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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Preenchimento facial com ácido hialurônico: tratamento para rugas

O que é o preenchimento facial com ácido hialurônico

O preenchimento facial é um procedimento para embelezamento e reestruturação da pele envelhecida. O ácido hialurônico é uma das substâncias usadas para esta finalidade. Ele preenche rugas e sulcos, além de melhorar o contorno facial. Pode também ser utilizado para aumentar o volume dos lábios.

Como é feito o preenchimento facial

O procedimento é efetuado em consultórios e clínicas, com anestesia local ou simplesmente tópica, com agulhas ou cânulas. Como existem diversas formas de aplicações - desde a derme superficial, derme profunda e até o tecido subcutâneo -, existem inúmeros calibres e diversas dimensões de agulhas e cânulas para estas formas de aplicação. Para preenchimento dos lábios é feito um bloqueio anestésico, ou seja, a injeção é aplicada bloqueando o nervo dessa região, como a anestesia feita em procedimentos odontológicos.

Como age o ácido hialurônico


Profissional apto a realizar o procedimento O acido hialurônico preenche o espaço entre as células e, em função da sua capacidade de atrair água para o local em que foi aplicado, ele melhora não só asrugas como também a hidratação da pele. 

O preenchimento facial com ácido hialurônico deve ser feito por médicos, preferencialmente especialistas em estética, como o cirurgião plástico e o dermatologista.

Principais aplicações

A dermatologista Geana Lima, do Studio e Laser Centro Estético, conta que as principais aplicações do ácido hialurônico são: no sulco nasolabial (famoso "bigode chinês"), nos lábios e na região supra labial, na goteira lacrimal (área das olheiras), maçãs do rosto, contorno de mandíbula, além de preencher cicatrizes da face.

Contraindicações

Portadores de doenças autoimunes em atividade, como o Lúpus Eritematoso Sistêmico, grávidas, mulheres em processo de amamentação, pessoas imunossuprimidas, pessoas com alergia a qualquer componente da formulação e com inflamação ou infecção no local a ser tratado não devem submeter-se a estes procedimentos.

Idade mínima

O dermatologista Jayme de Oliveira Filho explica que não há idade mínima para que seja feito o preenchimento facial com ácido hialurônico. No entanto, a procura por esse método começa por volta dos 25 anos.

Sessões de preenchimento facial com ácido hialurônico

Normalmente uma sessão é suficiente, mas caso os resultados ainda não estejam satisfatórios, é possível fazer um retoque.

Resultado do preenchimento facial com ácido hialurônico

Os efeitos do preenchimento facial com ácido hialurônico aparecem logo após o tratamento, mas se tornam mais visíveis uma semana após a sessão, momento em que o inchaço do rosto é amenizado.

Tempo de duração dos efeitos

Ele não é permanente e pode ficar no local de aplicação por um período de 12 a 20 meses, sendo reabsorvido paulatinamente pelo organismo.  

Cuidados anteriores

 O paciente não deve tomar anticoagulantes antes do tratamento.                                                                        

Outros possíveis usos do ácido hialurônico

O ácido hialurônico tem outras aplicações, como por exemplo na composição de cremes hidratantes e cosméticos.

Cuidados após o preenchimento facial com ácido hialurônico

A dermatologista Geana Lima recomenda evitar massagens no local da aplicação nas seis horas posteriores ao preenchimento facial. Depois desse período o paciente está liberado para realizar limpeza suave, aplicar proteção solar e maquiagens. O protetor solar previne o aparecimento de manchas na região das equimoses (manchas arroxeadas na pele). A especialista recomenda evitar atividades físicas nas 24 horas após o procedimento.

Efeitos adversos do preenchimento facial com ácido hialurônico

O ácido hialurônico é um componente natural da derme de nossa pele. Por esta razão, raras vezes condiciona a algum efeito adverso. Mas podem ocorrer equimoses e inchaço.

Fontes consultadas

Dermatologista Jayme de Oliveira Filho (CRM-SP 28653), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica-SBCD. 

Dermatologista Geana Lima (CRM: 99005), do Studio e Laser Centro Estético.

