhã


Para muitas pessoas é um ritual cotidiano. Elas afirmam que o cigarro e o café de manhã "têm sabor de glória". No entanto, os efeitos de consumir cafeína e nicotina no início do dia, são muito diferentes do que se acredita.

Em algumas pessoas a dependência à cafeína é tão forte que, ao consumi-la, elas não obtêm um benefício real com a primeira xícara de café, mas voltam a seus níveis básicos de alerta, segundo um estudo da Universidade de Bristol (UB) no Reino Unido.

"Parte da excitação prazerosa causada pela cafeína, consumida no começo da manhã, poderia provir do leve aumento da ansiedade que provoca", assinalou Peter Rogers, do departamento de psicologia experimental da UB.

Quem fuma imediatamente ao se levantar mostra níveis mais altos de nicotina em relação aos que esperam até o café da manhã para acender um cigarro, correndo assim mais risco de câncer de pulmão, segundo um estudo da Universidade de Penn State (EUA).

"Não sei começar o dia sem tomar uma xícara de café. Ela ‘recarrega minhas pilhas’ de manhã e seu aroma já começa a meestimular. Me aviva e levanta o ânimo. É a primeira coisa que faço, e não poderia passar sem tomá-la", diz Luis, um bancário de meia idade.

Ester, uma jovem profissional da publicidade que mantém um intenso ritmo de vida durante o dia todo, dorme com seu maço de cigarros na mesinha de cabeceira e acende um pouco depois de o despertador tocar. "O cigarro me inicia, o corpo pede. Preciso dele para começar a funcionar", afirma.

Para muitas pessoas, fumar e tomar café de manhã são atos quase reflexos, que consideram estimulantes e necessários. No entanto, as pesquisas nem sempre aprovam os supostos efeitos destas substâncias.

Ao contrário do que se acredita, o primeiro café realmente não nos aviva tanto como percebemos. A dependência à cafeína é tão forte que seus consumidores não obtêm um benefício real com a primeira xícara de café, segundo um estudo britânico.

Ao pesquisar 379 adultos com um consumo nulo/leve ou médio/alto de cafeína e quem não a tomou durante 16 horas, os pesquisadores da Universidade de Bristol comprovaram que os “viciados em café” desenvolvem uma tolerância aos efeitos estimulantes da cafeína, por isso que a substância só os devolve a seus níveis básicos de alerta, mas não os eleva.

A primeira xícara

"Embora os consumidores frequentes se sintam despertados ao ingerir a cafeína de manhã, essa sensação na realidade consiste em uma inversão dos efeitos fatigantes da abstinência aguda", segundo os psicólogos.

Então, o verdadeiro estímulo que os consumidores de café percebem, chegaria com a segunda xícara da manhã? Os pesquisadores ainda não o averiguaram, mas o que se sabe é que "parte da prazerosa excitação causada pela cafeína, poderia provir do leve aumento da ansiedade que provoca", assinalou Peter Rogers, do departamento de psicologia experimental de Bristol e diretor da pesquisa.

De acordo com outro trabalho, o cigarro pela manhã é o mais nocivo de todos os fumados durante o dia. As pessoas que costumam fumar imediatamente ao se levantar mostram níveis mais altos de nicotina que quem espera até o café da manhã para acender um cigarro, de acordo com um estudo de cientistas da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos, que mediram os níveis de um subproduto nicotínico que reflete o risco de desenvolver um câncer pulmonar.

Por outro lado, as pessoas que costumam esperar para fumar meia hora depois de levantar mostram níveis mais baixos desta substância química denominada cotinina, independentemente do número de cigarros fumados.

"Quem fuma ao se levantar, uma conduta classificada como de alta dependência, deve usar estratégias mais intensivas que outros fumantes para deixar o hábito de forma sustentada ou permanente", assegurou o professor Joshua Muscat, que dirigiu o estudo.

Segundo os pesquisadores, o aumento do risco de câncer não se deve ao fato de consumir um cigarro na primeira meia hora do dia, mas sim porque este comportamento mostra que quem precisa fumar logo ao começar o dia apresenta uma forte dependência psicológica e física do tabaco e fuma mais cigarros.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O que é Câncer de esôfago?

Sinônimos: Câncer esofágico
O câncer esofágico é um tumor maligno do esôfago, o tubo muscular que movimenta o alimento da boca para o estômago.
O câncer esofágico é um tumor maligno do esôfago.

