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terça-feira, 30 de julho de 2013

Cientistas capturam imagem de reação química pela primeira vez

Com equipamentos poderosos e um pouco de sorte, os cientistas conseguiram captar moléculas sendo quebradas e reconstruídas.
Em toda a história da ciência, nenhum laboratório havia conseguido capturar imagens de reações químicas em alta resolução. Pelo menos não até agora, pois um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley) conseguiu realizar o que todos tentavam há décadas. E o mais curioso é que isso aconteceu de uma maneira quase acidental.
Utilizando um microscópio de alta potência, eles estavam tentando realizar uma série de reações com grafeno. Com muita sorte, conseguiram chegar às imagens que você pode ver nesta notícia. Para o site Mashable, um dos cientistas afirma: “Nós não estamos pensando em fazer imagens bonitas, as reações eram o grande objetivo!”. Essa é a primeira vez na história que um grupo de cientistas conseguiu capturar imagens em alta resolução de uma molécula sendo quebrada e depois tendo seus átomos realocados em outra liga. Para a sorte de todos, o processo ocorreu exatamente como todos imaginavam — em caso contrário, boa parte do que sabemos sobre ciência seria jogado no lixo.

Agora, os responsáveis pelo projeto estão confiantes em um futuro interessante para a ciência. Segundo eles, apesar de o ocorrido parecer muito simples, há grandes descobertas envolvidas no processo. Essas novas imagens podem, inclusive, colaborar nas pesquisas de nanoestruturas e até mesmo contribuir para novos métodos de arquitetura eletrônica em nanoescalas.
Fonte: MegaCurioso

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Remédio para “enganar” bafômetro é vendido sem receita nas farmácias


Com o aumento da fiscalização da "Lei Seca", os motoristas buscam alternativas para burlar o bafômetro. Uma delas oferece riscos à saúde dos motoristas. Os motoristas estão ingerindo uma substância chamada metadoxil, medicamento com tarja vermelha (com venda controlada e sem risco de morte).
A função original do remédio é restaurar o fígado debilitado pelo excesso de bebida. Mas tem gente usando o medicamento para não ser flagrado na fiscalização da Lei Seca. Vendido sem receita, o medicamento está com estoques baixos na capital paulista, conforme mostra essa matéria do portal R7.
O medicamento atua no metabolismo do álcool, acelerando a sua degradação ao aumentar a atividade de algumas enzimas. Ele apressa a eliminação acetaldeído pelo organismo - é essa a substância que provoca a intoxicação alcoólica e seus sintomas negativos característicos. Isso diminui o tempo do álcool na corrente sanguínea
Segundo especialistas, o metadoxil pode causar transtorno gástrico, erupção cutânea e, em caso de superdosagem, até taquipneia (aumento da frequência respiratória) e convulsões. Em nota, o laboratório Baldacci S.A., que comercializa o remédio, desaconselha a automedicação e ressalta que “o uso do metadoxil não protege o motorista que ingeriu bebida alcoólica da condição de infrator".
Fonte: Yahoo

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Você sabia que remédios jogados no lixo comum contaminam água e solo?


Aquela “farmacinha” básica que a maioria de nós tem em casa, com xaropes, remédios para dor de cabeça e dor muscular, costuma ser providencial em várias situações. O problema é quando os medicamentos desse estoque perdem a validade. Até os remédios, quando descartados de forma incorreta (ou seja, diretamente no lixo doméstico, nos vasos sanitários ou nas pias de casa), prejudicam solo, água, fauna, flora e a própria saúde humana, já que têm em sua formulação substâncias de difícil decomposição, que podem contaminar recursos hídricos e alterar o desenvolvimento de plantas e animais.
Segundo artigo da Revista Ciências do Ambiente On-Line, da Unicamp, análises feitas em todo o mundo detectaram presença de restos de antibióticos, anestésicos, hormônios e antiinflamatórios em esgoto doméstico, águas superficiais e subsolos. No Brasil, são aproximadamente 170 milhões de unidades de medicamentos ou produtos farmacêuticosvendidos por mês no setor varejista, segundo dados da Anvisa. Muitas das embalagens não são nem abertas.
Em São Paulo, o Pão de Açúcar e a Eurofarma lançaram o programa Descarte Correto de Medicamentos. O material recolhido é encaminhado para o Departamento de Limpeza Urbana. Se na sua cidade ainda não há sistema de coleta, ao comprar um medicamento, procure observar com atenção a validade. Assim você diminui as chances de que ele estrague e vá para o lixo do jeito errado.
E cobre as autoridades: está em tramitação no Congresso desde 2009 um projeto de Lei que obriga indústrias farmacêuticas e empresas de distribuição de medicamentos a destinar corretamente medicamentos com prazos de validade vencidos. Mais do que importante, é essencial.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Óleo de peixe na gravidez diminui os riscos de alergias no bebê