Fonte: Minha Vida

sábado, 3 de agosto de 2013

Aprenda a controlar seu apetite em oito passos

Reduzir o consumo de açúcares e gorduras é a principal mudança.
Em um contexto que engloba a correria do dia a dia e o aumento das ofertas de inúmeras tentações culinárias, fazer dieta realmente não é uma tarefa das mais fáceis - é preciso muita força de vontade.
A loucura da vida moderna nos suga todo o tempo livre e a comida fácil, rápida ou pronta como as redes de fast-food, ricas em gordura,sal e açúcares, ganha mais espaço nas prateleiras de supermercados, fachadas de lojas e deliverys, sempre pronta para nos fazer ganhar mais tempo com sua rapidez e praticidade. Isso sem falar nas propagandas com imagens deliciosas e altamente tentadoras que nos fazem, quase sem querer, sair do sofá para um rápido ataque à geladeira. Pensamos em comida quase o tempo todo - é um estímulo atrás do outro, e que nos faz comer cada vez mais e com pior qualidade, tornando-nos propensos ao sobrepeso, obesidade e desenvolvimento de doenças ligadas à má alimentação, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, entre outros.

Mas comida vicia?

Diversos estudos vêm constatando a perigosa relação do açúcar, sal e gorduras no aumento da produção de hormônios que causam a sensação de bem estar, como a dopamina e a serotonina, neurotransmissores que aumentam a fome. Em um ciclo vicioso, a sensação de bem estar que alimentos ricos em açúcar, sal e gordura proporcionam é de pouca duração e para mantê-la é necessário recorrer cada vez mais às guloseimas e em doses cada vez maiores. Não é à toa que esses ingredientes são a base da comida fast-food.
Com os alimentos ricos em açúcar, a sensação de satisfação vai se desfazendo na medida em que a insulina, substância produzida pelo pâncreas, vai saindo de cena, e quanto mais a insulina cai mais o corpo pede por ela, aumentando assim as estatísticas do aumento de diabetes, principalmente entre crianças e adultos com obesidade.
Hoje a recomendação dada para o açúcar refinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a de no máximo 10% do total das calorias ingeridas diariamente. Ou seja, se sua dieta for de 2000 calorias, sua ingesta deverá ser de até 200 calorias, o que dá um pouco menos de 2 colheres (sopa) de açúcar refinado ao dia. O que poucos seguem.
Saber como controlar a fome é imprescindível para que você emagreça
O correto é trocar o açúcar refinado, cheio de calorias vazias, pelo açúcar mascavo, repleto de nutrientes importantes, como selênio, vitaminas do grupo B e zinco. Lembrando, porém, que esse açúcar tem calorias e não devemos exagerar nas quantidades. Para pessoas que tem diabetes ou obesidade, o mais indicado é o uso de adoçantes em substituição ao açúcar branco.

E a gordura?

Dizem que o limite entre o prazer e o vício é a perda de controle sobre a quantidade que se vai ingerir. Mas a grande dúvida é: comemos mais do que o necessário porque somos esfomeados ou somos esfomeados porque os alimentos ricos em açúcar e gorduras nos fazem comer mais? Todos sabemos que a gordura aumenta o sabor da comida, portanto é necessário não se tornar refém desse sabor.
A gordura executa um papel importante para o desenvolvimento e manutenção do nosso corpo e devem estar inseridas em nossa alimentação diária, mas é necessário escolher sempre boas fontes e evitar o excesso de gordura saturada, que está presente nas carnes, queijos e frituras. Gordura saturada em excesso aumenta o colesterol ruim, elevando o risco de doenças cardíacas.
Assim, algumas pessoas ao se darem conta que estão engordando resolvem iniciar dietas que prometem milagres sem ter que alterar muito seus hábitos alimentares, cortando de maneira aleatória grupos alimentares importantes para manter sua energia, saúde e imunidade em dia. Dietas malucas ou muito restritivas, como passar horas sem se alimentar, podem até trazer resultados rápidos, mas com certeza não serão duradouros, é muito complicado e difícil manter uma dieta aonde grupos inteiros devem ser cortados e a volta ao peso anterior se dará de forma rápida, o famoso efeito sanfona. Ter uma alimentação equilibrada e de bom senso, sem cortes radicais pode ser a melhor forma de você conseguir atingir seus objetivos, perder o peso em excesso sem comprometer sua saúde. 