Causas

O câncer esofágico não é muito comum nos Estados Unidos. Ocorre com maior frequência em pessoas com mais de 50 anos.
Existem dois tipos principais de câncer esofágico: carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma. Esses dois tipos são diferentes quando observados no microscópio.
O câncer esofágico de células escamosas está associado ao fumo e ao consumo de álcool.
O Esôfago de Barrett, uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), aumenta o risco de adenocarcinoma do esôfago. Esse é o tipo mais comum de câncer esofágico. Outros fatores de risco do adenocarcinoma do esôfago incluem:
  • Sexo masculino
  • Obesidade
  • Fumo

Exames

Os exames usados para ajudar a diagnosticar o câncer esofágico podem incluir:
  • Enema de bário
  • Ressonância magnética do peito ou tomografia computadorizada torácica (geralmente usada para ajudar a determinar o estágio da doença)
  • Ultrassom endoscópico (também pode ser usado para determinar o estágio da doença)
  • Esofagogastroduodenoscopia (EGD) e biópsia
  • Varredura por PET (às vezes útil para determinar o estágio da doença e se a cirurgia é possível)
O exame de fezes pode mostrar pequenas quantidades de sangue nas fezes.
Fonte: Minha Vida

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vacina da gripe reduz risco de ataque cardíaco e AVC

Pacientes apresentaram 40% menos risco de morrer por doenças cardiovasculares. Segundo uma pesquisa da Universidade de Toronto, no Canadá, a vacina contra gripe pode ter outros efeitos além de prevenir a infecção por vírus: diminui os riscos de doenças cardiovasculares. Os resultados foram divulgados dia 30 de Outubro no Congresso Cardiovascular Canadense de 2012.
O estudo avaliou uma série de pesquisas publicadas desde os anos 1960, que ao todo analisaram 3.227 pacientes. Metade dos pacientes recebeu a vacina, enquanto outra metade recebeu placebos. Todos foram observados ao longo de um ano. O grupo que recebeu a vacina teve uma redução de 50% no risco de doenças sofrer problemas como ataque cardíaco e AVC, mesmo em pessoas que já haviam apresentado doenças cardíacas anteriormente. Esses mesmos voluntários tiveram 40% menos chances de morrer por causa desses problemas. Os especialistas não têm certeza sobre o mecanismo que leva à redução de eventos cardíacos, mas sugerem que a vacina previne as complicações da gripe, como inflamações, que já foram relacionadas a ataques do coração. Segundo os cientistas, esses resultados dão apoio à prática médica de sugerir a vacinação de indivíduos que tenham problemas cardíacos.

Vacina contra a gripe: o que você sabe sobre ela?

Apesar de eficiente na tanto na prevenção da gripe como na redução do risco de doenças cardiovasculares, a vacina contra gripe ainda gera muitas dúvidas e preconceitos entre a população, principalmente sobre sua eficácia e riscos. No teste a seguir, você pode checar seus conhecimentos e tirar a limpo os equívocos, com explicações do infectologista Marcos Antonio Cirillo, do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

A vacina da gripe imuniza o organismo contra resfriados?

Apesar dos sintomas serem parecidos, gripe e resfriado são coisas diferentes. "Enquanto a gripe é causada pelo vírus Influenza, o resfriado é provocado por rinovírus, que não é combatido por meio dessa vacina", explica Marcos Cirillo.

A vacina contra gripe funciona?

As chances de funcionar são muito elevadas. Se a vacina for tomada na época adequada - no outono -, tem 89% dos casos com resultados positivos.

A vacina contra a gripe é segura?

Ela é muita segura. Além de pouco prováveis, os efeitos colaterais não são graves. o infectologista Marcos lembra apenas de uma exceção: pessoas alérgicas. "Toda vacina tem proteína e conservantes?, explica o médico. ?Se a pessoa for alérgica a um desses elementos da composição, pode apresentar alguma complicação.?

Posso ficar doente mesmo depois de tomar a vacina?

A vacina não provoca gripe, isso é verdade. No entanto, pessoas que foram vacinadas podem pegar gripe durante o tempo em que o organismo demora a produzir os anticorpos contra a doença, ou seja, no prazo de 10 a 15 dias após a vacinação.

Tem idade certa para tomar a vacina?

Todas as pessoas a partir dos seis meses de vida já devem ser vacinadas contra a gripe. O Ministério da Saúde também determina um grupo de risco, que têm preferência na vacinação por ter mais chance de contrair gripe e desenvolver complicações mais graves. Fazem parte desse grupo: idosos a partir dos 60 anos, grávidas a partir dos três meses, pessoas com problemas de coração e pulmão, diabéticos, pessoas com AIDS, profissionais que trabalham na área da saúde, entre outros.

A vacina é composta por quantos vírus?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a vacina contra gripe possui três tipos de vírus Influenza (2 vírus influenza tipo A e 1 tipo B). Essa fórmula é atualizada todo ano por meio de dados fornecidos por uma rede mundial de Centros de Vigilância da Gripe.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O risco da garganta profunda