Estudo revela que o consumo regular do alimento pode trazer diversos benefícios. Cientistas australianos descobriram que a ingestão de óleo de peixe durante a gravidez pode proteger o bebê do aparecimento de eczemas, que são afecções cutâneas que costumam inflamar e ressecar a pele.
De acordo com a notícia do jornal britânico The Daily Mail, os testes realizados mostraram que as mães que receberam suplementação com ômega 3 diminuíram em três vezes as chances de que seus filhos tivessem problemas de pele. Ainda, descobriu-se que os bebês tinham 50% menos risco de desenvolver intolerância a ovos nos seus primeiros anos de vida.
Os pesquisadores acreditam que isso aconteça porque o ômega 3 ingerido pela mãe é transferido para o bebê através da placenta e, assim, alcança o sistema imunológico da criança e o proteje dessas condições.
Para chegar a essas conclusões, os cientistas da Adelaide University, na Austrália, acompanharam 706 mulheres grávidas e seus históricos de alergias na família. Metade das voluntárias recebeu suplementação com óleo de peixe três vezes por dia durante as 21 semanas que antecederam o parto. O restante das participantes consumiu óleos vegetais.
Segundo o British Medical Journal, o próximo passo da pesquisa é sondar se o óleo de peixe pode evitar o aparecimento de outras doenças, protegendo as crianças de asma e rinite alérgica, por exemplo.
Mas para aproveitar os benefícios do alimento, é preciso estar atenta com a quantidade ideal de consumo. O governo britânico recomenda a ingestão de, no máximo, quatro porções de peixe por semana, já que os altos índices de mercúrio podem ser prejudiciais ao bebê.
Fonte: TodaEla

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Cientistas criam camisinha feminina mais confortável e eficaz


A camisinha feminina está longe de ser o método de prevenção e contracepção mais utilizado. Mas esse cenário pode mudar – cientistas da Universidade de Washington desenvolveram uma nova camisinha feminina que, além de ser fina e conter propriedades espermicidas, se dissolve dentro do corpo da mulher após o uso, liberando drogas que previnem DSTs.
Elas são feitas de um nanotecido produzido através de um processo chamado ‘electrospinning’, que forma fibras prendendo líquidos em campos elétricos. Seria fácil controlar a força das fibras, sua solubilidade e forma, além de ser possível inserir medicamentos dentro da fórmula. E o uso seria como o de um anel vaginal.
Apesar do preço da invenção ainda não ser estimado, os seus criadores afirmam que ela seria extremamente barata.
Mulher – você usaria uma camisinha que se dissolve em seu interior? Deixe sua opinião nos comentários.
Via Gizmodo

sábado, 10 de novembro de 2012

Um em cada cinco homens com problemas sexuais se automedica, diz estudo

O Viagra é um dos medicamentos consumidos pelos homens a fim de tratar disfunção erétil (Foto: SXC)
"Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica", afirma médico do Centro de Referência em Saúde do Homem. Um em cada 5 pacientes de 20 a 35 anos que apresentam problemas sexuais já se automedicou com algum tipo de estimulante, seja remédios, como Viagra, ou fitoterápicos, como Ginkgo biloba e ginseng. Esse é o resultado de uma pesquisa feita pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Na hora da consulta, as explicações que mais ocorrem são a curiosidade, a vontade de aprimorar o desempenho sexual e o receio de falhar no momento da relação. No entanto, os comprimidos não apresentam resultados para grande parte dos homens, segundo Joaquim Claro, médico-chefe do serviço de urologia do hospital.
Joaquim lembra que esses remédios podem desencadear dores de cabeça e musculares, diarreia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos, até cegueira. Em associação com outros medicamentos, podem causar ainda hipertensão e enfarte. Por isso, somente um especialista pode diagnosticar a necessidade de uso e, ainda, o melhor método.“A medicação não é instantânea e muito menos mágica como acreditam os pacientes. Se o indivíduo já é saudável, o pênis dele não vai ficar ainda mais rígido após o consumo. Portanto, não vai haver mudança no desempenho”, afirma o médico.
“Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica. O homem passa a supervalorizar a droga e liga o seu próprio desempenho sexual ao uso do remédio", diz. Esta atitude gera um grau elevado de ansiedade e o paciente fica com medo de não ter mais relações satisfatórias se não contar com a ajuda medicamentosa."
Segundo Claro, a prática de atividade física é uma maneira saudável e eficaz de melhorar a atuação na hora do sexo. Os exercícios contribuem com o condicionamento físico, melhoram a circulação sanguínea e aumentam resistência trabalhando as regiões do peito, ombros, braços e pernas, além de elevar a autoestima.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cientistas de Cambridge revelam como nós esquecemos as memórias ruins


Experimento aponta que nosso cérebro conta com duas estratégias básicas para tentar apagar aquelas lembranças indesejadas. Você já leu aqui na GALILEU que cientistas descobriram uma droga que apaga as memórias indesejadas de nossa mente.  Agora, se você é uma pessoa saudável e séria, que não costuma recorrer às drogas para resolver seus conflitos mentais, saiba que também já pode usufruir das maravilhas de ser o próprio editor do seu cérebro. Basta um pouco de ginástica cerebral. 


