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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tudo sobre Hiperêmese gravídica


O que é Hiperêmese gravídica?

Hiperênese gravídica tem relação com hormônio HCG
Por conta das alterações hormonais, a maioria das grávidas apresenta um quadro de êmese gravídica, ou seja, vômitos durante a gravidez. Essa é uma alteração fisiológica natural da gestante, que pode ser controlada com uma alimentação saudável e fracionada. Já a hiperêmese gravídica é o excesso de náuseas e vômitos durante a gestação, impedindo a gestante de comer adequadamente e atrapalhando a rotina. Tanto a ênese quanto a hiperêmese gravídica são mais comuns no primeiro trimestre de gestação, mas dependendo da gravidade podem durar até 20 semanas. Até um 1,5% da população pode sofrer com a doença.

Causas

Tanto a êmese quanto a hiperêmese são causadas pelo hormônio HCG, que é produzido pela placenta durante a gestação, causando os vômitos. Por conta disso, é comum mulheres com altos níveis desse hormônio serem mais suscetíveis à hiperêmese, assim como grávidas de gêmeos, pois a placenta é maior e portanto produz mais hormônios. No entanto, pode ser que a uma gestante com níveis normais de HCG sofra hiperêmese, assim com uma grávida com altos níveis do hormônio não sofra - essa não é uma relação direta. Ela também é comumente relacionada com mulheres que sofrem de algum distúrbio psicológico, como depressão ou gravidez indesejada, mas não existem estudos que comprovem essa relação.

Sintomas de Hiperêmese gravídica

A grávida vomita tudo o que come, apresenta ganho de peso abaixo dos sete quilos ou emagrecimento, boca seca e tem uma constante sensação de fraqueza e mal-estar. A gestante também não percebe melhora no quadro nem mesmo com uso de medicamentos regulares para enjoo.

Buscando ajuda médica

Se a grávida perceber que os vômitos não passam, o melhor a fazer é procurar um médico obstetra, de preferência aquele que está acompanhando a gestação desde o início nas avaliações de pré-natal. Ele fará uma análise clínica do quadro e um exame de sangue, para entender a gravidade do problema e se houve um desequilíbrio eletrolítico (perda excessiva de sódio, potássio, cloro e outros minerais), comum em casos de desidratação. É possível que o médico também faça outros exames para descartar a possibilidade de outras doenças que têm o vômito como sintoma, como problemas na vesícula e até mesmo câncer. Tudo dependerá do histórico médico da gestante.

Tratamento de Hiperêmese gravídica

Pelo fato de a gestante não conseguir se alimentar por via oral sem vomitar, a recomendação é interná-la para que receba soro na veia e faça um jejum absoluto com acompanhamento médico. A medicação administrada por via venosa é a mesma usada para combater as náuseas da quimioterapia.

Complicações possíveis

Equilíbrio hidroeletrolítico e desidratação para a gestante, que podem acarretar em baixo peso e nascimento de bebê prematuro.

Prevenção

Não existem orientações específicas para prevenir a hiperêmese gravídica. No pré-natal, normalmente o obstetra recomenda uma dieta fracionada, evitando grandes porções e longos períodos em jejum, deixando de lado alimentos muito gordurosos e condimentados.

Fonte: Minha Vida

sábado, 10 de novembro de 2012

Um em cada cinco homens com problemas sexuais se automedica, diz estudo

O Viagra é um dos medicamentos consumidos pelos homens a fim de tratar disfunção erétil (Foto: SXC)
"Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica", afirma médico do Centro de Referência em Saúde do Homem. Um em cada 5 pacientes de 20 a 35 anos que apresentam problemas sexuais já se automedicou com algum tipo de estimulante, seja remédios, como Viagra, ou fitoterápicos, como Ginkgo biloba e ginseng. Esse é o resultado de uma pesquisa feita pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Na hora da consulta, as explicações que mais ocorrem são a curiosidade, a vontade de aprimorar o desempenho sexual e o receio de falhar no momento da relação. No entanto, os comprimidos não apresentam resultados para grande parte dos homens, segundo Joaquim Claro, médico-chefe do serviço de urologia do hospital.
Joaquim lembra que esses remédios podem desencadear dores de cabeça e musculares, diarreia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos, até cegueira. Em associação com outros medicamentos, podem causar ainda hipertensão e enfarte. Por isso, somente um especialista pode diagnosticar a necessidade de uso e, ainda, o melhor método.“A medicação não é instantânea e muito menos mágica como acreditam os pacientes. Se o indivíduo já é saudável, o pênis dele não vai ficar ainda mais rígido após o consumo. Portanto, não vai haver mudança no desempenho”, afirma o médico.
“Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica. O homem passa a supervalorizar a droga e liga o seu próprio desempenho sexual ao uso do remédio", diz. Esta atitude gera um grau elevado de ansiedade e o paciente fica com medo de não ter mais relações satisfatórias se não contar com a ajuda medicamentosa."
Segundo Claro, a prática de atividade física é uma maneira saudável e eficaz de melhorar a atuação na hora do sexo. Os exercícios contribuem com o condicionamento físico, melhoram a circulação sanguínea e aumentam resistência trabalhando as regiões do peito, ombros, braços e pernas, além de elevar a autoestima.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vacina da gripe reduz risco de ataque cardíaco e AVC