Transmitida por sexo oral e resistente aos antibióticos, uma nova forma de gonorreia de faringe está se tornando epidêmica.
A Organização Mundial de Saúde estima entre 700 mil e 1 milhão de brasileiros infectados com gonorreia. Nos Estados Unidos, ela é a segunda doença contagiosa mais comum. Causada pela bactéria gonococo, a gonorreia é transmitida principalmente pelo ato sexual. São raros os casos de contaminação por artigos de higiene íntima ou vasos sanitários. O que pouca gente sabe – ou o que muita gente subestima – é o risco de ser contaminado pelo sexo oral. Nessa prática sexual, seja por aversão ao gosto do látex ou pela diminuição da sensibilidade, as pessoas costumam ignorar a camisinha. Isso para não falar do prazer feminino: você conhece alguém com o hábito de cobrir a vagina com papel celofane ou plástico de embalar alimentos para evitar o contato direto com a língua? Pois é.
Mas o risco existe – e tem se tornado cada vez mais alto, por causa dos novos hábitos sexuais disseminados pela pornografia disponível na internet. As exibições de cenas explícitas de sexo oral do tipo “garganta profunda”, realizadas por profissionais, parecem estar estimulando os jovens a fazer o mesmo com os seus diversos parceiros – com péssimos resultados. Em Los Angeles, segundo reportagem publicada na revista Newsweek, os casos de gonorreia de faringe aumentaram desde 1988 sete vezes em relação aos de órgãos genitais. “Apesar de as pessoas acharem que sem penetração é seguro, o risco de contaminação pela boca existe”, diz a médica Mariângela Freitas da Silveira, presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Uma pesquisa americana publicada em 2004 revelou que 82% dos adultos sexualmente ativos nunca usaram preservativo no sexo oral. “Não dá para ser hipócrita: é muito desagradável mesmo”, afirma o ginecologista Paulo Canella, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Por esse motivo, cresceu o número de infectados pela garganta.
A outra novidade, igualmente negativa, é que bactéria que migrou para a garganta já não é uma bactéria comum. Ela resiste a boa parte dos antibióticos disponíveis. Até a década de 1980, a gonorreia era curada com penicilina. Num rápido processo de evolução, a bactéria tornou-se resistente a esse tipo de medicamento. Os médicos começaram a usar a quinolona, uma nova classe dos antibióticos. Recentemente, dados epidemiológicos mostraram que também esse antibiótico não faz mais efeito em regiões da Ásia e da Europa. “No Brasil, a resistência da bactéria ainda é baixa”, afirma o infectologista Max Igor Lopes. “Mas estamos vivendo uma epidemia global de doenças sexualmente transmissíveis e nada impede que tenhamos esse problema aqui em breve”. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 10 milhões de brasileiros tiveram alguma DST ao longo da vida sexual.
Sabe-se que os homens têm menos chance de serem contaminados no sexo oral. Isso porque a bactéria não gosta de colonizar a parte mais externa da boca (gengiva, língua ou bochecha), uma vez que a saliva tem enzimas que destroem a gonococo. Já as mulheres convivem com um perigo muito maior ao levar a extremidade do pênis até o fundo da boca – ou mesmo até a garganta. O infectologista Max Igor Lopes, do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que a parte posterior da boca, quente é úmida, é o ambiente propício para a bactéria. “Cerca de 20% das pessoas infectadas têm gonorreia na faringe”, diz Lopes. Os sintomas são de uma inflamação normal – dor, vermelhidão e pus na garganta. Na maioria das vezes, o paciente nem desconfia da doença e é tratado com uma faringite corriqueira. Assim, continua contaminado e transmitindo a bactéria. Diagnosticada, é preciso tratar também os parceiros sexuais com uma dose única de antibiótico. 