Como controlar seu apetite em oito passos

No corre corre diário é comum para algumas pessoas pular o café da manhã ou almoçar muito pouco, não se alimentando de maneira correta - e com isso, invariavelmente à noite sua fome estará incontrolável, e beliscar até a próxima refeição acabará sendo inevitável.
Saber como controlar a fome é imprescindível para que você emagreça, e alimentar-se a cada três horas é o primeiro passo para não correr o risco de se descontrolar e atacar tudo o que vier pela frente quando a fome chegar. Inverta de forma gradativa esse quadro, comece o dia com um café da manhã reforçado e vá diminuindo as quantidades do que você come no decorrer do dia.
  • Invista em atividade física, ela é fundamental para sua saúde e qualidade de vida. Ela ajudará você a emagrecer e se manter magro
  • Mantenha uma alimentação balanceada, com todos os grupos alimentares, proteínas, gorduras boas e carboidratos de baixo índice glicêmico. Mudanças de estilo de vida são muito eficazes no tratamento de emagrecimento
  • Aposte em alimentos termogênicos, capazes de aumentar o gasto calórico do organismo. Nessa lista, você encontra pimenta, chá verde, gengibre e outros
  • Faça check-ups periódicos, pois seu corpo precisa estar em equilíbrio para que você possa emagrecer sem riscos, e só fazendo os exames médicos da parte clínica, nutricional e hormonal você poderá detectar os entraves metabólicos que emperram a perda de peso
  • Aumente a ingestão de fibras, que além de melhorar o trato intestinal aumenta a sensação de saciedade
  • Use medicamentos quando necessário, como no caso da obesidade, que é uma doença de causa multifatorial e complexa, que em muitos casos necessita ser tratada com diversas estratégias, inclusive com o uso de medicamentos, que devem ser usados de maneira criteriosa e após avaliação detalhada do histórico do paciente
  • Diminua o estresse, pois estudos demonstram que o ganho de peso e os níveis de cortisol (conhecido como hormônio do estresse) estão intimamente ligados, ou seja, quanto maior o estresse, maior é o nível do cortisol e maior é a facilidade com que o indivíduo ganha peso. A má alimentação e sedentarismo fazem parte do círculo vicioso em que o indivíduo está inserido e para interromper este ciclo é necessário a adoção de hábitos e atividades que melhorem a qualidade de vida, como atividades ao ar livre, caminhadas e atividades lúdicas
  • Diminua o consumo de açúcares e gorduras, pelos motivos descritos acima na matéria e segundo a Associação de Neurociências do Canadá, existem pessoas que são mais vulneráveis a se viciarem em alimentos pouco saudáveis, como os ricos em açúcares e gorduras, portanto evite-os!

    Fonte: Minha Vida

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sopa de mandioquinha com gengibre

Sopa com toque diferente (Foto: Divulgação)
Para quem não estava preparado para tanto frio e quer se esquentar, que tal uma sopa de mandioquinha com gengibre? Tudo para espantar esse ar gelado que tomou conta do Brasil! 

Ingredientes :
  • 1 kg de mandioquinha
  • 1 cebola picada
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 litro de água
  • 1 colher de sopa de gengibre ralado
  • 1 litro de leite
  • ½  litro de creme de leite
  • sal a gosto


Modo de preparo:

  • Numa panela aqueça a manteiga, refogue a cebola e acrescente a mandioquinha cortada em cubos e a água e deixe cozinhar bem.
  • Retire da panela e bata no liquidificador com o leite até dissolver completamente.
  • Coloque novamente numa panela, acrescente o gengibre ralado, o sal, deixando ferver para a absorção do sabor do gengibre.
  • Acrescente o creme de leite light, prove o tempero e sirva.
Serve até 8 pessoas.
*Receita cedida pela chef Lourdes Bottura do restaurante Badebec

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O que molha mais, correr ou andar debaixo da chuva?