São dois os caminhos principais. Na chamada supressão direta a ideia é inibir o processamento do hipocampo que acontece no córtex dorsolateral pré-frontal direito. Isso significa que a pessoa corta o mal pela raiz e para de pensar naquilo assim que a memória ruim surge – você desconecta a parte do cérebro responsável pela retenção das memórias episódicas. Em outras palavras, a pessoa força seu cérebro a interromper o processo de lembrar de uma coisa, de qualquer coisa. A outra maneira é a substituição de pensamento. Essa estratégia funciona de maneira oposta à supressão: você deve forçar seu cérebro a pensar em outra coisa, estimular a recuperação de lembranças de outros episódios, mais agradáveis, de preferência. 

Para realizar o experimento, os 36 voluntários deviam memorizar pares de palavras para, em seguida, tentar esquecê-los. Foi esse processo que os cientistas olharam bem de perto, através da ressonância magnética, para chegar às conclusões do estudo. O mais incrível é que esses dois métodos, apesar de contarem com mecanismos opostos, acontecem naturalmente dentro de nossos cérebros – cada pessoa leva mais jeito pra um tipo de esquecimento. 


Farmacêuticas já produzem até 'Prozac' para cão

Gigantes como Pfizer, Bayer e Eli Lilly criam remédio específicos para animais de estimação, um mercado que não para de crescer.O carinho dos donos pelos seus animais de estimação está estimulando a indústria farmacêutica a criar versões para cães e gatos de medicamentos humanos, em busca de uma nova fonte de lucros. Cachorros que ficam sozinhos e apresentam sintomas de depressão, por exemplo, já podem ser tratados com um remédio similar ao antidepressivo Prozac.
Há tratamento até para casos mais graves, como câncer. Tudo para atender os donos que não medem esforços - e dinheiro - para preservar a saúde do "melhor amigo".
A americana Eli Lilly, dona do Prozac, anunciou neste mês que trará ao Brasil sua linha de medicamentos para animais domésticos, disponível nos Estados Unidos desde 2007. A empresa atenderá o segmento por meio de sua divisão de saúde animal, a Elanco, que já fabrica no Brasil produtos para animais de produção, como bovinos e suínos.
O primeiro medicamento, que será lançado no Brasil até o fim do ano, vem de uma molécula que a Eli Lilly comprou da Dow Chemical e que, posteriormente, se revelou uma solução contra pulgas em cães e gatos, conta o diretor da divisão de animais de companhia da Elanco América Latina, Mauri Moreira.
O "Prozac para cachorro" ainda não está disponível no Brasil, mas está no radar da Elanco trazer o medicamento ao País. A área de saúde animal faturou US$ 1,68 bilhão em 2011 no mundo e respondeu por 8% da receita da Lilly. Neste ano, a divisão cresce 21% no mundo e mais de 30% no Brasil.
A indústria farmacêutica faturou R$ 400 milhões com a venda de produtos veterinários para cães e gatos no País em 2011, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal. O segmento ainda é pequeno perto da divisão de animais de produção, como bovinos e suínos. Os "pets" respondem por 11,7% do faturamento do mercado de medicamentos para animais, um total de R$ 3,4 bilhões. No mercado americano, o segmento é quase 50%.
A tendência é aumentar essa fatia. A indústria vê o baixo índice de vacinação nos animais brasileiros como uma grande oportunidade de crescimento nas vendas. Estima-se que existam 30 milhões de cães e gatos no País, mas apenas 20% deles são vacinados com regularidade. Nos Estados Unidos, o índice é de 85%.
'Humanização'. A Pfizer, líder neste mercado, aposta na "humanização" do tratamento de cães e gatos. "Antigamente, os animais domésticos eram tratados com resto de comida e só iam ao veterinário quando ficavam doentes. Hoje, estão muito próximos de um membro da família e tendem a receber melhores cuidados", disse o diretor da unidade de animais de companhia da Pfizer, Tiago Papa.
A empresa costuma se inspirar em tratamentos de humanos para desenvolver produtos para animais. "Existem linhas de pesquisa em oncologia humana que já resultaram em medicamentos contra câncer para cães", disse.
A última novidade, apresentada na semana passada, foi um centro de imunização modelo para veterinários, inspirado em serviço de pediatria. A proposta da Pfizer, que oferece um refrigerador próprio para armazenar suas vacinas em regime de comodato aos veterinários, é criar uma sala de vacinação separada do local da consulta.
O contrário também pode ser feito. A alemã Bayer, por exemplo, lançou pela primeira vez um produto para animais que visa, na verdade, melhorar a saúde humana. Trata-se de um hidratante que reduz as partículas de pelos de cães e gastos que provocam alergias nos donos. "Cerca de 70% dos clientes que compram produtos para animais são mulheres. Existem muitos produtos que podemos desenvolver pensando também no bem-estar do proprietário", disse o gerente da unidade de animais de companhia da Bayer, Gilberto Neto.