Transgênicos: saiba onde eles estão e você nem imagina


Polêmicas sobre o uso da Técnica geram impasse entre especialistas. Implantar características novas ou melhorar as já existentes em determinado organismo são o principal objetivo dos transgênicos. Apesar das propagadas vantagens da aplicação da técnica, não são poucos os impasses científicos e até mesmo filosóficos que envolvem a prática.
Incertezas à parte, uma coisa é certa: os transgênicos já estão em sua mesa. Sabe-se que, em nível mundial, as principais culturas que possuem elementos transgênicos são o tomate, a soja, o algodão, o milho, a canola e a batata. Além desses, há outros produtos que também são alvo da técnica de transgenia e você talvez nem imagine: óleos, farinhas e grãos, molhos e condimentos, enlatados, sopas e pratos prontos, matinais e cereais, chocolates e balas, biscoitos e salgadinhos, pães e bolos, bebidas, laticínios e margarinas, massas, congelados e rações para animais.
No Brasil, para saber se um alimento possui ou não elementos transgênicos, basta ficar atento ao rótulo. De acordo com a regra definida pelo decreto 4.680/2003, qualquer embalagem de alimento que possua mais de 1% de origem transgênica deve conter um "T" de cor preta sobre um fundo amarelo, em formato de triângulo (semelhante a uma placa de trânsito).
"Tanto nos produtos embalados como nos vendidos a granel ou in natura, o rótulo da embalagem ou do recipiente em que estão contidos deverá constar, em destaque, no painel principal e em conjunto (…) uma das seguintes expressões, dependendo do caso: '(nome do produto) transgênico', 'contém (nome do ingrediente ou ingredientes) transgênico(s)' ou 'produto produzido a partir de (nome do produto) transgênico'", indica o decreto.
OGM e transgênicos
Há duas categorias quando o assunto é manipulação genética dos organismos. Os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e os transgênicos. Todo transgênico é um OGM, mas nem todo OGM é um transgênico. Ficou confuso? Calma! O engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, que também é mestre em Economia Rural e doutor em Engenharia de Produção, explica a diferença.
"Por definição, uma planta ou animal transgênico é aquele que foi transformado pela agregação de genes provenientes de seres com os quais o organismo original não poderia se relacionar sexualmente. Logo, há transferência de um gene que é alheio à sua carga natural, ou seja, há uma anomalia sob a perspectiva da evolução natural. Já um OGM é aquele que sofreu modificação em sua carga genética natural. Essa modificação pode ser, por exemplo, uma mutação induzida em um ou alguns de seus genes", explica.
De acordo com o doutor em Fitopatologia, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e conselheiro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Marcelo Gravina de Moraes, a Lei de biossegurança brasileira não faz distinção entre OGM e transgênicos. "As alterações feitas a partir dos genes da própria espécie geram um organismo chamado de cisgênico. Todavia, não existe nenhum caso de cisgênico em uso comercial. Na prática, a lei considera ambos o mesmo caso", esclarece.
Prós e contras
As propagadas vantagens da aplicação da técnica incluem o surgimento de plantas resistentes às pragas (insetos, fungos, vírus, bactérias e outros) e a diminuição no uso de herbicidas, pesticidas, inseticidas e outros agrotóxicos. A resistência a ataques de insetos e a infecções virais, a redução do custo de produção em virtude de menor exigência de agrotóxicos e a consequente maior rentabilidade ao agricultor são outros argumentos dos grupos favoráveis aos transgênicos.
Os principais questionamentos dizem respeito à polinização cruzada (entre transgênicos e culturas não modificadas), aos ainda não totalmente estudados possíveis impactos na saúde humana/animal e às possíveis reações alérgicas a esses alimentos. Há também fatores socioeconômicos (diferenças entre bases e culturas agropecuárias dos países) e indagações sobre a utilização de compostos químicos. A lista inclui ainda o risco de redução da biodiversidade, como consequência da maior agressividade das culturas transgênicas, abrangendo a eliminação de insetos e fungos, o que interferiria nas populações de insetos benéficos ou predadores e na comunidade de organismos do solo.
Polêmicas
Quando o assunto são os riscos que os transgênicos podem trazer, tanto para a saúde humana quanto para os ciclos de produção dos alimentos e para o ecossistema como um todo, os especialistas consultados pelo Yahoo! possuem opiniões contrárias.
Segundo Melgarejo, ainda não se sabe a dimensão completa dos problemas que podem ser causados pelos transgênicos. "Os estudos a que tive acesso são insuficientes para atestar a inexistência de riscos. Cada transgênico implica numa determinada carga de riscos - há as tecnologias HT, BT, ou mesmo os chamados transgênicos voltados ao enfrentamento de fatores abióticos (resistência a secas, inundações, etc.) ou ao enriquecimento dos padrões alimentares. É preciso avaliar o tema com base no caso a caso."
Já Gravina defende que os transgênicos são testados quanto a sua biossegurança alimentar e ambiental desde o início da pesquisa até antes de serem liberados comercialmente. "Em nenhum caso, até hoje, se verificou o caso de um transgênico oferecer mais risco que um organismo convencional para a alimentação ou para o meio ambiente. Essa afirmação tem por base um número muito grande de publicações científicas que formam um consenso sobre a biossegurança e também por meio da análise de agências regulatórias de diversos países e organizações internacionais, como a FAO e a OMS, por exemplo."
Há certo consenso na comunidade científica de que os efeitos em longo prazo, ainda desconhecidos, da introdução de alimentos transgênicos na cadeia alimentar, tanto no meio ambiente quanto na saúde pública, só serão conhecidos após os necessários tempos de utilização. Mas, será que vale a pena correr esse "risco"?
Doutor Gravina explica que o prazo de análise (longo prazo) a que os alimentos derivados de transgênicos são submetidos não é menor do que o de outras modificações usadas na produção de alimentos. "Ao contrário, as análises sobre os transgênicos são minuciosas e não são realizadas em nenhum outro caso. Por isso, se conhece muito mais sobre a composição, ausência de alergenicidade e de toxicidade de um alimento produzido com um transgênico do que um alimento convencional. Portanto, não há riscos desconhecidos, mas sim muito mais informação sobre transgênicos.
Assim, podemos considerar que, em muitos casos, o uso de transgênicos pode ser até mais seguro que alimentos convencionais. No caso ambiental, isso já é verificado através da redução do uso de agroquímicos, de água e de combustível em lavouras transgênicas em comparação às tradicionais."
A doutora em Ciências Sociais e conselheira da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Marijane Vieira Lisboa, alerta que a experiência com novas tecnologias aponta que, ao mesmo tempo em que elas resolvem problemas humanos e melhoram a qualidade de vida, também revelam - em geral, bem posteriormente - aspectos negativos impensados. Alguns exemplos são a relação entre mudanças climáticas e uso de combustíveis fósseis, a depredação da camada de ozônio e o uso de aerossóis, os agrotóxicos e as diversas doenças ocasionadas nos homens, entre outros.
"Por isso há a necessidade de uma cuidadosa avaliação sobre as vantagens oferecidas por uma tecnologia nova frente aos riscos potenciais. Uma rigorosa avaliação desses riscos, por sua vez, é praticamente impossível no caso de tecnologias tão novas quanto os transgênicos, pois seria necessário poder saber antecipadamente todos os possíveis efeitos colaterais que poderiam surgir para que se pudesse medir os seus riscos", ressalta.
Marijane alerta que, no caso dos transgênicos, não se tem adotado o mínimo de precaução. Os estudos feitos pelas empresas para avaliar a segurança dos produtos para a alimentação humana e animal são de curto prazo, com poucos animais e visando verificar algumas poucas alterações, segundo ela. "Por trás dos transgênicos existem cientistas cujas carreiras, laboratórios e instituições de pesquisas dependem do desenvolvimento de transgênicos.
As empresas de biotecnologia atuantes investem bilhões de dólares nessa pesquisa e desenvolvimento, não estando dispostas a perdê-los para aqueles poucos cientistas que investigam efeitos colaterais indesejados. Ou seja, não existe uma verdadeira controvérsia científica em torno dos transgênicos, pois os seus defensores se recusam a discutir seriamente os seus prováveis impactos e desqualificam sistematicamente os cientistas críticos. Basta consultar as atas da CTNBio para constatar como não há tal debate científico, em que pese os protestos de um pequeno número de cientistas e representantes de movimentos sociais que adotam uma atitude de precaução", assevera.
Relação de alimentos com OGM
De acordo com a doutora em Alimentos e Nutrição e membro da CTNBio, Suzi Barletto Cavalli, ainda não há pesquisa científica na nutrição que traga informações detalhadas, como a descrição de quais são os elementos transgênicos que certo alimento possui, porque possui e quais são as alterações provocadas, além dos benefícios e malefícios dessas alterações, tanto no que diz respeito ao mundo dos produtores de alimento quanto dos consumidores.
As alterações mais comuns dizem respeito à implantação de fragmentos DNA de bactérias, vírus ou fungos no DNA da planta, codificando a produção de herbicidas. Assim, as plantas que receberam esses genes produzem toxinas contra as pragas da lavoura, não necessitando de certos agrotóxicos.
Há também produtos que são modificados para se obter maior valor nutricional, como o arroz dourado da Suíça, muito rico em betacaroteno, substância precursora da vitamina A.
Alguns vegetais são modificados para resistirem ao ataque de vírus e fungos, como a batata, o mamão, o feijão e banana. Outros são modificados para que a produção seja aumentada e os vegetais sejam de maior tamanho. E existem também alimentos que têm o seu amadurecimento prolongado, resistindo por muito mais tempo após a colheita.