Depende. Muitos fatores interferem nesse resultado como, por exemplo, a distância percorrida, o tempo embaixo d'água, a intensidade da chuva e a área do corpo. "Os elementos que determinam a quantidade de água que uma pessoa vai receber são a velocidade resultante da chuva e a superfície de contato. Mas, o que importa é o ângulo que gotas fazem ao atingir o corpo. Quanto maior o ângulo de inclinação na vertical, mais chuva o cara vai tomar. E isso aumenta à medida que a velocidade da pessoa fica maior", explica Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP. Então, se você não é bom de conta, melhor mesmo é sempre andar com um guarda-chuva, só por precaução.
Quem fica mais molhado?Saiba em quais situações é melhor andar e quando correr é a única soluçãoEm caso de chuvisco, ande
Quando a chuva é moderada e cai em linha reta, é melhor você andar. Em uma velocidade menor, menos gotas irão atingi-lo durante o percurso. Ao correr, a sua velocidade aumenta, intensificando a chuva sobre o seu corpo. Aí você vai molhar não só a cabeça e os ombros mas toda a parte frontal
Corra e salve a chapinha!
Para salvar o penteado, corra ao primeiro sinal de chuva. Com a velocidade, os pingos atingirão mais a parte da frente do seu corpo. Proteger ou cobrir a cabeça também ajuda. Se ficar descabelada não é problema, vá andando. A chuva cairá perpendicular ao corpo, atingindo mais o ombro e a cabeça
Gordinhos, pé na tábua!
Se você tem uns bons quilos a mais, corra! Já que a sua área é maior, melhor apertar o passo e ficar pouco tempo debaixo da chuva. Como os magrinhos têm pouca área de contato, menos gotas de chuva irão atingi-los durante o trajeto. Neste caso, andar é a melhor solução
Em caso de chuva forte, corra ou ande
Debaixo de toró, dá no mesmo: vai sair encharcado de qualquer forma. Se correr, vai tomar mais chuva por causa da velocidade, mas, em compensação, vai ficar menos tempo debaixo d'água. Se você prefere andar, a vazão de água será menor, mas ficará mais tempo na chuva.
Fonte: Mundo Estranho

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Lutador de MMA morre após ataque cardíaco em Campo Grande


Ex-campeão mundial de Muay Thai, o brasileiro Eduardo Maiorino, de 33 anos, morreu na tarde do último domingo, em Campo Grande, vítima de um infarto.
Conhecido como "Morpheus", Maiorino estava na casa de um aluno se preparando para uma competição em São Gabriel do Oeste, onde seria árbitro, quando passou mal. Ele foi socorrido, mas não resistiu e faleceu por volta das 16h10.
Profissionalmente, Eduardo Maiorino fez onze lutas no MMA, e tinha um cartel de três vitórias e oito derrotas. Ele chegou a enfrentar nomes conhecidos no esporte, como Junior Cigano, no Minotauro Fights 5, em 2006, e Rafael Feijão, no Pantanal Combat, no mesmo ano.
Sua última luta foi contra Gerônimo Mondragon, do UFC, em maio deste ano. No combate, válido pelo Max Fight 13, ele foi nocauteado aos 50 segundos do primeiro round.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Como deixar de ser sedentário?


Marcio Atalla é professor de educação física e consultor do quadro "Medida certa", doFantástico da Globo. Envie sua perguntas pelo site www.epoca.com.br ou pelo e-mail marcio.atalla@edglobo.com.br (Foto: Reprodução)
Tenho 33 anos e fumo há 17. Comecei a frequentar uma academia com autorização médica. Conforme fazia os exercícios, sentia falta de ar. Tive uma forte palpitação e fui parar no médico. Não tenho problemas no coração, mas, desde então, fiquei com medo de fazer esporte. Quero parar de fumar. O que faço? – Carolina Baylac, Rio de Janeiro, RJ
Se seu médico acompanha seu treino, você não deve ter medo. Sentir cansaço extremo e até falta de ar é normal para qualquer pessoa que começa a malhar, independentemente de ser ou não fumante. Para quem fuma, esses sintomas são mais intensos. Você deve, provavelmente, ter exigido demais de sua condição física. Fazer exercícios de forma regular é a maneira mais eficaz para parar de fumar. Você está no caminho certo. Peça auxílio a um professor para ajustar o nível de esforço de cada atividade. Não exagere para não desistir.

Cansei do sedentarismo. Quero me exercitar. Vou começar a caminhar, duas ou três vezes por semana. Essa periodicidade é razoável? – Rodrigo Pessanha, Rio de Janeiro, RJ
Rodrigo, a caminhada é uma das melhores maneiras de incorporar a atividade física de forma segura e confortável. Minhas dicas são: 1) comece com três vezes por semana; 2) marque o tempo e a distância que você percorre, para poder, aos poucos, aumentar o ritmo de sua caminhada; 3) escolha diferentes solos, como areia fofa, grama, terra, asfalto e ladeiras; 4) aos poucos, acrescente mais um ou dois dias na semana; 5) quando estiver confortável com a caminhada, incorpore exercícios de força, que podem ser feitos com ginástica, musculação ou pilates.

