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terça-feira, 30 de julho de 2013

Cientistas capturam imagem de reação química pela primeira vez

Com equipamentos poderosos e um pouco de sorte, os cientistas conseguiram captar moléculas sendo quebradas e reconstruídas.
Em toda a história da ciência, nenhum laboratório havia conseguido capturar imagens de reações químicas em alta resolução. Pelo menos não até agora, pois um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley) conseguiu realizar o que todos tentavam há décadas. E o mais curioso é que isso aconteceu de uma maneira quase acidental.
Utilizando um microscópio de alta potência, eles estavam tentando realizar uma série de reações com grafeno. Com muita sorte, conseguiram chegar às imagens que você pode ver nesta notícia. Para o site Mashable, um dos cientistas afirma: “Nós não estamos pensando em fazer imagens bonitas, as reações eram o grande objetivo!”. Essa é a primeira vez na história que um grupo de cientistas conseguiu capturar imagens em alta resolução de uma molécula sendo quebrada e depois tendo seus átomos realocados em outra liga. Para a sorte de todos, o processo ocorreu exatamente como todos imaginavam — em caso contrário, boa parte do que sabemos sobre ciência seria jogado no lixo.

Agora, os responsáveis pelo projeto estão confiantes em um futuro interessante para a ciência. Segundo eles, apesar de o ocorrido parecer muito simples, há grandes descobertas envolvidas no processo. Essas novas imagens podem, inclusive, colaborar nas pesquisas de nanoestruturas e até mesmo contribuir para novos métodos de arquitetura eletrônica em nanoescalas.
Fonte: MegaCurioso

sábado, 10 de novembro de 2012

Como o petróleo se transforma em tantos produtos?

O segredo é saber extrair do ouro negro tudo o que ele já tem. Em seu estado natural, o petróleo é um líquido pastoso que traz uma mistura de gasolina, diesel, querosene, gases liquefeitos e um monte de outros óleos. O que as refinarias fazem é separá-los dessa massa bruta. Como cada produto tem um ponto de ebulição diferente, basta aquecer o petróleo para retirar seus derivados. A40ºC, o vapor que aparece é o GLP, o famoso gás de cozinha. Quando a temperatura vai a 100ºC, o vapor é de gasolina, e assim por diante. Depois, cada um desses vapores é transformado em líquido e retirado por tubos da chamada torre de destilação, onde os derivados do óleo são separados.
Muitas vezes, entretanto, é preciso ir mais longe até chegar ao produto final, O próprio combustível do carro, por exemplo, não é exatamente a gasolina que sai desse processo. "Só entre 20% e 30% da gasolina é obtida diretamente pela destilação.
A maior parte surge com o processamento de outras partes menos valiosas do petróleo", diz o engenheiro químico Juarez Perissé, da Petrobrás. Nessa hora, entra em cena o chamado processo de "quebra" dos derivados, capaz de transformar resíduos da mistura em gasolina e gás, por exemplo. A estratégia é eliminar a diferença fundamental entre os derivados: o tamanho de suas cadeias ou agrupamentos de carbono. Há os "leves", como a própria gasolina, que têm cadeias pequenas, com cinco a 12 átomos de carbono cada. Já os "pesados", como o diesel e o óleo combustível, têm até 70 átomos. Por meio de tratamentos com produtos químicos, os técnicos conseguem dividir as cadeias maiores de resíduos, formando várias cadeias pequenas. E essa facilidade de recombinar os agrupamentos de carbono que faz com que o petróleo seja base de tantos produtos.

Como podem os icebergs, que ficam no mar, ser feitos de água doce?