sábado, 13 de outubro de 2012

Crianças abandonam tratamento contra obesidade pela metade

Fatores de risco aumentaram em um terço delas.
Um levantamento com pacientes do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia indicou que 40% das crianças obesas abandonaram o tratamento na metade. Para o diretor de Nutrição do instituto, Daniel Magnoni, o resultado indica as dificuldades de manter esses pacientes na rotina do tratamento.
— Manter o adulto já é muito difícil, porque nós temos envolvimento social, cultural, profissional. Na criança, não tem o profissional, mas é difícil fazer uma dieta adequada no dia a dia, com a merenda escolar completamente fora de controle e a possibilidade do fast food. A pesquisa avaliou 51 crianças e adolescentes que estavam em tratamento no instituto.
Estudo liga bisfenol a obesidade em crianças nos EUA
Sobrepeso e obesidade predispõem a doenças cardíacas
Entre as crianças que abandonaram o tratamento, os fatores de risco relacionados à obesidade aumentaram em um terço delas.
— Abandonar o tratamento pressupõe um risco muito grande de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, acidente vascular cerebral.
Para combater o aumento da taxa de obesidade verificada nos últimos anos, Magnoni defende a inclusão da educação nutricional no currículo escolar. A Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2009 (POF) indica que, na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros têm excesso de peso. Em 1970, o índice era 3,7%. Segundo o especialista, o aumento está relacionado às mudanças de hábito ocorridas ao longo dos anos.
— As crianças de hoje são muito presas em casa, não andam de bicicleta, nem jogam futebol. Temos também um aumento do consumo de alimentos muito calóricos, a facilidade do acesso a alimentos industrializados.
Maus hábitos dentro de casa ajudam a reforçar o problema, ressalta Magnoni.
—Grande parte das crianças é filho e neto de pacientes com doenças cardiovasculares, obesidade e hipertensão. Isso mostra a necessidade de você atuar combatendo a obesidade das crianças. “A criança é o melhor professor dos seus pais no estilo de vida saudável”, reforçando a importância da educação nutricional nas escolas.