Pacientes apresentaram 40% menos risco de morrer por doenças cardiovasculares. Segundo uma pesquisa da Universidade de Toronto, no Canadá, a vacina contra gripe pode ter outros efeitos além de prevenir a infecção por vírus: diminui os riscos de doenças cardiovasculares. Os resultados foram divulgados dia 30 de Outubro no Congresso Cardiovascular Canadense de 2012.
O estudo avaliou uma série de pesquisas publicadas desde os anos 1960, que ao todo analisaram 3.227 pacientes. Metade dos pacientes recebeu a vacina, enquanto outra metade recebeu placebos. Todos foram observados ao longo de um ano. O grupo que recebeu a vacina teve uma redução de 50% no risco de doenças sofrer problemas como ataque cardíaco e AVC, mesmo em pessoas que já haviam apresentado doenças cardíacas anteriormente. Esses mesmos voluntários tiveram 40% menos chances de morrer por causa desses problemas. Os especialistas não têm certeza sobre o mecanismo que leva à redução de eventos cardíacos, mas sugerem que a vacina previne as complicações da gripe, como inflamações, que já foram relacionadas a ataques do coração. Segundo os cientistas, esses resultados dão apoio à prática médica de sugerir a vacinação de indivíduos que tenham problemas cardíacos.

Vacina contra a gripe: o que você sabe sobre ela?

Apesar de eficiente na tanto na prevenção da gripe como na redução do risco de doenças cardiovasculares, a vacina contra gripe ainda gera muitas dúvidas e preconceitos entre a população, principalmente sobre sua eficácia e riscos. No teste a seguir, você pode checar seus conhecimentos e tirar a limpo os equívocos, com explicações do infectologista Marcos Antonio Cirillo, do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

A vacina da gripe imuniza o organismo contra resfriados?

Apesar dos sintomas serem parecidos, gripe e resfriado são coisas diferentes. "Enquanto a gripe é causada pelo vírus Influenza, o resfriado é provocado por rinovírus, que não é combatido por meio dessa vacina", explica Marcos Cirillo.

A vacina contra gripe funciona?

As chances de funcionar são muito elevadas. Se a vacina for tomada na época adequada - no outono -, tem 89% dos casos com resultados positivos.

A vacina contra a gripe é segura?

Ela é muita segura. Além de pouco prováveis, os efeitos colaterais não são graves. o infectologista Marcos lembra apenas de uma exceção: pessoas alérgicas. "Toda vacina tem proteína e conservantes?, explica o médico. ?Se a pessoa for alérgica a um desses elementos da composição, pode apresentar alguma complicação.?

Posso ficar doente mesmo depois de tomar a vacina?

A vacina não provoca gripe, isso é verdade. No entanto, pessoas que foram vacinadas podem pegar gripe durante o tempo em que o organismo demora a produzir os anticorpos contra a doença, ou seja, no prazo de 10 a 15 dias após a vacinação.

Tem idade certa para tomar a vacina?

Todas as pessoas a partir dos seis meses de vida já devem ser vacinadas contra a gripe. O Ministério da Saúde também determina um grupo de risco, que têm preferência na vacinação por ter mais chance de contrair gripe e desenvolver complicações mais graves. Fazem parte desse grupo: idosos a partir dos 60 anos, grávidas a partir dos três meses, pessoas com problemas de coração e pulmão, diabéticos, pessoas com AIDS, profissionais que trabalham na área da saúde, entre outros.

A vacina é composta por quantos vírus?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a vacina contra gripe possui três tipos de vírus Influenza (2 vírus influenza tipo A e 1 tipo B). Essa fórmula é atualizada todo ano por meio de dados fornecidos por uma rede mundial de Centros de Vigilância da Gripe.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Campanha de Vacinação


Campanha Nacional de Vacinação contra poliomielite começa este sábado

A meta do governo é vacinar 95% das crianças brasileiras menores de cinco anos

  O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lançam, nesta quarta-feira (13), a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite que terá inicio no próximo sábado (16) e prossegue até o dia 6 de julho em todo o Brasil. 
  A Secretaria da Saúde pretende imunizar contra poliomielite (paralisia infantil) 14 milhões de crianças brasileiras com menos de cinco anos, o que corresponde a 95%. A campanha conta com 115 mil postos de vacinação, incluindo igrejas, sindicatos, shoppings em todo o Brasil, além de 42 mil veículos - pluvial e aéreo -, 350 mil profissionais e milhões de doses da vacina. 
  "A vacina é segura, não tem quase nenhuma contraindicação - crianças com febre/doentes devem ser consultadas", comenta o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. "Quem tem carteira de vacinação deve levar junto com a criança, mas mesmo quem não tem pode ir".
  Além da vacina contra poliomielite, as crianças poderão receber outras doses que estejam atrasadas. Ainda há, no mundo, 16 países com casos de pólio. Por isso, é importante a vacinação. "Nos últimos 20 anos houve reintrodução do vírus nas Américas, como nos EUA e Canadá", complementa o secretário. 

Sobre a vacina

  Oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra a paralisia infantil é administrada via oral, em gotas, e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde para a imunização de rotina. Pelo calendário básico de vacinação, os bebês devem receber a vacina aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses, as crianças recebem o primeiro reforço. Porém, é importante que todas as crianças menores de cinco anos (de 0 a 4 anos 11 meses e 29 dias) tomem as duas doses da vacina durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente. 
  A vacina não apresenta contraindicações. Recomenda-se, porém, que as crianças que estejam com febre acima de 38º ou com alguma infecção sejam avaliadas por um médico antes de receberem as gotinhas. A vacina também não é recomendada para crianças que tenham problemas de imunodepressão (como pacientes de câncer e AIDS ou de outras doenças que afetem o sistema imunológico, de defesas do organismo). A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a contaminação se dá principalmente por via oral.