Eles são enormes blocos que se desprendem das geleiras polares - que, por sua vez, foram formadas pelas neves da Era Glacial. São, portanto, de água doce e não devem ser confundidos com água do mar congelada. O nome vem do holandês ijsberg, literalmente "montanha de gelo". Estima-se que a formação dos atuais icebergs tenha começado há pelo menos 3 000 anos, quando se acumulou a neve que lhes deu origem. Esse acúmulo monumental faz com que, nas camadas mais profundas, a neve se transforme em enormes lâminas de gelo, compactada pela pressão das camadas superiores. Devido ao movimento de subida e descida das marés, grandes massas de gelo acabam se soltando da lâmina principal nas regiões costeiras, formando, assim, os icebergs, que saem flutuando a esmo pelo oceano. Os dois pontos principais de formação de icebergs são no Oceano Atlântico, na Antártida e na Groenlândia. Os que causam mais problemas são esses últimos.
Embora sejam maiores, os da Antártida costumam derreter antes de atingir as principais rotas de navegação. O maior iceberg já visto no Atlântico Norte, em 1957, atingia cerca de 180 metros só em sua parte fora d’água (que costuma equivaler a um nono da massa total desses blocos de gelo).

Gelo Seco

por Cintia P. Oliveira
Como se fabrica gelo seco?
O gelo seco é a forma sólida do gás carbônico (CO2) derivado de outras substâncias. O processo defabricação começa com a liquefação do gás, mediante sua compressão em tanques e resfriamento até 20 graus negativos. A seguir, elimina-se bruscamente a pressão; ao expandir-se, o gás restante no tanque absorve tanto calor que o liquido se solidifica a uma temperatura de 78,5 graus negativos. Em contato com o ar, a substância desprende vapores por sublimação (evaporação de um sólido sem passar pelo um estado líquido). Esses vapores, parecidos com uma espessa névoa, são geralmente aproveitados para criar efeitos especiais no cinema e no teatro.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Por que Vênus e Urano giram em sentido contrário ao dos outros planetas do Sistema Solar?

Com alguma licença poética, poderíamos dizer que foi por causa de um trauma de infância. Há cerca de 4,5 bilhões de anos, quando o Sistema Solar ainda era um disco de gás e poeira girando em torno do Sol, as nuvens que dariam origem a Vênus e a Urano sofreram turbulências particulares que modificaram para sempre sua rotação. "O motivo foram as colisões entre os pedaços que formaram esses dois planetas", afirma o astrônomo Roberto Dias da Costa, da USP. Assim, a rotação dos dois astros pode, de fato, ser considerada uma anomalia, já que a dos outros seis planetas do nosso sistema acompanha a rotação do Sol antes mesmo de terem nascido. "Isso acontece porque aquele imenso disco de gás e poeira girava junto com a estrela central. Aí, a maior parte dos planetas continuou naturalmente no mesmo sentido", diz Roberto. Essa rotação contrária significa que um astronauta que fosse a Vênus veria o Sol nascer no oeste e se pôr no leste. Já em Urano isso não aconteceria. Como o planeta é praticamente "deitado" em relação ao Sol (com um eixo de inclinação de 98 graus), dias e noites são determinados pelo movimento de translação. Só amanhece ou anoitece quando o planeta dá meia volta em torno da estrela - o que equivale a 42 anos terrestres!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Conhece o gálio?

Ver um pedaço de metal derretendo nas mãos é o tipo de coisa que parece cena de filme. O Exterminador do Futuro, talvez. Aquele objeto-símbolo da força e da resistência se rendendo por entre seus dedos é algo que te deixaria poderoso – e sem mãos, muito provavelmente. Não com o gálio, o metal mais cinematográfico que se tem notícia.
O gálio se derrete com menos de 30ºC (quase sempre entre 28º e 29º, menos que qualquer outro metal conhecido). Ou seja, dependendo da onde você estiver, a própria temperatura ambiente já dá conta de fundi-lo. Se não estiver quente o suficiente, a palma da tua mão bastará para o espetáculo se formar.
Apesar de sua condição exótica, o gálio é bem útil para os homens: ele é usado na fabricação de espelhos e na produção de lâmpadas de LED e chips. Além de se derreter todinho, ele ataca impiedosamente outros metais .