Estudo comprova relação direta entre obesidade e fraco desempenho sexual


Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O aumento vertiginoso do consumo de medicamentos para a disfunção erétil está diretamente ligado ao aumento da obesidade no mundo. O excesso de peso reduz a libido e prejudica diretamente o desempenho sexual.
No Brasil, pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), envolvendo cinco mil homens, mostra que 51% dos brasileiros estão acima ou muito acima do peso e que 37% deles admitem o uso de remédio para ereção. No Rio de Janeiro este percentual chega a 60%.
Na avaliação do coordenador do Grupo Longevidade Saudável no Rio de Janeiro, o geriatra e endocrinologista, Jorge Jamili, não há dúvida de que o aumento de casos de disfunção erétil está relacionado ao aumento da obesidade entre os brasileiros.
Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista explicou que as alterações hormonais provocadas pela obesidade comprometem o equilíbrio do corpo humano. Levam a desajustes fisiológicos que podem afetar todos os órgãos e sistemas e, em consequência, a saúde e a qualidade de vida.
'O tecido adiposo hipertrofiado dos obesos produz uma excessiva quantidade da substância conhecida como leptina, que tem por finalidade sinalizar ao cérebro a saciedade produzida pelo alimento.
Esta substância também estimula os hormônios sexuais na glândula hipófise, FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e LH (Hormônio Luteinizante), responsáveis por comandar as células dos testículos para produzirem espermatozoides e testosterona, respectivamente'.
Segundo ele, a leptina exerce 'ação direta sobre as células de leydig, localizadas nos testículos, onde produzem a testosterona, e as células sertoly, responsáveis pela produção de espermatozoides'.
Jamili explica que quando uma pessoa engorda ocorre o desequilíbrio do hormônio insulina e do seu contra-regulador glucagon, o que faz com que a produção de insulina seja cada vez maior em decorrência da resistência que o corpo desenvolve a esse hormônio.
'Os efeitos são devastadores e podem levar, caso fora de controle, ao aumento da obesidade. Causam processos inflamatórios, além de servir como a base da síndrome metabólica, que é, de longe, a maior causa de mortes no mundo atual'.
Para melhorar os níveis hormonais, o especialista diz que a saída não é repor a testosterona, sobretudo em homens mais jovens, e muito menos utilizar medicamentos para disfunção erétil.
'O que devemos fazer é evitar ou reverter a resistência leptínica, ou seja, emagrecer, para que os receptores de insulina respondam ao seu comando', recomenda.
Jamili diz que é preciso ter consciência de que, do ponto de vista do interesse do homem pela mulher, é preciso separar a questão relativa ao desempenho sexual decorrente da presença satisfatória da libido e da ereção propriamente dita.
'No caso do obeso, sob os dois pontos de vista, o desempenho sexual fica comprometido: Tanto o desejo sexual como o desempenho mesmo - este diretamente ligado à ereção'.
E é, segundo ele, neste ponto que reside o problema: 'A utilização de medicamentos como o Viagra e similares promove a ereção, mas não melhora a libido.
O ideal é procurar fazer a correção hormonal, eliminando o desequilíbrio, o que levará à melhora dos dois aspectos: tanto da ereção como da líbido - uma vez que a obesidade compromete diretamente os eixos hormonais, sobretudo a testosterona que é o hormônio masculino'.
Jamili relata que os adipócitos hipertrofiados do obeso produzem maior quantidade da enzima aromatase, que é responsável pela conversão de testosterona em estradiol (hormônio feminino).
A pouca testosterona produzida, devido à inibição da resistência leptínica, é convertida em hormônio feminino. 'Se a pouca testosterona tem um efeito devastador no corpo e mente do homem, o excesso de hormônio feminino agrava muito mais o quadro clínico', enfatiza.
O endocrinologista chama a atenção para o fato de que a queda da testosterona produz efeitos devastadores não apenas no interesse e desempenho sexual, mas também na saúde e qualidade de vida dos homens.
'A testosterona é o hormônio que impulsiona o homem a concretizar suas metas. Sua redução no organismo está relacionada com depressão, queda do desempenho físico, falta de foco mental, diminuição do entusiasmo, sarcopenia (perda de massa magra), queda da resistência a doenças e de entusiasmo pela vida. Na realidade, ocorre aceleração do envelhecimento do corpo, da mente e da alma', alerta.
Ele dá ênfase ao entendimento de que a obesidade é considerada 'uma pandemia que afeta e mata indistintamente pobres e ricos, desencadeando uma série de outras doenças crônicas e generativas'.
Jorge Jamili defende a necessidade de se quebrar a lógica perversa decorrente da conjunção entre a má alimentação e o sedentarismo cada vez maior, decorrente do processo de industrialização crescente no mundo.
Para ele, isto será possível a partir de um equilíbrio alimentar conjugado com a prática crescente de atividades físicas. 'E este é um problema que afeta as pessoas cada vez mais cedo, em idade cada vez menores. Nunca a medicina verificou crianças com histórico de colesterol alto e com diabete. É um fenômeno atual e que não vem obtendo da mídia (que, na sua opinião, deveria fazer campanhas de esclarecimentos sobre o problema) a atenção que merece e que deveria ter'.
Edição Beto Coura
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Droga reverte “transtorno de Benjamim Button” em crianças