Como deve ser o treino para quem já tem preparo físico e quer começar a correr? Faço musculação há três anos e, mesmo assim, só consigo correr dois minutos e paro. – Dayse Ribeiro de Carvalho, Belo Horizonte, MG
A corrida é uma atividade de altíssimo rendimento, exige bastante do corpo. É normal não conseguir mantê-la por mais de alguns minutos. O corpo precisa se adaptar às reações bioquímicas que ela provoca. Elas nos fazem sentir um leve desconforto. No início, é importante alternar caminhada e corrida. Experimente caminhar por dez minutos para aquecer e depois alternar: dois minutos de corrida com quatro minutos de caminhada. É sempre bom variar a velocidade e a intensidade e fazer treinos alternados. 


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Transplante de célula de focinho faz cão voltar a andar

Cirurgia recuperou os movimentos das patas
traseiras dos cães (Foto: BBC)

Técnica pode ajudar humanos a recuperar movimentos após lesão na medula. Cientistas da Universidade de Cambridge conseguiram reverter a paralisia em cachorros, após injetar células retiradas do focinho dos animais.
De acordo com os pesquisadores, as descobertas mostram, pela primeira vez, que transplantando este tipo de células em uma medula muito lesionada pode trazer melhoras significativas e abre novas possibilidades.
"Acreditamos que a técnica pode vir a ser usada para recuperar parte dos movimentos em pacientes humanos com lesões na medula vertebral, mas há um longo caminho a percorrer até podermos afirmar que eles serão capazes de recuperar todos os movimentos perdidos", diz o biólogo, Robin Franklin que participou da pesquisa.
O estudo foi financiado pelo Conselho Médico de Pesquisa (MRC, na sigla em inglês) da Grã-Bretanha e publicado no jornal científico "Brain".
A pesquisa é a primeira a testar transplantes em animais com lesões sofridas na vida real, ao invés de usar cobaias de laboratório.
Em uma parceria do Centro de Medicina Regenerativa do MRC e a Escola de Veterinária de Cambridge, os cientistas retiraram amostras de células olfativas do focinho dos cães e as cultivaram em laboratório durante várias semanas.
Os 34 cachorros que participaram da pesquisa haviam sofrido lesões na coluna que os impediam de usar as patas traseiras.
Em 23 dos cães, foram injetadas células olfativas na coluna; nos outros 11, o chamado grupo controle, foi usada uma solução aquosa neutra, sem nenhum efeito, para ser usado como termo de comparação.
Enquanto muitos dos cachorros que receberam o transplante de células apresentaram melhoras significativas e voltaram a andar, nenhum dos caninos do grupo de controle apresentou movimento nas patas traseiras.
Porque o nariz?
Após chegar a idade adulta, o nariz é a única parte do corpo em que terminações nervosas continuam a crescer.

As células foram retiradas da parte posterior da fossa nasal. São células especiais que rodeiam os neurônios receptores que nos permitem sentir cheiros e convergir estes sinais para o cérebro.
Os cientistas dizem que as células transplantadas regeneraram fibras na região lesionada da medula. Isto possibilitou que cachorros voltassem a usar as suas patas traseiras e coordenar o movimento com as patas da frente.
Em humanos, o procedimento poderia ser usado em combinação com outras drogas para promover a regeneração da fibra nervosa e substituir tecidos lesionados.
Geoffrey Raisman, o especialista em regeneração neurológica da University College London, descobriu em 1985 este tipo de célula olfativa, que foi usada na pesquisa de agora.
Ele avalia que este foi o maior avanço dos últimos anos na área, mas diz que não é a cura para lesões de medula. "O procedimento permitiu que um cachorro lesionado voltasse a usar suas pernas traseiras, mas as diversas outras funções perdidas em uma lesão de medula, como uso da mão, controle da bexiga e regulação de temperatura, por exemplo, são mais complicados e ainda estão muito distantes".
Na pesquisa, as novas conexões não ocorreram em longas distâncias, necessárias para conectar o cérebro a medula. Os pesquisadores do MRC disseram que em humanos isto seria vital para pacientes com lesões na medula, que perderam funções sexuais e o controle da bexiga e do intestino.
Entre os cães com história de sucesso, está Jasper, um bassê, de dez anos de idade. "Antes do tratamento, nós usávamos um carrinho de rodas porque as suas patas traseiras eram inúteis, mas agora ele corre pela casa e no jardim e acompanha os outros cachorro, é maravilhoso", comemorou sua dona, May Hay.
Fonte: G1

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Cada hora sentado reduz expectativa de vida em 21 minutos