Lonafarnib retarda os danos nos vasos sanguíneos, aumenta o peso e melhora a estrutura óssea do paciente

Uma droga desenvolvida para tratar câncer tem se mostrado promissora no tratamento de crianças com Progeria, uma doença rara que leva ao envelhecimento precoce. A condição genética, que afeta um em cada 8 milhões de pessoas, faz com que o organismo envelheça oito vezes mais rápido do que o normal, segundo o Daily Mail. Cientistas descobriram a causa da Progeria seis anos atrás, apontando uma única mutação no gene chamado LMNA. As crianças que produzem essa proteína em quantidades excessivas bloqueiam a função celular normal levando a um efeito tóxico sobre o corpo. Em média, as crianças morrem aos 13 anos. No entanto, os primeiros resultados da droga Lonafarnib mostraram que houve uma melhoria no ganho de peso, na estrutura óssea e na saúde do coração das crianças. O autor do estudo, Leslie Gordon, explica: ''A Lonafarnib ajuda a reverter os danos nos vasos sanguíneos durante dois anos e meio de tratamento. O avanço é enorme, porque a doença cardiovascular é a principal causa de morte de crianças com Progeria.''

'Um Olhar Positivo' sobre a vida com HIV


Retratos de um soropositivo
No projeto intitulado 'Um Olhar Positivo', portadores de HIV em diversas partes do mundo ganham câmeras para registrar seu cotidiano.
Soropositivos do Rio de Janeiro, da Cidade do México e de várias cidades americanas retratam sua rotina e contam, por meio das fotos, como convivem com o vírus.
Entre os participantes, há desde um jovem carioca a uma mexicana mãe de três filhos.
Eles revelam como encaram a doença com perseverança e o que fazem para levar uma vida normal. 'É só um vírus', diz um dos participantes.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Vítimas do césio-37 lutam por remédios


Vinte e cinco anos após o acidente radioativo em Goiânia, vítimas e trabalhadores envolvidos com a limpeza dos locais contaminados com césio-137 ainda brigam na Justiça para ter acesso a indenizações e medicamentos. Os remédios que combatem as doenças decorrentes da radiação não são distribuídos há quase dois anos.
Hoje, cerca de 500 vítimas do acidente recebem pensão do Estado e só 164 têm assistência médica do Centro de Assistência aos Radioacidentados (Cara). Desde novembro de 2010, porém, foi cortada a verba do centro por uma questão burocrática - os R$ 10 mil mensais para a compra dos medicamentos são um valor muito baixo para que seja feita uma licitação pública.
“Usávamos um fundo rotativo criado para compras emergenciais, mas, como era de uso contínuo, fomos proibidos”, diz André Luiz Souza, diretor-geral do Cara. Segundo ele, o centro aguarda um parecer da Casa Civil. “Esperamos resolver o problema até o fim de outubro.”
O acidente, em 13 de setembro de 1987, teve início com o roubo de um antigo aparelho de radiografia, alojado no terreno onde antes funcionara um hospital. Dias depois, a peça de chumbo foi aberta por Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho. Maravilhado com o brilho do pó azul contido em uma cápsula no interior do aparelho, Devair chamou vizinhos e a contaminação se espalhou por Goiânia. O caso só chegou às autoridades duas semanas depois.
Irmão de Devair, Odesson Alves Ferreira é um dos afetados pela ausência dos medicamentos. “Tenho um problema de próstata relacionado à contaminação e tive de parar de tomar a medicação, que custava R$ 300 por mês.” Presidente da Associação de Vítimas do Césio-137 (AVCésio), Odesson afirma que as pensões não contemplam todas as vítimas. “Entre 1,5 mil e 1,6 mil pessoas foram afetadas”, afirma.
Vítimas
Em 2002, o Estado de Goiás reconheceu estudos que evidenciaram doenças em trabalhadores que haviam feito a limpeza das áreas contaminadas, determinando indenizações. O promotor Marcus Antônio Ferreira Alves, do Centro Operacional de Defesa do Cidadão, reclama da lentidão. “Esses servidores não foram contaminados por acidente. Era uma operação de guerra e exigiu procedimentos emergenciais, mas esses trabalhadores depois foram abandonados pelo Estado”, diz.
Segundo ele, entre 900 e 1.000 pessoas foram afetadas, entre policiais, bombeiros e funcionários da Consórcio Rodoviário Intermunicipal (Crisa), estatal convocada para ajudar na limpeza dos rejeitos radioativos. “Todo mundo que comprovadamente trabalhou a mando do Estado e posteriormente teve doença crônica tem direito a indenização.”
A diretoria da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), que liderou o trabalho de isolamento e limpeza da área em Goiânia, afirma que houve preocupação com os trabalhadores. “Antes de o caminhão ser transportado, havia avaliação dos técnicos. E o tempo de exposição dos servidores era calculado para que a dose ficasse abaixo dos níveis toleráveis”, afirma Ivan Salati, diretor da Cnen. “É difícil fazer uma relação entre a exposição e o aparecimento de doenças. É improvável que, depois de vários anos, uma pessoa sinta dores nas costas e haja relação com a radiação.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O risco de ataque cardíaco pode aumentar após dias ou semanas da morte de um ente querido.

Um estudo, feito com 1985 adultos sobreviventes de ataque cardíaco, mostrou que após a morte de um ente querido, os riscos de ataque cardíaco aumentaram 21 vezes no primeiro dia, quase seis vezes na primeira semana, e progressivamente tendeu a diminuir ao longo do primeiro mês. O risco é maior (quase quatro vezes) em pessoas que já tenham um risco alto para sofrer  ataque cardíaco .
Cônjuges em luto tem até 53 por cento  mais riscos de morrer, a longo prazo, de doenças cardíacas e derrames..
O estudo é o primeiro a se concentrar sobre o risco de ataque cardíaco durante os primeiros dias e semanas após a morte de um ente querido próximo.
Como parte do estudo multicêntrico, pesquisadores revisaram prontuários e pacientes que deram entrada no hospital após um ataque cardíaco entre 1989 e 1994.
Pacientes responderam a perguntas sobre: as circunstâncias de seus ataques cardíacos,  se recentemente perderam algum ente querido próximo, quando a perda ocorreu e,
qual a importância de seu relacionamento na época.
O estresse psicológico como dor intensa pode aumentar a freqüência cardíaca, a pressão arterial e a coagulação do sangue, elevando o risco de um ataque cardíaco.
No início do processo de luto, as pessoas estão mais propensas a terem menos sono, o apetite diminui e os níveis de cortisol, o hormônio do stress, aumenta - o que também pode aumentar o risco de um ataque cardíaco.
Os sinais de ataque cardíaco incluem desconforto no peito , na parte superior do corpo ou dores no estômago, falta de ar, suor frio, náuseas e vertigens.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Estudo revela mecanismo que faz câncer se espalhar


REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"


Uma equipe internacional de pesquisadores, incluindo brasileiros do Hospital A.C. Camargo (SP), pode ter dado um passo importante para bloquear o insidioso processo por meio do qual o câncer se espalha pelo organismo.
Eles mostraram que uma espécie de bolha microscópica, que lembra uma "minicélula", é capaz de carregar as sementes de um novo tumor para partes distantes do corpo, preparando essas áreas para receber a doença.
Se for possível bloquear a ação dessas "bolhas", os médicos teriam em mãos uma defesa importante contra a metástase, como é conhecido o espalhamento do câncer pelo organismo do doente.
A quantidade e o conteúdo das "minicélulas" também poderiam trazer pistas importantes sobre a gravidade de determinado câncer e sobre a resistência do tumor a medicamentos, explica a bioquímica Vilma Martins, pesquisadora do A.C. Camargo. "Pode ser uma ferramenta muito poderosa para os oncologistas", afirma ela.
Martins assina um estudo sobre o tema que acaba de ser publicado na revista científica "Nature Medicine". A equipe de cientistas, coordenada por David Lyden, da Faculdade Médica Weill Cornell, em Nova York, identificou sinais intrigantes do papel das "bolhas" -conhecidas tecnicamente como exossomos- num câncer que costuma afetar a pele, o melanoma.


Um Corpo que sai

Os termos gregos que formam a palavra "exossomo" podem ser traduzidos exatamente da maneira acima: "um corpo que sai" da célula, como uma espécie de mensageiro, de acordo com o que pesquisas recentes mostram. "É uma área de pesquisa bastante nova", diz Martins.
Os exossomos se formam no interior das células e apresentam uma membrana composta por uma camada dupla de gordura -exatamente como a membrana das células "verdadeiras" (veja quadro).
Em seu interior, podem carregar vários tipos de molécula, inclusive material genético. Atravessam com facilidade a membrana das células e levam essa carga para outras células. "Parece um método eficiente de sinalização celular", explica Martins.
O problema é que, como mostrou o trabalho da bioquímica e seus colegas, essa sinalização pode ser facilmente usada para o mal. Em pessoas com melanoma, por exemplo, os exossomos produzidos carregam uma quantidade maior de proteínas ligadas ao câncer quando o tumor da pessoa é mais grave.
Quando injetadas em camundongos junto com células tumorais, as "minicélulas" facilitaram a formação de tumores, carregando substâncias que ajudam a recrutar células formadoras de vasos sanguíneos.
É que os cientistas apelidam de "criação de nicho" para o tumor: um local cheio de nutrientes trazidos pelos vasos para que o vilão possa crescer. E os vasos também ficam mais permeáveis -o que facilitaria a penetração das células tumorais. O desafio, agora, é aprender a bloquear o processo.