Pesquisa afirma que redução é 10 minutos maior do que a de fumar um cigarro. 
Cada hora que uma pessoa passa sentada reduz a sua expectativa de vida em 21 minutos, diz uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Queensland, na Austrália. Segundo o estudo, essa redução é dez minutos maior do que a de fumar um cigarro. Os resultados foram publicados na edição de Novembro do The British Journal of Sports Medicine. 
Os cientistas levantaram dados de 12 mil australianos, coletados por um levantamento nacional sobre diabetes, obesidade e estilo de vida. Os entrevistados responderam perguntas sobre o seu estado de saúde, doenças que já tiveram, sedentarismo, tabagismo e hábitos alimentares. Para medir as horas que os participantes passavam sentados, os estudiosos perguntaram quantas horas de televisão eles assistiam por dia. 
Os pesquisadores tentaram isolar o fator de risco da longa permanência na mesma posição de outros hábitos pouco saudáveis, como fumar e não se exercitar. Eles observaram que um adulto que passa seis horas por dia sentado em frente à TV deve viver quase cinco anos a menos que uma pessoa que não assiste televisão. A previsão se aplica mesmo em aqueles que fazem exercícios regularmente.
Uma das possíveis explicações para essa relação é a ausência prolongada de contrações dos músculos das pernas. Depois de ficar meia hora sentado, o corpo liga o "modo repouso" e a taxa metabólica cai. Ficar de pé evita essa queda, pois o músculo permanece rígido, o que consome mais energia. Além disso, a pessoa em pé tende a se movimentar involuntariamente.

Use as escadas em vez do elevador

É uma reação automática: ao entrar em um prédio, a primeira coisa que fazemos é apertar o botão do elevador - seja para subir até o primeiro ou até o vigésimo andar. No entanto, essa é uma ótima oportunidade para se exercitar usando as escadas. Para aqueles que trabalham ou moram em andares muito altos, desça dois ou três andares antes do que deveria e faça o resto do trajeto pelas escadas.

Saia para almoçar ou fazer compras a pé

Tem gente que não consegue nem mesmo ir até a padaria sem pegar o carro, por costume ou preguiça. Porém, não custa nada deixar o veículo na garagem e ir a pé até o mercado comprar os itens fáceis de carregar - além de fazer bem à sua saúde, você evita o estresse do trânsito e ainda tira um carro da rua. Outro hábito comum é acionar um delivery e pedir para entregar a refeição no trabalho, quando poderia ter ido até o restaurante caminhando.

Estacione o carro longe do local de trabalho

Aqui a lógica é a mesma das escadas: você já fez todo o trajeto de carro porque era longe, então que tal estacionar um pouco mais distante do seu destino e aproveitar a caminhada? Para aqueles que andam de ônibus, a recomendação é a mesma - experimente descer um ou dois pontos antes do habitual e faça o restante do trajeto andando.

Alongue-se de tempos em tempos

Nada pior do que ficar muito tempo sentado em uma posição pouco confortável. Por isso, sempre que você se levantar para conversar com alguém, ir ao banheiro ou tomar um café, alongue pernas, braços e pescoço. Exercícios de respiração profunda também são amplamente recomendados.

Use um pedômetro (contador de passos)

Esse aparelho, capaz de registrar cada passo que você dá, pode ficar acoplado ao seu cinto e irá te ajudar a monitorar o quanto você está se movimentando durante o dia. De acordo com o endocrinologista e clínico geral Filippo Pedrinola, dar menos do que 5.000 passos por dia é considerado sedentarismo. "O ideal seria dar 10.000 passos por dia, que equivale aproximadamente a 6 km, ou de 300 a 400 calorias", completa.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Ingrediente da cerveja pode ajudar a manter músculos fortes na terceira idade


Cerveja contém composto vegetal que impede o desgaste muscular
Ingrediente presente na cerveja pode ajudar a manter a saúde dos músculos na terceira idade, de acordo com estudo realizado na Universidade de Tokushima, no Japão.
A pesquisa revela que um composto do lúpulo usado na fabricação da bebida impede que o tecido muscular se deteriore. Os resultados mostraram que o flavonoide, conhecido como 8-prenylnarigenin (8-PN), impediu a atrofia muscular em ratos.
O estudo foi publicado na revista Daily Mail.
A equipe, liderada por Junji Terao, realizou testes com camundongos imobilizados. Quando os roedores receberam ração contendo o composto lúpulo seus níveis musculares quase não caíram.
Os ratos que não receberam o ingrediente apresentaram uma queda de 10% em quantidade de músculo, durante o período de estudo.
Testes revelaram os camundongos que receberam o composto tinham 10 vezes mais da quantidade da substância protetora em seus sistemas.
Segundo os pesquisadores, as recentes descobertas podem auxiliar no desenvolvimento de drogas para ajudar a impedir que as pessoas sofram distrofia muscular mais tarde na vida.
Eles também esperam aplicar suas conclusões para a criação de uma nova bebida capaz de proteger astronautas em viagens espaciais longas, que aumentam a perda muscular.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fadiga Muscular


  A fadiga muscular representa um problema complexo em nosso meio, causada por fatores ainda não totalmente esclarecidos. A literatura científica atual aponta possíveis causas provenientes de alterações deletérias no próprio músculo (fadiga periférica) ou mudanças na comunicação neural para o músculo (fadiga central). A fadiga central é caracterizada por mecanismos biológicos que alteram o esforço subjetivo, motivação, comportamento e tolerância à dor, bem como aqueles que diretamente inibem a ativação motora nos centros superiores do cérebro e nos neurônios (células nervosas) que transmitem os impulsos nervosos. 
  O grau e a causa da fadiga muscular são dependentes da duração, intensidade e natureza dos exercícios, composição do tipo de fibra muscular, nível de condicionamento físico e fatores ambientais como altitude, umidade e temperatura.

  Exercícios de alta intensidade - A fadiga muscular pode ser definida como uma perda de força que acarreta na redução do desempenho em uma determinada tarefa. A fadiga após exercícios de alta intensidade e curta duração pode resultar a partir de falhas na ativação do sistema nervoso central (SNC), assim como a falta de manutenção da freqüência adequada de ativação dos neurônios motores transmitindo os impulsos nervosos.
  Este tipo de exercício envolve uma demanda energética que ultrapassa a potência aeróbica máxima do indivíduo, solicitando um alto grau de metabolismo anaeróbico. Conseqüentemente diminuem os fosfatos de alta energia do músculo, trifosfato de adenosina (ATP) e fosfocreatina (CP), enquanto que fosfato inorgânico (Pi), difosfato de adenosina (ADP), lactato e íons hidrogênio (H+) aumentam na medida em que a fadiga se instala. 
  O acúmulo desses metabólitos tem sido apontado como um fator importante na gênese da fadiga muscular e na predisposição às câimbras. Para evitá-las, concentrações adequadas de ATP devem ser mantidas pelo organismo, pois esse substrato é um dos responsáveis pela fonte imediata de energia para as contrações musculares. A fosfocreatina também diminui com a atividade contrátil do músculo, e alguns estudos têm sugerido que concentrações baixas de CP podem também induzir à fadiga muscular. 
  O hidrogênio é particularmente interessante como agente causal, pois pode atuar de várias formas na célula: inibição da atividade de enzimas das vias produtoras de energia, inibição da utilização do cálcio (Ca+) pelas células musculares, e alteração do perfil iônico intracelular. Uma fonte importante dos íons de hidrogênio durante a atividade muscular intensa é a produção anaeróbica de ácido lático, que em sua maior parte se dissocia em íons lactato e H+. Atualmente, já está bem estabelecido que a fadiga ocorra pela elevada concentração de H+ (íons hidrogênio) e não pelo aumento de lactato ou ácido lático não dissociado, devido à inibição das vias metabólicas produtoras de energia.
  Exercícios de endurance - Inúmeros fatores têm sido apontados como causadores de fadiga resultante de atividades físicas de longa duração. Entre eles estão incluídos a depleção de glicogênio muscular e hepático (do fígado), a diminuição da glicose sanguínea, a desidratação, e o aumento da temperatura corpórea. 
  O ritmo de utilização de carboidratos (CHO) é dependente não somente da intensidade do trabalho físico, mas também da condição física do indivíduo. O fato que esportistas treinados metabolizam carboidratos mais lentamente do que os não treinados corrobora a hipótese de que a depleção dos estoques de CHO seja uma das causas de fadiga muscular durante a atividade física prolongada. 
  No entanto, outros agentes causadores de fadiga muscular também estão envolvidos, pois a depleção de glicogênio pode ocorrer em sua ausência, possivelmente envolvendo a destruição da microestrutura de componentes celulares responsáveis pela produção de energia.